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terça-feira, 21 de março de 2017

“O retorno” de Dulce Maria Cardoso :: Opinião



Li este livro em 2015 enquanto visitava Munique e me desloquei ao campo de concentração de Dachau. Foi interessante, e não deixa de ser bizarro, a ligação entre algumas coisas que li, vi e senti, tanto ao ler o livro, como ao visitar o campo. A memória realmente deve ser alimentada para que determinados eventos, que marcaram toxicamente a história de um país, não se percam na fraca e limitada memória colectiva das gerações vindouras. 

"Estavam lá retornados de todos os cantos do império, o império estava ali, naquela sala, um império cansado, a precisar de casa e de comida, um império derrotado e humilhado, um império de que ninguém queria saber."

«O Retorno» de Dulce Maria Cardoso regressa aos tempos da descolonização quando chegam a Lisboa cerca de meio milhão de pessoas, a precisar de alojamento, trabalho, comida e integração numa sociedade diferente daquela que deixaram nas ex-colónias. Neste caso em particular, Angola, de onde Rui e a família saíram. Rui, de quinze anos, é o narrador deste retorno, com ele e pelos seus olhos assistimos a esta situação que se degradava de dia para dia, enquanto o processo revolucionário tentava ganhar o seu lugar. 

"A culpada de a mãe ser assim é esta terra. Sempre houve duas terras para a mãe, esta que a adoeceu e a metrópole, onde tudo é diferente e onde a mãe também era diferente. O pai nunca fala da metrópole, a mãe tem duas terras mas o pai não. Um homem pertence ao sítio que lhe dá de comer a não ser que tenho um coração ingrato (...)"

O regresso é pautado por sentimentos de desconfiança, mas de esperança, de humilhação, mas de saudades. Há amor de diversas formas, um amor à terra que os viu crescer, um outro que os liga a uma terra que os acolhe, o amor entre irmãos... há tantas formas de amor, como de revolta num livro terno, mas duro, divertido, mas também recheado de episódios negros desta nossa história tão recente. 

"(...) mas o João Comunista não é comunista, chamam-lhe assim por estar sempre a dizer que o império era uma vergonha, que devíamos ter vergonha por termos subjugado inocentes durante tantos séculos. Já houve macas enormes à conta disso, (...), o Sr. Serpa só gritava, que os de cá digam isso é uma coisa mas você devia ter juízo e vergonha nessa cara."

"(...) os que lá trabalhavam para o estado não estão nos hotéis, têm a vida arranjada, foram colocados nalgum sítio ou reformaram-se, alguns até têm trabalho e reforma. São recompensados como se tivessem estado no inferno enquanto nós somos tratados como se tivéssemos de ser castigados."

O hotel que os recebe e a respectiva directora sofrem transformações que acompanham o mesmo tipo de mudanças que estão a acontecer com as famílias acolhidas. A revolução não se faz só na rua, as atitudes e as opiniões reaccionárias estão ali e talvez ali sejam tão ou mais precisas, de modo a devolver dignidade e esperança aqueles que ali estão. Estão, mas estão como se estivessem sem chão e tecto, sentem-se injuriados e sem perspectivas e isso a autora consegue muito bem relatar pelas constante acção atrás de acção e simultânea reacção. 

"Mas o que fazem é gastarem horas a lembrar-se do que perderam, se me ponho a pensar no que lá ficou dou um tiro na cabeça, acho que já ouvi cada um deles nesta conversa pelo menos uma vez.
Os homens também querem arranjar trabalho para mostrar aos mangonheiros da metrópole de que massa os retornados são feitos, se conseguimos construir terras como as que fomos obrigados a deixar também conseguimos mudar o atraso de vida que a metrópole é."

O relato de Dulce Maria Cardoso é bastante sentido, diria assim, com muita coisa preto no branco, tipicamente como se vê com os olhos dos nossos 15 ou 16 anos, com as ideias a fervilharem e a pedirem conselhos, mas a quererem toda a liberdade que com essa idade se anseia, isto tudo junto com o clima de instabilidade e transformação social e uma série de ideais que aparecem em conversas que deixam dúvidas e das quais também se fazem piadas.

O conteúdo é assim bastante rico e abre espaço para inúmeras reflexões, tanto para quem viveu esse período do Verão Quente de 75, como retornado ou não ou quem, como eu, apenas o estudou nos manuais na escola. É igualmente interessante ler este livro e ver a série portuguesa "E depois do adeus" que a RTP passou, julgo, que entre o final de 2014 e o início de 2015. 



"Las coas que se mueren
no de deben tocar." 
Dulce María Loynaz
*
"Faz do sol uma advertência, os povos devem saber que são mortais.
Inscrição no monumento comemorativo da memória judaica
Dachau, 2015 


«Cartas Vermelhas» de Ana Cristina Silva :: Opinião


Carol, nascida em Cabo Verde, forma a sua identidade política, de ideais comunistas, enquanto estuda e vive a sua juventude em Lisboa, algum tempo depois já mãe, vê-se obrigada a deixar a filha num colégio russo para levar a cabo as suas missões partidárias. Os anos decorrem, os amores chegam e partem e a militância comanda-lhe os sonhos e a vida. Agora é tempo de reencontro, mas já passaram mais de 20 anos.

