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sábado, 21 de janeiro de 2017

Opinião "Não terão o meu ódio"

"Não Terão o Meu Ódio"é o testemunho comovente de Antoine Leiris, jornalista de profissão, que perdeu a sua mulher e mãe do seu filho Melvil, nos ataques terroristas de Paris a 13 de Novembro de 2015.
Nós vimos as notícias daqui, com espanto e horror mas não sabemos o que foi lá estar ou ter perdido alguém num tal acto de selvajaria.
É com prontidão que nos sentimos no direito de apontar dedos, culpar e amaldiçoar. É com facilidade que se incitam ódios, medos e represálias. 
Antoine Leiris sofreu, chorou, lutou e combateu a dor de perder a mulher que amava e a magnífica mãe do seu filho mas tomou uma posição, ergueu uma defesa e marcou uma posição.

"Por isso, eu não vos darei esse presente de vos odiar. Vocês procuraram por isso, mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que fez vocês serem quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus conterrâneos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira."


Uma carta de amor a Hélene e um testemunho de esperança para o filho Melvil, é com carinho que li as palavras tão pessoais de Antoine. Por vezes precisamos de uma leitura destas para nos puxar de volta à terra, ao que interessa e ao que, por vezes, não damos o devido valor.

Façam o favor de ir ter com quem mais amam e aproveitar todo o tempo do mundo com essa pessoa (ou pessoas).

"Não terão o meu ódio" é um livro 

Novidade Sextante Editora :: "O Segredo da Modelo Perdida"


O famoso protagonista, cabeleireiro e investigador dos romances O mistério da cripta assombrada, O labirinto das azeitonas, A aventura do tocador de senhoras e O enredo da bolsa ou da vida - este publicado também pela Sextante - regressa agora recordando um caso encerrado nos anos oitenta, e tenta resolvê-lo vinte anos mais tarde. 
«Um incidente trivial trouxe-me recordações e fez-me viajar ao passado. Há alguns anos vi-me envolvido num assunto desagradável. Assassinaram uma modelo e culparam-me a mim. Agora tudo isso são águas passadas, mas um impulso levou-me a resolver, por fim, esse caso obscuro. Muita coisa mudou. A cidade, mais que tudo. Naquela época Barcelona era uma porcaria. Hoje é a cidade mais admirada. Quem havia de dizer! O presente nada tem que ver com o passado. Ou tem?» 

Os manejos dos poderosos postos a nu para resolver o mistério são pretexto para revelar também a evolução de uma cidade, Barcelona, nas mãos de uma administração gananciosa. 

Mestre da sátira e do absurdo, Eduardo Mendoza desenrola uma panóplia de personagens tão excêntricas como tragicómicas ao serviço de uma trama em que nada é o que aparenta.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
Gosto de Mendoza porque me faz rir, me emociona e me faz pensar… Porque me obriga a ver a realidade de outra maneira. Porque não há nele qualquer resquício de presunção ou de solenidade.
Javier Cercas

Uma novidade

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Novidade Pergaminho :: "Ioga para Corrigir a Visão"

O método japonês que corrigiu os problemas de visão de mais de 6 milhões de pessoas


O método natural e exclusivo do Dr. Nakagawa oferece uma ajuda formidável para resolver todos os problemas e deficiências de visão. Trata-se de um sistema comprovado que inclui exercícios oculares simples e um training mental baseado no inovador conceito de que a capacidade visual não depende só dos olhos mas, na realidade, do cérebro. Com exercícios e técnicas baseadas no ioga, este método restitui as faculdades visuais plenas, resolvendo problemas como a miopia, a presbiopia, ou o astigmatismo, sem necessidade de recorrer a óculos, lentes de contacto ou cirurgias.

Previne também o desgaste e envelhecimento ocular e o cansaço pelo uso de computadores. A combinação das práticas orientais antigas e da mais moderna neurociência permitiram criar esta abordagem de resultados espantosos e comprovados.