"O meu propósito não era modificar o passado, tão-pouco configurá-lo numa versão benigna, favorecendo-me através da descrição das circunstâncias que limitaram as minhas escolhas. No fundo, apenas desejava que reconhecesses como eu fora arrojada nesse tempo em que imaginava um novo mundo onde a felicidade dos homens viesse a ser saciada."

"Só a paixão detém poderes para anular as distâncias. Só esse estado fulminante faz com que o amor se perca de toda a racionalidade."

Sem modificações ou versão benigna, viajamos com Carol pelo seu passado, relatado através da sua memória, não para trazer de volta os anos que se perderam entre mãe e filha, mas para relatar o que foi a sua vida nos cerca de 20 anos de ausência na vida uma da outra. Desde a infância em Cabo Verde, até aos anos em Lisboa, e às missões pelo estrangeiro, tudo vai sendo relatado ao longe de capítulos que demonstram a escrita cuidada e equilibrada de Ana Cristina Silva. 

"O povo de Cabo Verde não era formado por gente, mas por silhuetas famintas que se moviam lentamente. Mas os miseráveis da Cidade da Praia (...) em vez de chorarem lágrimas crepusculares, quando a luminosidade do dia declinava, preferiam entoar cânticos festivos na praia, ao som de tambores."

Do amor a um povo e a uma cultura que sempre desinquietou Carol, rapidamente passamos à admiração pelas palavras visionárias que a fizeram abraçar a causa comunista. E também abrir espaço a novas aventuras e amores que a consumiam com o fogo da paixão, mas também a lucidez de uma mulher que se desejava independente.

"O discurso dele ia ao encontro do que sempre procurara em Cabo Verde e nunca descobrira. A justiça da doutrina inspirava-a. Ele não se exprimia como quem dá lições, mas como um verdadeiro visionário."

"Aquele beijo constituiu para Carol a verdadeira origem da autoconsciência do seu poder de mulher. Apesar da inexperiência, intuíra que, como em certos livros, no amor há sempre um que ama e outro que é amado..."

Avançamos enredo adentro com as várias identidades que Carol assumiu, mas aceitamos desde logo que a política e as suas aventuras e desventuras são o foco central do livro, as paixões, os homens, os amigos, os militantes, os destinos, são meros veículos para conhecermos esta mulher que agora se apresenta, por via da ficção, à filha Helena. A narrativa espelha uma certa angústia e um tom distante, mas, a meu ver, em busca de reconhecimento pelo percurso que traçou. 

"Ao relembrar o que aconteceu, puxa-se o fio de um novelo cuidadosamente enrolado. Um romance favorece uma história coerente, conseguindo atenuar a incongruência de certas acções, abrindo caminho para escolhas plausíveis que ficam bem numa narrativa, mas que na vida real revelam consequências devastadoras. Se confiarmos no texto, fico mais parecida com uma criatura mais fiável e corajosa."

Novidade "Canção Doce"

A Alfaguara vai editar dia 19 de Abril, o romance “Canção doce”, de Leila Slimani, vencedora do prémio Goncourt em 2016.


Trata-se da história perturbadora de uma jovem família que vê os seus dois filhos perderem a vida às mãos de uma ama que parecia perfeita.
Este é um romance-reflexão sobre a sociedade de hoje, que levanta vários dilemas sobre a nova dinâmica das famílias numa sociedade moderna.

Leila Slimani é uma das mais jovens laureadas de sempre, e a 12ª mulher a receber o prémio em mais de 100 anos da sua história.

“Canção doce” foi ainda finalista de importantes prémios literários, como Prix Renaudot, Femina, Prix de Flore, Prix Interallié.

A autora, jornalista franco-marroquina, rapidamente se transformou num nome de referência nas letras francesas, com histórias provocadoras, que incitam à reflexão sobre a vida contemporânea.

Uma novidade com data de lançamento para Abril, ao abrigo da

segunda-feira, 20 de março de 2017

Passatempo "Estilo de Vida - A Dieta que Resulta"

"Segunda começo a fazer dieta!" 
:) 
Para que a dieta comece à segunda, continue na terça, se prolongue à quarta, se mantenha firme à quinta e em todos os outros dias da semana.


Passatempo termina dia 26/03/17

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
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- Só serão apuradas participações de fãs ou seguidores da Página Alma dos Livros
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O envio do prémio será efectuado pela editora.

Um passatempo com o apoio:

BOA SORTE!

Passatempo Planeta :: "Sinto a tua falta"

Ah romances...
precisamos sempre de mais um para a nossa estante.
E este nasce em Florença :) oh alegria!


Passatempo termina dia 26/03/17

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Passatempo "Portugal - A História de uma Nação"

E porque nem só de romances e ficção vive um leitor, é sempre bom diversificar as leituras e, acima de tudo, aproveitar para conhecer um pouco mais sobre a nossa própria cultura.
"Portugal - A História de uma Nação" é uma óptima novidade Alma dos Livros e vocês podem ter a oportunidade de ganhar um dos dois exemplares que temos a passatempo.


Passatempo termina dia 26/03/17

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Passatempo Editorial Presença :: "Antes de vos deixar"

Por aqui somos fãs dos livros que se tornam filmes e não podíamos deixar passar este em branco.
Vai ser a nossa sessão de cinema desta semana. Ok, este e mais um ou dois.

Aproveitem para ir ao cinema e já agora, para ler o livro.


Passatempo termina dia 26/03/17

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sexta-feira, 17 de março de 2017

Opinião "10 Segredos para ser seduzida por um Lorde"

Lady Sarah MacLean, curvo-me perante a sua capacidade estonteante dar vida a tão magnificas personagens.
Estou complemente rendida a esta série.
Posso ler mais um?


Quem leu "9 regras a quebrar para o conquistar" ficou com toda a certeza de olho nos irmãos de Gabriel, o seu gémeo Nicholas e a recém descoberta meia irmã italiana, Juliana.
Garanto-vos que se ficaram de olhos neles, ficaram muito bem. 
Este segundo livro sobe a parada para níveis altíssimos, só consigo imaginar o que poderá acontecer com Juliana.
Mas voltando ao Nicholas...

Votado por uma revista feminina como um dos solteiros mais desejados do Reino, Lorde Nicholas St John sente-se o alvo das atenções de todas as jovens solteiras e suas respectivas mães desde que o artigo se espalhou.
Lá porque o irmão sucumbiu, e muito bem, aos encantos de Callie e à teia intrincada do amor e do matrimonio, não quer dizer que ele deseje seguir o mesmo caminho.
Na realidade qualquer distracção é bem vinda quando o homem habituado a ser caçador se começa a sentir perseguido. 
E é numa missão, no qual os seus dotes de batedor são precisos, que Nick encontra alguém que lhe vai encher as medidas e fazer transbordar o copo.

Lady Isabel sempre teve de se orientar sozinha. Filha de um conde que amava mais a boa vida que as responsabilidades para com a família e os seus deveres, Isabel ficou desde nova responsável pelo futuro Conde Reddich, a casa, as finanças e todos os "inquilinos" que Townsen Park começou a albergar.
Determinada a não permitir que outras mulheres sejam vistas como mercadoria numa qualquer troca comercial pelos seus pais ou maridos, Isabel faz da sua casa um santuário, onde toda a gente tem um lugar e um propósito e onde ela arranja forças para continuar, mesmo quando já não há nada que a ajude.
A entrada de Nick pode ser uma bênção ou uma maldição.
Por mais caída em desgraça que Isabel esteja, será ela capaz de pedir ajuda e aceitar a mão que Nicholas lhe estende?
Será Nicholas capaz de ganhar a confiança de Isabel sem ocultar o motivo porque se encontra no Yorkshire?
Haverá volta a dar uma vez descoberta a verdade? Poderá algum deles alguma vez voltar a acreditar no amor?

Numa hilariante troca de galhardetes, estes dois testas duras vão degladiar entre si até derrubaram os muros que ambos construíram em seu redor. É uma história linda de ser ler, onde rapidamente estamos presos às personagens, quer pela sua irreverência, quer pelos sentimentos sinceros que nos transmitem.
A história de Nick e Isabel, o amansar destas duas feras, vem envolta em valores mais altos.  A responsabilidade perante a família, a luta pela sobrevivência, a interajuda de quem compreende o outro, a peso do passado no nosso dia a dia...oh pah, podia ficar aqui o dia todo.
O quanto me ri com este livro! Espectacular!
É muito interessante ver um livro deste género que foge ao clássico "ele é o infame libertino, ela a casta menina de bem que vai ser corrompida por ele mas que na realidade já tinha em si uma chama à espera de ser ateada". Por mais que já me tenha divertido a ler estas histórias, a minha preferência por uns romances históricos hot já pede uma história que fuja ao típico, ou então, que tenha personagens que nos roubem o coração à primeira aparição.
Como foi o caso de Nicholas (no primeiro livro) e de Lady Isabel, no telhado....
Não liguem, depois vão entende.
Agora...
que venha Juliana. 
Acho que vou ter de encaixar a outra série da Sarah na minha lista de leituras. Ainda só li um :D

A série "Love by numbers" é uma aposta

Relembro a opinião ao primeiro livro da série

Novidade Saída de Emergência :: "Perdição em Roma"


Uma história arrebatadora e bela de um confronto milenar que poderá condenar dois amantes para a eternidade. Raven e a sua irmã, Cara, estão à mercê de inimigos que se movem no submundo de Florença e que as mantém como reféns e oferenda de paz à temida Cúria de Roma. Sem certezas de que William sobreviveu ao golpe que destruiu o seu domínio, Raven está determinada a proteger a sua irmã a todo o custo, mesmo que isso implique desafiar Borek, o líder dos inimigos de William. 

Num esforço para manter Raven longe dos seus rivais, William decide entregar-se ao Romano, o misterioso e perigoso rei do submundo italiano. Mas o Romano revela-se como alguém totalmente inesperado… Alianças e rivalidades irão ser feitas e quebrar-se enquanto William luta para salvar a mulher que ama e o seu reino, sem iniciar uma guerra civil. Conseguirão os amantes permanecer juntos, contra todas as expectativas?

Relembramos os outros 
Para mais informações visitem o site

quarta-feira, 15 de março de 2017

Novidade Guerra & Paz :: "ESTILO DE VIDA - A DIETA QUE RESULTA"


Sem glúten, sem lactose e sem organismos geneticamente modificados, mais do que uma dieta, este é um estilo de vida. Esta é a solução para quem está farto de dietas restritivas e de exercícios desgastantes, que não consegue manter durante muito tempo, e que põem em causa a sua saúde e o seu bem­-estar.