Uma novidade

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Novidade Topseller para Maio 2017 - Novo livro Paula Hawkins


A Topseller, chancela do Grupo 20|20 Editora, tem o prazer de anunciar Into the Water, o novo romance de Paula Hawkins, autora bestseller n.º 1 do New York Times e do livro mais vendido em Portugal desde 2015: o romance fenómeno global A Rapariga no Comboio.
Com lançamento mundial em Maio de 2017, ao qual se juntará a editora portuguesa, Paula Hawkins está de volta com Into the Water, o seu viciante novo romance de suspense psicológico sobre a incerteza da verdade e uma família a afogar-se em segredos. Desconfie de uma superfície tranquila: nunca se sabe o que se esconde por debaixo dela.
Com a mesma intensidade que cativou milhões de leitores de todo o mundo com o seu romance de estreia A Rapariga no Comboio, Paula Hawkins apresenta agora uma história perturbadora, imprevisível e complexa, passada numa pequena localidade ribeirinha. Quando os corpos de uma mãe solteira e da sua filha adolescente aparecem no fundo do rio, com poucas semanas de intervalo, a investigação subsequente descobre uma história labiríntica.
Tal como em A Rapariga no Comboio, o novo romance de Paula Hawkins, Into the Water, apoia-se na forte consciência do que são os instintos humanos e do mal que estes podem causar.

Sobre o novo romance, a editora americana da autora, Sarah MacGrath, comenta: «Into the Water é de leitura urgente, surpreendente e profundamente satisfatória. Paula Hawkins prende o leitor com a intriga, mas tal como no seu último thriller, o mistério do homicídio é apenas uma parte de um todo maior, apenas um dos muitos elementos com os quais os leitores se sentirão envolvidos.
Tal como A Rapariga no Comboio explora o voyeurismo e a auto-perceção, Into the Water interroga a inconsistência da memória e as formas perigosas que o passado tem de se estender até ao presente e ao futuro.» A editora britânica da autora, Sarah Adams, diz: «Novamente, Paula explora as emocionantes profundezas da nossa psicologia, lembrando-nos de que raramente as coisas são como parecem e intimando-nos para que nos tornemos detetives.
Into the Water está repleto de suspeitas e ecos fantasmagóricos do passado. É uma leitura perturbadora, comovente e profundamente satisfatória que me encantou desde a primeira página até à última. Não podíamos estar mais impacientes para a partilhar com os leitores.»

A agente literária de Paula Hawkins, Lizzy Kremer, diz: «Into the Water é um livro incrivelmente negro e tocante. Só a Paula Hawkins podia tê-lo escrito. É um livro duro e original, que consegue ser ao mesmo tempo um thriller extraordinário e um belíssimo romance.”

Uma novidade que ainda vai demorar a chegar pela mão da

sábado, 14 de janeiro de 2017

«Hotel» de Paulo Varela Gomes :: Opinião

Adicionar legenda
Apetece-me começar logo por dizer que «Hotel» foi uma das grandes leituras de 2016 e que o recomendo pelo brilhantismo que encontramos na escrita de Paulo Varela Gomes, mas também pelo intrincado artístico que encontramos no dito hotel, que é muito mais que um antigo palacete acastelado e propriedade de Joaquim Heliodoro que, brotado milionário recentemente deseja que as obras sejam capazes de o transformar numa peça de arte para a qual o leitor se dispõem, com muito gosto e admiração, a olhar e a querer conhecer, durante todo o livro.

"Era dele, dele!, aquela enorme casa, um mundo de recantos e desníveis, de portas e postigos, de passagens e escadas, de corredores e impasses, por onde podia, se quisesse, andar livremente, cosido às paredes como um espião, ou todo-poderoso como um fantasma, onde podia abrir todas as portas, deitar-se em todas as camas, repousar em todos os sofás, refrescar-se em todas as casas de banho, olhar para o seu feio corpo em todos os espelhos."

Para além da arquitectura e de uma certa adoração aos ornamentos e ao detalhe, existe todo um lado carnal e de retoque erótico que vai alimentando uma curiosidade no leitor, especialmente pelas preferências escopofílicas de Heliodoro. Cedo ficamos a perceber o seu desejo incontrolável de observar. Percorremos corredores, subimos e descemos escadas juntamente com este personagem longilíneo e leptossómico, na ânsia de, entre coisas não ditas e lições de arquitectura, possamos compreender o jogo erótico que se poderá esconder por detrás de tão misterioso espelho.

"(...) e tudo se decidiu num intervalo de tempo, mas também num lugar preciso, uma casa, porque a escopofilia, diferentemente de outras orientações sexuais, resulta directamente das características do espaço que separa o olhador do objecto olhado, do modo como a luz ilumina certos lugares e se afasta de outros (...), quer dizer, a escopofilia é uma pulsão arquitectónica e arquitectada, a ponto de o lugar (...) adquirir uma intensidade erótica que subsiste muito para além do olhar."

Paulo Varela Gomes escreve prodigiosamente, o impacto da linguagem e o poder de inúmeras descrições conferem à narrativa toda uma outra dimensão e profundidade, tal como a Joaquim Heliodoro. O enredo não avança durante inúmeros capítulos, mas no entanto toda a erudição alimenta o leitor com curiosidades e conhecimentos que se tornam suculentos e completam muito bem a acção.

"Disse ao casal, o seu fascínio quase hipnótico pelo exercício da erudição, uma espécie de arte de memória e da minúcia, nas suas palavras, uma arte ao mesmo tempo de arquivista e de presciente (...). O erudito é aquele que faz melhor uso do arquivo da memória. (...)
(...) a remissão para autores ou fontes não prova nada, só prolonga a espiral do conhecimento, vertiginosa e sem destino, sem fixação possível."

É com Heliodoro, Margaret, Laszló Batory e Manuela que andamos nesta espiral, que se prolonga num livro maravilhosamente hábil, inteligente, delirante, intrincado e divertido que ora esconde, quase que por pudor, ora desvenda e explica de forma enciclopédica e explícita e vai mimando o leitor, tornando-o ele mesmo num voyeurista dissimulado, mas viciado nos pequenos alarmes que se vão acendendo à medida que o mistério avança.

"O observador começa por ser confrontado com uma porta muito velha, perfurada por dois orifícios, através dos quais só uma pessoa de cada vez pode aceder à vista, uma função privada característica do voyeurismo. (...) os lábios do seu sexo estão mesmo em frente da abertura da parede. Todo o dispositivo está construído de modo rudimentar, mas a figura poderia ser interpretada como vítima de um crime..."

Se quisermos podemos ainda olhar a este hotel, com os seus quartos e corredores, dignos de desencontros e conjugações que entre si permitem diversas orientações ou atalhos para o enredo. O enredo é a vida. O hotel é a vida de Joaquim Heliodoro, a obra que um homem pensa, desenvolve e na qual toma parte, um legado, um feito para observação e contemplação póstuma. Em paralelo com estas conclusões, mais para o final do livro, existe um capítulo fabuloso que encerra em si, exactamente, esta noção de que a vida é uma combinação de desencontros e conjugações.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Novidade ASA :: "4,3,2,1" de Paul Auster

O que nos motiva verdadeiramente? O que nos leva a optar por um caminho em detrimento de outro? De que futuros abdicamos pelo simples facto de termos apenas uma vida para viver?


No dia 3 de março de 1947, na maternidade do hospital Beth Israel em Newark, New Jersey, nasce Archibald Isaac Ferguson, filho único de Rose e Stanley Ferguson. Uma só criança a quem são dados quatro caminhos ficcionais diferentes, quatro direções possíveis. Uma pessoa que se desdobra em quatro, para assim viver quatro vidas paralelas e absolutamente diferentes, mercê das circunstâncias, do acaso, e das escolhas.
Os contrastes entre os quatro Fergusons são evidentes. As distintas relações com a família e as amizades, o amor romântico e as paixões intelectuais percorrem a tumultuosa paisagem da América, entretecendo-se com momentos cruciais da História do século xx. Em comum, o fascínio por uma mulher: a magnífica Amy Schneiderman. Todavia, cada uma das relações entre os quatro Fergusons e Amy é única. E nós, leitores, somos as testemunhas de cada momento de prazer, cada momento de dor, cada lento avançar rumo ao inevitável culminar das suas - de todas - as vidas.

4,3,2,1 é o primeiro romance que Paul Auster escreve em sete anos, e sem dúvida uma das suas obras mais complexas. Uma criação de um autor no auge do seu talento, um testemunho de paixão pelo realismo, pela História e a própria vida. Um tour de force absolutamente inesquecível.