Para ser fit para toda a vida, os autores conceberam e tes­taram um programa alimentar saudável e de fácil manuten­ção e um plano de treino de força de alta intensidade para ser feito em movimentos lentos.

O objectivo é perder massa gorda, melhorar a sua saúde e a sua auto-estima e, o mais importante, manter os resultados!

Este plano é personalizável: pode adaptá-lo às suas neces­sidades e objectivos. E, para tornar a mudança mais fácil, ain­da lhe apresentamos 30 receitas simples e deliciosas!

Uma novidade

Novidade Suma de Letras :: "Desaparecidos"

Ninguém mente. 
Ninguém diz a verdade. 
Todos têm segredos.


Greta acorda e percebe que Alex e Smilla ainda não voltaram. Saíram do barco para um passeio na ilha no meio do lago Maran, enquanto ela permaneceu a bordo, a descansar. Vai para terra procurá-los, mas rapidamente percebe que eles não estão na pequena ilha. Desapareceram. 
O marido e filha desapareceram. Mas ela não é casada e nunca teve filhos….

Uma novidade

Novidade Topseller :: "Os Pecados de Lorde Cameron"



Data de lançamento - 20 de Março

Lorde Cameron é um homem de gostos simples… 
E de prazeres complexos.

Cameron Mackenzie é um afamado libertino com apenas dois interesses na vida: cavalos e mulheres — e se estas forem casadas, melhor ainda!

Ainsley Douglas é uma mulher com a missão de salvar a Rainha de Inglaterra de um escândalo, resgatando as suas cartas comprometedoras — mesmo que para isso tenha de se infiltrar nos aposentos privados de um homem de reputação duvidosa.

O problema é que, ao apanhá-la em flagrante, Lorde Cameron não quer saber das explicações de Ainsley para tal ousadia. O único interesse dele é tê-la finalmente à sua mercê, agora que ela está viúva e novamente disponível.

Todavia, este jogo de sedução acarreta também os seus perigos. Apesar de tudo, Lorde Cameron Mackenzie é um homem com um passado conturbado e razões para não confiar em nenhuma mulher…

Conseguirá Ainsley convencê-lo a quebrar as suas próprias regras?

Uma novidade

terça-feira, 14 de março de 2017

«A mulher que prendeu a chuva» de Teolinda Gersão :: Opinião



Originalmente publicado em 2007, «A mulher que prendeu a chuva» reúne quatorze contos de Teolinda Gersão, arrecadando dois prémios: Prémio Máxima de Literatura e Prémio Fundação Inês de Castro. O mesmo livro entrou também no Plano Nacional de Leitura. 

A propósito da participação da autora no Clube de Leitura do Lumiar, decidi revisitar este livro na sua 6ª edição que é de 2016, ano em que o li e mais precisamente no Verão, talvez por isso, o primeiro conto a que me atirei foi precisamente o último, «O Verão das teorias» para o qual o sub-título: reunionite aguda acentaria como uma luva, já que aqueles dois tios impuseram as reuniões como uma dinâmica familiar que aquelas crianças jamais iriam esquecer. É um conto delicioso e cheio de episódios caricatos, repletos de inocência e de magia que só os Verões em família podem ter... numa certa idade. 

"E a tia Serafina, que arrumava o armário, sabíamos que tinha um namorado que lhe escrevia cartas e ia aparecer no final do Verão para a pedir em casamento.
Pedir a mão, ouvíamos dizer. Ela podia mandar-lhe a mão, dentro de uma carta. Uma mão pintada, ou recortada, num papel. Nós sabíamos desenhar uma mão assim."

Depois de ter começado pelo fim, voltei ao primeiro conto e fiquei conquistada pela preocupação daquela mulher que não sabia em que língua deveria comunicar com o marido morto. É uma ideia brilhante, aliás todo o conto nos submerge numa metáfora muito interessante. 

"Não sabia onde estava e recordava-me só vagamente do meu nome. Mas não me esquecera o teu. Nem o facto de que estavas morto."

Não continuei o livro pela sua ordem e fui ler o conto que dá título à colectânea, maravilhando-me com a estória dentro da estória que fez ainda mais sentido quando entrei de seguida no conto "Se por acaso ouvires esta mensagem" e fiquei a pensar na ligação entre ambos os contos pela frase: "

Há palavras que uma vez ouvidas, nos mudam para sempre. Devias saber isso, afinal não eras tu mesmo que o dizia? É isso que eu pretendo, falando: mudar-te. Se me ouvires não poderás continuar como és, alguma coisa em ti se transforma e te coloca em movimento. Mesmo que apenas dês, na minha direcção, o menor dos teus passos."

Este foi um dos contos favoritos, mas também aqueles que falam de cidades que conheço e outrora visitei, tendo a Teolinda a capacidade de me colocar lá de volta, a locais que se fechar os olhos, revejo e reencontro, como as cores do Outono nas tonalidade do Tiergarten. 

"A vertigem do tempo. Um lugar reflectia outros lugares, os rostos outros rostos. Caminhavam ao acaso, deixando-se levar pelo que acontecia, porque eram os choques casuais com a banalidade que de repente se revelavam portadores de sentido, como iluminações momentâneas."