Uma novidade

Novidade Alfaguara :: "A Forma das Ruínas"


Bogotá, Colômbia, 2014: Carlos Caballo é detido por tentar roubar de um museu o traje de Jorge Eleiécer Gaitán, líder político assassinado em Bogotá em 1948, em plena guerra do Estado colombiano com os narcotraficantes. Carballo é um homem atormentado em busca de sinais que lhe permitam destrinçar os mistérios de um passado pelo qual está obcecado. No entanto, ninguém, nem as pessoas que lhe são mais próximas, suspeita das verdadeiras razões da sua obsessão. O que liga o assassinato de Gaitán, cuja morte partiu em dois a história da Colômbia, e o homicídio do presidente americano John F. Kennedy? Como pode um crime ocorrido em 1914 marcar a vida de um homem no século XXI? Para Carballho, não existem coincidências e todos estes eventos estão intimamente relacionados. Depois de um encontro fortuito com este misterioso Vásquez (sim, o próprio Juan Gabriel Vásquez, que aqui deixa cair a máscara) sente-se compelido a esmiuçar os segredos de uma vida alheia, ao mesmo tempo que se debate com os momentos mais obscuros do passado colombiano. Uma leitura compulsiva e uma indagação magistral às verdades incertas de um país que ainda mal se conhece a si mesmo.

Uma novidade


Leiam a opinião ao livro do autor "As Reputações"

Novidade Guerra & Paz :: "A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa"

Intriga, amor, violência, ciúme, paixão, tragédia...


Tudo isto fez parte da vida de quem falou português ao longo dos séculos, uma língua que come­çou a ser germinada na voz daqueles que, há quase 2000 anos, na Galécia, falavam um latim popular com sotaque celta. A história surpreendente da nossa língua, contada como um romance.

Embarque na aventura da descoberta das raí­zes da língua portuguesa na companhia da família Contreiras e, entre factos reais e muita imagina­ção, conheça a nossa língua pela perspectiva de gente comum e de grandes escritores.

Acompanhe uma celta e um romano aos beijos, um amigo de Afonso Henriques à procura de mou­ras encantadas, Gil Vicente a perseguir um homem perigoso pelas ruas de Lisboa, uma coleccionadora de livros a fugir numa carroça para Amesterdão, Camões ao murro por causa duma dama da corte e muitas outras aventuras de que é feita esta história da língua portuguesa, recheada de deliciosas sur­presas e um toque de humor.

Uma novidade
Para mais informações, visitem o site Guerra & Paz

Ah e marquem na agenda o lançamento do livro.
Dia 18 de Janeiro, às 18h30, na Bertrand no C. C. Picoas Plaza.

Novidade Nascente "Quem Me Roubou de Mim?"

O sequestro da subjetividade e o desafio de ser Pessoa


Neste precioso livro, o Padre Fábio de Melo fala-nos de uma violência subtil, mas devastadora. A das pessoas que foram roubadas de si próprias.

Chama-lhe sequestro da subjetividade, um conceito pouco habitual, que se refere à privação que sofremos quando estabelecemos com alguém um vínculo que mina a nossa capacidade de sermos quem somos, de pensarmos por nós mesmos, de usufruirmos da nossa autonomia, de tomarmos decisões e de exercermos a nossa liberdade de escolha.

Precisamos de estar atentos, para que esse roubo não nos aconteça. O Padre Fábio, neste livro indispensável, ensina como consegui-lo.

Uma novidade

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Novidade Editorial Presença :: "Nem tudo será esquecido"


Na pacata cidade de Fairview, no Conneticut, a vida parecia perfeita até à noite em que um acontecimento trágico chocou a comunidade. Jenny Kramer, uma adolescente com quinze anos, é brutalmente violada depois de sair de uma festa. Os médicos decidem administrar-lhe um fármaco usado nos casos de patologias de stress pós-traumático, eliminando as memórias do incidente. Contudo, nos meses seguintes, Jenny é surpreendida com sensações que a fragilizam psicologicamente, levando-a a tentar o suicídio.
O pai, Tom, está determinado a descobrir o culpado e fazer justiça. A mãe, Charlotte, age como se nada tivesse acontecido. Os pais de Jenny procuram a ajuda do psiquiatra, Alan Forrester. Nisto, o seu casamento é posto à prova, revelando segredos e fragilidades, bem como a teia que une toda a comunidade.
Afinal, todos têm algo que não desejam revelar e a busca pelo violador conduz a um thriller psicológico com um desfecho inesperado e perturbante.

CRÍTICAS
«Um thriller psicológico tão surpreendente que me manteve expectante até ao fim...»
Reese Witherspoon

Uma novidade

Para mais informações visitem o site Editorial Presença

domingo, 8 de janeiro de 2017

Novidade Porto Editora 2017



Pela Porto Editora, o destaque vai para a não ficção, com Manuel Alberto Valente a apresentar o segundo volume da biografia autorizada de Jorge Sampaio, por José Pedro Castanheira, que incide sobre o tempo em que foi Presidente da República. Cláudia Gomes salientou a publicação de A hope more powerful than the sea. Da autoria de Melissa Fleming, porta-voz do Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas, este livro é uma dramática chamada de atenção para a situação por que passam milhares de sírios na sua busca por paz e abrigo na Europa.

Alfa – Histórias de 5 minutos, um título que usará a tecnologia de realidade aumentada presente nos manuais híbridos da Porto Editora, marcou a intervenção de Sandra Lopes, que apresentou as novidades do catálogo infantil.
Na Livros do Brasil surge uma grande novidade: o regresso da Coleção Miniatura, iniciada originalmente nos anos 50, onde constarão livros de ficção, clássicos e contemporâneos, com reconhecida qualidade literária. Rosa Montero, Javier Cercas e John Steinbeck são os escritores que inauguram o relançamento desta coleção, já em janeiro, com A louca da casa, Soldados de Salamina e A um deus desconhecido, respetivamente.
João Rodrigues, pela Sextante Editora, realçou a publicação de O segredo da modelo perdida, o novo romance de Eduardo Mendoza, vencedor do Prémio Cervantes 2016. De entre as novidades da Assírio e Alvim para o primeiro semestre, Vasco David destacou o Épico de Gilgamesh, o mais antigo poema longo a chegar aos nossos dias, numa tradução erudita de Francisco Luís Parreira.
Pela Coolbooks, Vítor Gonçalves salientou a edição de O nó da culpa, de Filipe Batista, o romance vencedor da edição de 2016 do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, na categoria de Jovens Talentos. Foram apresentados mais de 90 títulos, distribuídos pelas chancelas Porto Editora, Assírio & Alvim, Sextante Editora, Livros do Brasil, Albatroz e Coolbooks.

Novidade Guerra & Paz 2017

Para 2017, a Guerra & Paz reforça as colecções que lançou em 2016:



Nos Livros Amarelos, a colecção que junta dois textos clássicos com um ensaio contemporâneo justificativo da escolha, vão já sair dois livros no primeiro trimestre: Apocalipse Segundo S. João / Apocalipse, de D. H. Lawrence, com ensaio de Helder Guégués; e José Matias, de Eça de Queiroz /Bartleby, de Herman Melville,com ensaio de Ricardo Vasconcelos, professor de literatura em San Diego, Califórnia.

Nos Clássicos Guerra e Paz, 2017 vai ser o ano de Moby Dick, de Herman Melville, com nova tradução de Maria João Madeira, de O Vermelho e o Negro, de Stendhal, em nova tradução de Rui Santana Brito, e Lord Jim, de Joseph Conrad, em nova tradução de Jorge Telles de Menezes. Nos títulos portugueses destacam-se As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Diniz e El-Rei Junot, de Raul Brandão.
É tempo de nova ficção. Uma jornalista, Dulce Garcia, estreia-se no romance com Quando Perdes Tudo Não Tens Pressa de Ir a Lado Nenhum. O angolano Manuel Rui, de que a Guerra e Paz voltou a publicar Quem Me Dera Ser Onda, lança um inédito, O Kaputo Camionista, um conto que decorre em Angola, no tempo colonial, e em que Eusébio e o Portugal-Coreia de 1966 são os heróis. Outro angolano, Jonuel Gonçalves, publica A Ilha de Martim Vaz, um romance contemporâneo, mas em que se viaja também a dois outros tempos históricos.
Continuam as edições especiais, os livros de arte da Guerra e Paz. Ficam prometidos dois para o primeiro semestre: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, com ilustrações inéditas de Rogério Ribeiro e prefácio inédito de Vasco Graça Moura será o primeiro. Depois, uma edição especial de O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena, com ilustrações criadas agora expressamente para o livro por Mariana Viana.
Um livro de poemas, Sombras e Falésias, do romeno Dinu Flamand, com prefácio de António Lobo Antunes, é o segundo livro da colecção inaugurada por O Quotidiano a Secar em Verso, de Eugénia de Vasconcellos.
Um livro de ensaios, Zeca Afonso, O que Faz Falta, com autoria e organização de José Jorge Letria, a par de Os Grandes Discursos da História, com organização e textos de Henrique Monteiro, a que se junta O Negacionismo Económico, de Pierre Cahuc e André Zylberberg, bem como um Dicionário de Fátima, da autoria de Nuno Henrique Luz e Nuno Roby Amorim, são alguns dos livros de não-ficção a publicar no primeiro semestre.
Vai surgir uma nova colecção. Tem um título singelo:
Os Livros Estão Loucos. O que será?