E se não é isto a essência de tantas viagens, o que é?

*
Agora é tempo de me lançar a mais outros quatorze contos, desta vez reunidos no livro «Prantos, amores e outros desvarios», uma edição Porto Editora.

Novidade Esfera dos Livros :: "A Verdade sobre a Mentira"


Mentimos por hábito ou para nos protegermos? Para ficarmos bem vistos e impressionarmos os que nos rodeiam? Ou para obter uma vantagem adicional? Mentimos por nos sentirmos inseguros, porque temos uma autoestima baixa, por humanidade? Ou mentimos para esconder algo que fizemos de errado? Para manipular os outros? Quando olhamos à nossa volta apercebemo-nos de que é quase impossível excluir a mentira da nossa vida. Todos os dias dizemos «pequenas» mentiras, que utilizamos de forma quase inconsciente mas que afetam a nossa vida e a dos outros. «Estamos quase a chegar» - e sabemos que ainda demoramos mais 20 minutos. «Esqueci-se de comprar bolachas» - e até comprámos, mas é o que dizemos ao nosso filho quando ele nos pede bolachas mesmo antes do jantar. «Não recebi esse e-mail» - e, na verdade, recebemos mas é o que respondemos ao nosso chefe quando nos pergunta se uma tarefa já está feita.

A psicóloga María Jesús Álava Reyes, autora do bestseller A Inutilidade do Sofrimento, ensina-nos a detetar as nossas próprias mentiras e as dos outros, a perceber se existe uma relação direta entre mentira e a personalidade que leve determinadas pessoas a mentir mais do que outras, quais os erros a evitar para não cairmos nas mentiras alheias ou se temos consciência das nossas próprias mentiras.

Um livro essencial para levarmos uma vida mais verdadeira, porque há mentiras no amor, no trabalho, nas relações de amizade ou na política que causam problemas emocionais e que escondem segredos que convém muitas vezes descobrir.

Uma novidade

«YORO» de Marina Perezagua :: Opinião


«YORO» de Marina Perezagua é inquietante, visceral, duro, apaixonante, vibrante, desconcertante, anguloso, (digo eu) inovador, resiliente, descritivo, ritmado, fascinante, onírico, labiríntico, visual. contemporâneo, sofredor, real e altamente inclassificável, entre o horror do que descreve e a beleza da escrita. 

É também bastante difícil de dosear a leitura, já que é extremamente viciante toda a relação descrita, ficando o leitor no meio de sensações e sentimentos complexos, dúbios, duros, violentos, mas a curiosidade é constantemente aguçada e não queremos parar. O crime é confessado logo ao início e toda a sua defesa, toda a carta, é um relato de nove meses, que são anos, anos de vida sofrida, entre horrores diversos e uma busca incessante. 

"O problema é essa superioridade que qualquer rótulo parece ter pelo simples facto de ter sido aceite como tal, de ter sido impresso. É isso que, às vezes, me parece a nossa vida em sociedade, tudo consiste numas quantas pessoas se porem de acordo e estarem dispostas a pagar pelas letras que formam o nome do seu colectivo numa t-shirt ou num boné, 
As possibilidade do indivíduo, do solitário, são ínfimas, porque representarmo-nos a nós mesmos fica muito caro. Hoje falam de minorias. Mas eu rio-me da exclusão das minorias. A verdadeira marginalidade é a que sente quem não tem acesso sequer a um grupo minoritário. O mundo é feito de grandes minorias, mas durante muito tempo, eu estive radicalmente só."

É nessa solidão que vamos conhecendo H.; H. de Hiroxima. Mais tarde conhecemos Jim e também Yoro, mas no intermédio, nas entrelinhas, nos vários meses de espera, que são efectivamente anos, tudo se doseia neste testamento de horrores que é a carta de H. ao seu carrasco, a quem a condena. No entanto, esta longa missiva pretende angariar admiradores ou talvez entendedores, para a sua causa, para a sua dor, a sua busca interminável e a cura das suas falhas. 

"É uma espera necessária, porque aquilo que o senhor vai saber antes de acabar de me ler é tão difícil de explicar que não conseguiria compreendê-lo se eu não fosse doseando a informação que, gota a gota, se irá sedimentando na sua consciência até à estalactite do seu significado rasgar esse momento em que uma pessoa entende o que só com o sedimento do tempo se pode entender."

Não podemos negar que H. nos avisa para a dificuldade do que vai pautar as páginas do seu último relato, no entanto, o tempo não é o suficiente para sedimentar um lugar de espectador para o leitor neste palco de horrores espalhados pelos mais variados cantos do mundo.

"A enfermeira desatou a chorar sem saber o que fazer com aquela meia sem perna, não se atrevia a deitá-la fora, a deixá-la de lado, pois certamente, tal como eu, continuava a ver a perna lá dentro. 
De novo, a presença da ausência enchia tudo ao ponto de fazer de todos nós uns seres inúteis que nos dedicávamos a cuidar do que já tinha deixado de existir."