Novidade 20|20 Editora 2017


ELSINORE (Ficção Literária)

Depois de ano e meio de atividade, com 22 títulos publicados, grandes êxitos e obras marcantes, como Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich, Born to Run, de Bruce Springsteen, Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada, de Eimear McBride, O Luto É a Coisa com Penas, de Max Porter, ou Depois do Fim, de Paulo Moura, 2017 será um ano muito importante para a ELSINORE.

O aumento significativo de lançamentos consolidará o projeto editorial, permitindo, ainda, a abertura de novas linhas de publicação. O enfoque continuará em escritores consagrados e em novos autores (em primeiro livro ou romance), com uma atenção renovada ao ensaio e a entrada no campo da literatura portuguesa.

Grandes livros, muitos deles premiados (com o Pulitzer e o Man Booker, por exemplo). Todos aguardadíssimos.

O ano começa, em janeiro, com Naquela Língua - Cem Poemas e Alguns Mais, com seleção e organização de Francisco José Viegas. É a primeira antologia da novíssima poesia brasileira lançada em Portugal, um desafio a que o leitor atravesse o Atlântico em busca de outros versos escritos em português. Dezoito poetas com obra publicada exclusivamente no século XXI: Alice Sant'Anna, Ana Guadalupe, Annita Costa Malufe, Caco Ishak, Diego Callazans, Laura Assis, Laura Liuzzi, Leonardo Marona, Luca Argel, Luis Maffei, Maíra Ferreira, Maria Rezende, Mariano Marovatto, Marília Garcia, Naiana Amorim, Nina Rizzi, Roberta Ferraz e Tatiana Pequeno. 

Em fevereiro, A Avó e a Neve Russa, de João Reis, assinala a estreia da Elsinore na ficção portuguesa, uma linha a desenvolver ao longo do ano. Narrado na primeira pessoa (com a perspetiva de uma criança de 11 anos), é um romance feito de inocências aparentes e da coragem com que se veste o deslumbramento das infâncias, sobre a peregrinação de um neto através do Canadá e dos Estados Unidos para encontrar uma cura para os «pulmões destruídos» da sua avó bielorrussa, sobrevivente do acidente nuclear de Chernobyl e emigrante no Canadá. O livro, resultado de uma residência literária em Montreal, é o segundo romance de João Reis, conhecido tradutor de línguas nórdicas. 

Em março, dois autores de referência da Elsinore. Svetlana Alexievich, com Rapazes de Zinco, relato polifónico da Guerra do Afeganistão e do papel que a União Soviética teve nesse conflito. Foi o segundo livro publicado pela Prémio Nobel de Literatura de 2015, obra que consolidou o seu estilo expressivo e original. À semelhança do que fez em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, já publicado pela Elsinore, Svetlana dá-nos o retrato de uma guerra que mutila e desfaz - pessoas, famílias, países e futuros. O livro, construído a partir de dezenas de entrevistas a envolvidos na guerra, foi mal recebido pelo poder político aquando da sua publicação, em 1989. Era o contraditório da propaganda. Ainda de Svetlana Alexievich, As Últimas Testemunhas, no final do ano, com cem histórias nada infantis de crianças na II Guerra Mundial.

De J. G. Ballard, a Elsinore publicará O Reino do Amanhã, o derradeiro romance do escritor inglês, publicado três anos (2006) antes da sua morte (2009) e ainda inédito em Portugal. Como é habitual em J. G. Ballard, trata-se de uma distopia que apresenta uma sociedade num presente alternativo, muito parecido ao nosso mas com diferenças subtis que se revelam fundamentais para o desenlace do livro. Neste caso, um mundo no qual o consumismo e a dependência do desporto como entretenimento se assumem como uma nova forma de fascismo, levando a ações xenófobas e a um nacionalismo desmedido por parte das pessoas. Centra-se num personagem que procura descobrir quem matou o seu pai e porquê.