Esta história é sem dúvida a de coisas que existem, mas estão despedaçadas, ou de cacos que tentam encontrar o pedaço que lhes falta, se é que ainda têm a possibilidade de se unirem para formar um todo. «Yoro» é uma narrativa fragmentada, como uma colecção que foi perdendo peças, umas fruto da confusão do tempo, outras furtadas pela ganância alheia e no final, há uma coleccionadora peculiar que deseja reunir todas essas peças, nem que seja para obter um fim de vida mais pacífico e completo. 

"Mas olhava para o chão, o tempo todo para o chão. Tentei justificar isso e, para o tomar como sintoma da sua alegria, pensei que olhar para baixo é o contrário da tristeza. Olhar para baixo - dizia a mim mesma para me convencer - é festejar a última pegada, o presente mais presente, o rebento da erva que há dois passos estava debaixo da terra. 
Uma pessoa olha para o céu e não vê nenhum nascimento. Vê despertares. Mas isso é outra coisa. O sol que volta a surgir é um idoso que nasceu há milhões de anos. Para ver os nascimentos, temos de nos centrar no pequeno, muitas vezes no chão, no aparecimento de um cogumelo, num formigueiro, na fenda por onde a borboleta rompe o casulo. Pensava que ele poderia ver tudo isso, e que se alegraria com cada parto. (...)"

Este registo meio onírico, criando um registo peculiar e traçado por alguma loucura mantêm-se ao longo de todo o romance e confere-lhe uma lucidez muito própria, fazendo com que as divagações de H. sejam questões para o leitor se debater e que ficam a ressoar, nomeadamente a da importância de mantermos acesa a chama da loucura. 

"A isso respondo-lhe que é verdade, que hoje, nos dias em que escrevo este testemunho, sou muito velha, mas, como a minha cabeça parou durante muitos anos, como teve um descanso e adormeceu na sua loucura, não está tão desgastada como outras da minha idade, como a sua, que certamente nunca adormeceu no sonho da reparadora insanidade, porque os loucos quando deixam de raciocinar, deixam de produzir, soltam-se da corrupta engrenagem social..."

*

Um livro ELSINORE.

Novidade Editora Minotauro :: "A Serpente do Essex"


Londres, 1893. Quando o marido de Cora Seaborne morre, a viúva inicia uma nova vida marcada ao mesmo tempo por alívio e tristeza.
Não teve um casamento feliz e ela própria nunca se adequou ao papel de mulher da sociedade. Acompanhada pelo filho, Francis - um rapaz curioso e obsessivo -, troca a cidade pelo campo de Essex, onde espera que o ar fresco e os grandes espaços lhe proporcionem o refúgio de que necessita.

Quando se instalam em Colchester, chegam-lhe aos ouvidos rumores de que a Serpente do Essex, conhecida por em tempos ter percorrido os pântanos na sua avidez de colher vidas humanas, regressou à aldeia de Aldwinter. Cora, naturalista amadora sem interesse por superstições ou questões religiosas, fica empolgada com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda por descobrir. 

Quando decide iniciar a sua investigação é apresentada ao reverendo de Aldwinter, William Ransome. Tal como Cora, Will sente uma desconfiança profunda em relação aos boatos, que considera um fenómeno de terror de caráter moral e um desvio da verdadeira fé. Enquanto Will procura tranquilizar os paroquianos, inicia-se entre ele e Cora uma relação intensa; apesar de os dois não concordarem a respeito de nada, são atraídos e afastados um do outro inexoravelmente, a ponto de isso modificar a vida de ambos de formas inesperadas.

Escrito com uma delicadeza e uma inteligência cheias de requinte, este romance é sobretudo uma celebração do amor e das muitas formas que ele pode assumir.

Uma novidade

Novidade Editoral Presença :: "Rumo a Casa"


Effia e Esi, filhas do mesmo pai, nasceram em aldeias diferentes do Gana do século XVIII. Effia casa com um inglês e vive confortavelmente no Castelo da Costa do Cabo. Já Esi, sem que Effia saiba, vê-se aprisionada nas masmorras do mesmo castelo, vendida como escrava e enviada para a América. O Regresso retrata magistralmente o suceder de gerações a partir de Esi e Effia, no Gana e nos Estados Unidos da América. 

As duas descendências, com os seus episódios íntimos, belos e dramáticos, mostram-nos a história da escravatura e da cultura afro-americana nos continentes africano e americano até à atualidade, lado a lado num fio que se poderá unir. Esta estreia literária de Yaa Gyasi, nascida em 1989, arrebatou a crítica e os leitores, tornando a autora numa das vozes mais promissoras da literatura norte-americana.

Uma novidade

Para mais informações visite o site Editorial Presença

segunda-feira, 13 de março de 2017

Novidade Dom Quixote :: "A Construção do Vazio"


A história de Sofia, uma menina-tesoura que sobrevive a uma relação de violência e abuso e cresce com a convicção de que a maldade supera tudo. 
Será possível atenuar a dor? 
Como se resiste ao fantasma real da infância? 
Que decisões partem dessa memória e podem limitar a vida? 
Sofia abriga-se na amizade de três homens, Eduardo, Jaime e Lourenço, e vive sem desejo, sem vontade, de construção em construção, sendo o vazio o objectivo final. 

Esta personagem surge pela primeira vez no livro Por Este Mundo Acima (2011) e faz parte do território ficcional da autora que, com A Construção do Vazio, termina um ciclo de três narrativas independentes iniciado em 2008, com o romance No Silêncio de Deus.

Uma novidade

«IOGA para corrigir a visão» pelo método de Dr. Kazuhiro Nakagawa - Opinião

Um livro Pergaminho.


"Atingir o pleno potencial da visão é uma experiência que muda a vida.

Temos a «visão pura» quando é o cérebro que usa os olhos."

*

Mais importante que todos os exercícios que este livro e o método Makagawa possam ensinar é atingir a meta de ver com o cérebro, ou seja, «o poder de ver». Kazuhiro Nakagawa acredita e difundo um dos princípios mais importantes da filosofia yogin, a da visualização positiva, a da crença de sermos capazes de atingir algo que desejamos. Logo, se a pessoa quiser ver, irá ver!

Por isso, este livro não é propriamente sobre Yoga ou com exercícios de Yoga, é claro que a sua prática ajudará em muito, seja para os exercícios de consciencialização corporal, postura e limpeza orgânica, como para todo um melhoramento mental, no entanto, este livro pretendo ajudar com exercícios simples que garantem uma cura natural da miopia, o astigmatismo e a hipermetrofia.

Desde o início do livro somos chamados à atenção para o facto de a visão ser o nosso interruptor para a felicidade. As pessoas vêem mal e são menos felizes, estados frequentes de depressão pioram com as doenças oculares, situações de má nutrição ou alimentação desregulada são também causadores de má visão e claro, a longa exposição à tecnologia, causando o chamado tecnostress que nos está a roubar visão a uma velocidade galopante. 

A tecnologia que nos deveria melhorar a vida, está a causar-nos todo o tipo de stress e a enviar-nos constantemente luz prejudicial aos nossos olhos, diminuindo as capacidades naturais da nossa estrutura ocular, nomeadamente com a percentagem de lágrima que estamos a perder, fomentando miopias mais graves. Mas não só a tecnologia, a alimentação, a poluição e os óculos e lentes graduados que não curam, apenas dão o suplemento que a pessoa precisa, por exemplo, na focagem. Resolve como um penso rápido, mas desabitua o olho a se auto regenerar. Então o livro apresenta exercícios que o médico japonês intitulou de fitness da visão. É claro que todos requerem treino/repetição, mas precisam também que fiquemos mais alerta para os malefícios dos dispositivos tecnológicos e a necessidade de melhorar a postura, a alimentação, a qualidade do sono e a importância da vitamina D/expor-se à luz do dia, ao sol; e até, a importância de pestanejar, chorar e inspirar mais e melhor.

Leia este livro e diga sim à vida!

"No início deste livro, afirmei que "tudo começa com a visão". Por outras palavras, o «poder de ver» é um interruptor que activa qualquer coisa, que desperta e acciona aquilo que estava adormecido. É a génese, um novo começo, o momento em que podemos ter a epifania de um sim à vida. Por essa razão, chamo a esse interruptor visual «o interruptor da felicidade»"

Para ligar o interruptor da felicidade, ver mais e melhor, talvez seja melhor começar por exercícios simples e de concentração, mudança de foco e relaxamento dos olhos:

- Exercícios de relaxamento para diminuir a tensão 


- Exercícios para potenciar o relaxamento dos músculos oculares e aumentar a % de lágrima


- Exercícios para mudar o foco e aumentar concentração


E o que mais me cativou, para reduzir a miopia e melhorar o foco foi a sugestão do uso de máscara ou óculos reticulados que, na leitura, permitem ler sem graduação já que os "furinhos" vão corrigir o nosso foco natural e com o tempo e o uso recorrente irão corrigir a nossa miopia. Estou tentada a experimentar para as minhas muitas horas de leitura. 



O «poder de ver» está intimamente associado ao "querer viver melhor" e para tal é necessário a prática constante da focagem positiva e da capacidade de esvaziar a mente. 
Haja treino e meditação!

Novidade Elsinore :: "Reino do Amanhã"

A derradeira obra de J. G. Ballard, inédita em Portugal.


OS SUBÚRBIOS SONHAM COM A VIOLÊNCIA.

Um homem armado abre fogo sobre os clientes do Metro-Centre, um gigantesco centro comercial nas imediações do aeroporto de Heathrow. Uma das vítimas é o pai de Richard Pearson, um executivo ligado à publicidade, recém-desempregado. O principal suspeito é libertado pouco tempo depois, sem qualquer acusação.

Richard, determinado a desvendar o mistério que envolve o caso, começa a ter fortes suspeitas de que algo muito maior e sinistro habita na aparentemente pacata cidade de Brooklands. Ao deparar-se com um mundo neofascista onde os motins são frequentes, as comunidades imigrantes são atacadas por hooligans e os acontecimentos desportivos se transformam em comícios políticos chauvinistas, Richard conhece a verdadeira cúpula do Metro-Centre, que, acima de toda a cidade, controla a população como se transformada no olho de um todo-poderoso deus urbano.

Com esta investida distópica e arrepiante - o seu último romance, inédito em Portugal -, J. G. Ballard força a sociedade moderna a olhar-se ao espelho, mostrando-lhe o rosto das forças mais perversas que atuam sob o brilho do consumismo e do patriotismo arreigado.

Uma novidade

Novidade Quinta Essência :: "Encontras-me no Fim do Mundo"


Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. 

A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. 

Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?