O ritmo de publicação da Elsinore aumentará a partir de março / abril, desde logo com uma obra sonante: As Guerras de Fátima, de Paulo Moura, a propósito do centenário das aparições de Fátima. Novidades em breve.

Em jeito de síntese, eis mais destaques de 2017, sobretudo do primeiro semestre.

Na área do romance, Ali Smith, com duas obras, o recente Autumn e o How To Be Both, que foi finalista do Man Booker e distinguido com o Baileys Women's Prize for Fiction, o Goldsmiths Prize e o Costa Book Awards.




E duas obras premiadíssimas em 2016. O vencedor do Man Booker Prize e do National Book Critics Circle Award: The Sellout, de Paul Beatty, de quem a Elsinore publicará ainda The White Boy Shuffle. E a fulgurante estreia no romance de Viet Thanh Nguyen, The Sympathizer, que recebeu seis prémios, incluindo o Pulitzer.

Sublinhado ainda para La hora de despertarnos juntos, de Kirmen Uribe, a saga de uma família basca (e da própria região espanhola) da Guerra Civil à atualidade. Um romance muito bem recebido em Espanha, já publicado em diversos países da América do Sul e com traduções em curso em vários idiomas.
Em 2017, também haverá novos livros de autores que já integram o catálogo da Elsinore. Em Junho saem The Lesser Bohemians, de Eimear McBride, autora do romance sensação Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada, e Boy, Snow, Girl, de Helen Oyeyemi, autora dos contos reunidos em O Que não É Teu não É Teu.

A atenção crescente ao ensaio traduz-se em vários títulos, em particular Homo Deus: Breve História do Amanhã, de Yuval Noah Harari, a continuação do aclamado, tantas vezes citado, lido e aconselhado (incluindo por Barack Obama, Bill Gates ou Mark Zuckerberg) Sapiens: História Breve da Humanidade. Para pensar a atualidade e o futuro com um outro olhar.

Ao longo do ano, mais ensaio com The Telomere Effect, de Elizabeth Blackburn e Elissa Epel, duas investigadoras premiadas na área da saúde que revelam alguns dos segredos do envelhecimento dos cromossomas. E também com The Stranger in the Woodsde Michael Finkel, uma história de sobrevivência no Maine, Ódio à Poesia, de Ben Lerner, reflexão sobre a criação poética, Can Non-Europeans Think?, de Hamid Dabashi, resposta não europeia e ocidental ao europeu e ocidental Slavoj Zizek, e The View From the Cheaps Seats, uma coletânea de paixões culturais e de experiências de vida do autor de culto Neil Gaiman.  

TOPSELLER (Ficção)

É em maio que chega um dos livros mais aguardados do ano. Into The Water é o segundo título da britânica Paula Hawkins, autora do surpreendente A Rapariga no Comboio, livro que tem permanecido nos tops de vendas em todo o mundo desde 2015. Envolto em secretismo, apenas podemos adiantar que os leitores podem esperar por um thriller psicológico que manterá o suspense em alta até ao virar da última página.

Mas antes, em janeiro, a Topseller publica Lucrécia Bórgia: A Princesa do Vaticano, figura ilustre e filha do Papa Alexandre VI. C. W. Gortner revela-nos a história fascinante de uma das mais poderosas famílias do Renascimento que dominou a política e a sociedade da época.

Em fevereiro, M. J. Arlidge regressa com O Anjo da Morte, a sexta aventura da detetive Helen Grace. O escritor britânico é já um dos preferidos dos leitores portugueses, sucesso comprovado pela sua passagem pela Feira do Livro de Lisboa de 2016.

Mas o início do ano é também ideal para concluir a publicação de algumas séries. O Fugitivo, de Mason Cross conclui a trilogia Carter Blake; Mark Lawrence conduz a Trilogia dos Espinhos à sua derradeira conclusão, com Imperador dos EspinhosEnvolve-me, de J. Kenner, completa a série Stark International; A Submissão de Lily, de Monica Murphy, encerra a série As Irmãs Fowler; Nobody But You, de Jill Shalvis, é o último livro da série Cedar Ridge e Os 100: Rebellion conclui a tetralogia de ficção científica da autora Kass Morgan. 