Uma reedição

Opinião "9 Regras a quebrar para o conquistar"

Quando li o título deste livro lembrei-me daqueles artigos parvos nas revistas femininas que sempre abominei ler. Assim como nós no século XXI não precisamos de conhecer os passos para apanhar o Mr. Right, também Lady Callie não precisa de 9 regras para conquistar ninguém a não ser a si mesma e à sua confiança que faz uma década que anda perdida. 
Lady Callie tem muitos passos para dar e o primeiro é o mais difícil. No entanto, uma vez que começa a andar, nunca mais consegue parar.


Conhecemos Lady Calpurnia (Grande nome, sim senhora!) no ano da sua apresentação à sociedade Londrina. O seu grande dote e história familiar não estão a fazer muito por si. Seja por azar ou por estar rodeada de estrelas que brilham mais que ela, Callie vai-se ofuscando de temporada em temporada até ficar relegada ao canto das solteironas. O único pensamento que lhe aquece os dias e as noites são os romances existentes na biblioteca familiar e o fugaz encontro com um infame libertino por quem secretamente acalenta uma paixão sonhadora. 
 Farta da monotonia e passividade da sua vida, Callie elabora uma lista de coisas que desafiam a sua condição como mulher e membro da sociedade da época. Entre fumar, beber e outras actividades aceites aos homens mas impossíveis de serem praticadas por uma mulher de bem, juntam-se os sonhos de uma rapariga que se sente ultrapassada, pouco importante e incapaz de despertar a atenção dos homens e em último caso, o seu amor (e o desejo de a tirarem da prateleira!)

E é essa lista louca que leva Lady Callie, pela calada da noite, à porta de Gabriel, Marquês de Ralston, o objecto secreto sua paixão.
Gabriel tem uma fama que o precede mas rápido se percebe que os boatos são um rastilho que arde rápido e descontrolado.
Irmão mais velho, por 4 minutos, do seu gémeo idêntico Nicholas, Gabriel é a cabeça da família e a chegada de Callie à sua vida, além de uma curiosa surpresa, é uma bem-vinda adição devido à sua intocável reputação.
Mal sabia ele que ela não caiu como um anjo enviado do céu para o ajudar mas sim como um diabinho disposto a dar os seus passos em direcção à aventura que tanto tem faltado na sua vida e que pode ser o caminho sem retorno para arruinar a sua reputação e consequentemente a de mais alguém à sua volta.

Oh estes dois...que belíssima aventura vão viver.
Um pouco à laia do "se não a podes vencer, junta-te a ela", Gabriel não deixa Callie sair do seu radar.
Sempre munidos com as suas armas, vão-se encontrando com decoro em sociedade mas com fogo e paixão nas teias da má fama onde uma senhora não tem direito a estar.
Grande Callie...quer fumar, beber e jogar cartas num covil de homens e arranja maneira de ser bem sucedida.

Terminei a leitura e escrevi esta opinião no Dia Internacional da Mulher e embora não ache, nem de longe, que precisamos de um homem para nos definirmos, aprecio o seguinte:


Eu devia ser uma boa leitora e fazer render o peixe mas o próximo livro é de Nicholas, o mano gémeo e um espécime bem interessante
Pergunta...para quando a mana? Essa é que vai ser!!

 "9 Regras a quebrar para o conquistar" é o primeiro livro da série Love by Numbers, uma grande aposta

Novidade Topseller :: "Silêncios de Amor"

E se o seu filho, sem nunca falar, lhe ensinasse a maior lição da sua vida?


Os Jewell podiam ser uma família comum, mas as suas relações disfuncionais e as sombras de um passado desconhecido não o permitem.

Ben Jewell bateu no fundo do poço. O seu filho de dez anos, Jonah, sofre de autismo profundo, e tanto ele como Emma, a mãe exausta, começam a não conseguir lidar com a doença. 

Para que o filho seja aceite numa escola adaptada às suas necessidades, decidem forjar uma separação. As lembranças de um casamento feliz são agora meras memórias, perdidas por entre os silvos e os ataques de Jonah.

Ben muda-se para casa do seu pai Georg e leva Jonah consigo. E a partir desse momento, o silêncio que habitava entre as três gerações de homens desaparece. A aura quase mágica de Jonah vai mudar o triste fado da sua família para sempre.

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Novidade Editorial Presença :: "O poder das pequenas coisas"

Jodi Picoult em altas este mês!
"O poder das pequenas coisas" estará nas livrarias dia 15 de Março. 


Ruth Jefferson é uma enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência. Um dia, durante o seu turno, começa uma avaliação de rotina a um recém-nascido. Minutos depois é informada de que lhe foi atribuído outro paciente. Os pais do bebé são supremacistas brancos e não querem que Ruth, afro-americana, toque no seu filho. O hospital acede a esta exigência, mas no dia seguinte o bebé enfrenta complicações cardíacas. Ruth está sozinha na enfermaria. Deve ela cumprir as ordens que lhe foram dadas ou intervir? O que se segue altera a vida de todos os intervenientes e põe em causa a imagem que têm uns dos outros.

Com uma empatia, inteligência e simplicidade notáveis, Jodi Picoult aborda temas como a raça, o privilégio, o preconceito, a injustiça e a compaixão num livro magistral sem respostas fáceis.

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