Em abril, Maria João Fialho Gouveia que já nos habituou a histórias contadas numa narrativa brilhante, dá-nos a conhecer, desta vez, o rasto da espionagem dos anos 20 no Estoril.

Ainda em maio, a Topseller publicará o mais esperado e aclamado livro da escritora norte-americana Colleen Hoover: It Ends With Us. Autora bestseller e com obra traduzida em mais de 30 línguas, foi em 2016, e pelo segundo ano consecutivo, a vencedora dos Goodreads Choice Awards na categoria Romance. Este It Ends With Us é um romance corajoso e profundamente pessoal, que confirma Colleen Hoover como uma das grandes escritoras da atualidade.

Ainda a tempo das férias de verão, ótimas para pôr a leitura em dia, chega o último livro da trilogia Pessoas Desaparecidas, de Sara Blaedel. Depois de As Raparigas Esquecidas e O Trilho da Morte, a Rainha Dinamarquesa do Thriller brinda-nos com The Lost Woman, uma história em que uma morte com contornos misteriosos revelar-se-á um caso bem difícil de desvendar para a agente da polícia Louise Rick. 
 
VOGAIS (Não-ficção)

Na Toca do Lobo: A História Verdadeira de Dusko Popov. Aqui está um livro que vai dar que falar. O autor americano Larry Loftis vem a Lisboa, em fevereiro, apresentar a história daquele que foi considerado o maior espião da Segunda Guerra Mundial e em quem Ian Fleming se inspirou para criar a personagem James Bond. Popov levava um estilo de vida boémio, sendo frequentemente visto em lugares badalados e acompanhado de belas mulheres. Presença assídua no Casino Estoril, local de eleição para a troca de informações entre espiões, Ian Fleming terá presenciado uma elevada aposta nas mesas de jogo entre Popov e um agente alemão, cena que serviria de inspiração para uma das cenas do filme Casino Royale. Entre o Hotel Palácio e o Casino Estoril, vai viver-se a História ao ritmo de Larry Loftis. 

NASCENTE

Nota para um importante título que será editado sob a chancela da Nascente: The Book of Joy, um bestseller do New York Times que coloca frente a frente, em diálogos deliciosos e inteligentes, Dalai Lama e Desmond Tutu, ambos prémio Nobel da Paz e duas das pessoas espiritualmente mais influentes em todo o mundo. Um livro transversal a gostos literários. A publicar em fevereiro.

BOOKSMILE (Infantojuvenil)

Líder no segmento infantojuvenil, a Booksmile terá em 2017 um catálogo rico em livros de qualidade a pensar no desenvolvimento dos mais pequeninos e no incentivo à leitura desde o pré-escolar. Clássicos da literatura infantojuvenil, contos de fadas que atravessam gerações, histórias tradicionais recontadas de pernas para o ar e narrativas aparentemente simples para temas complexos.

Depois de A Teia de Carlota, ao longo do ano publicaremos mais dois clássicos de E. B. White, autor célebre em todo o mundo pelas suas histórias cheias de peripécias e personagens inesquecíveis. O Pequeno Stuart Little, já em janeiro, e O Cisne e o Seu Trompete, no segundo semestre.

Nos primeiros meses, novo volume, o terceiro, da coleção «A Escolha é Minha», de Margarida Fonseca Santos. Tem como título Está nas Tuas Mãos e trata da doença Artrite Idiopática Juvenil. Os direitos de autor revertem na íntegra para a Associação Nacional de Doentes com Artrites e Reumatismos da Infância. O segundo semestre terá outro volume desta coleção que aborda os grandes desafios da juventude e adolescência.

Em 2017, reedições de grandes êxitos, como O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. E, antes de um novo conto de fadas virado do avesso (agora João Pé de Feijão e Milady do seu Coração), José Fanha verá o seu recente livro Memórias de um Lobo Mau em segunda edição. Nos dois casos, as ilustrações são de Mafalda Milhões.

Refira-se ainda, entre muitos outros lançamentos, uma nova coleção sobre o admirável mundo da ciência, Clube dos Cientistas, com textos de Maria Francisca Macedo e ilustrações de Sara Paz.