Pesquisar neste blogue

A carregar...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Comecei a ler...

Caiu-me no colo, a novidade da Chancela Suma de Letras da Editora Objectiva, caiu-me literalmente no colo. Curiosamente, já vou a meio. É diferente mas igual a tantos outros que já li. Ou será o contrário? Será que é igual a tantos outros mas com nuances que o tornam bem diferente e único. Rico em detalhes, isso é, um festim para os sentidos e não apenas nas descrições dos momentos picantes mas em todo o ambiente que envolve Elle e o jogo de sedução e intrigas em que se vê inserida.
Melhor é que Elle nem é de todo a personagem mais interessante. Para mim, o interesse está nos irmãos Barlet, cheios de segredos sobre um passado que Elle vai descobrindo a cada capítulo.

Estou curiosa para chegar ao fim! Vamos lá terminar a leitura até ao fim de semana.
Mas por agora, deixo-vos com um pequeno excerto e a sinopse do Livro.
Ando a pensar na foto para acompanhar a minha crítica mas faltam-me modelos :)

»Excerto«

Sinopse
Hotelle - Quarto 1 conta a história de Anabelle, uma jornalista recém-licenciada, trabalha esporadicamente como acompanhante de luxo, para ganhar algum dinheiro. O local escolhido para essas noites é o Hotel dos Encantos, onde cada quarto é dedicado a uma famosa cortesã. O cenário perfeito para a sedução. Numa dessas noites, conhece o atraente David Barlet, um magnata da comunicação. Apaixonam-se de imediato e ficam noivos, marcando a data do casamento para um mês depois. Mas quem será o enigmático homem que lhe envia mensagens eróticas, a atrai até ao hotel e a guia na descoberta da sua sexualidade através de mandamentos eróticos e sessões de exploração do corpo e dos sentidos? É possível que se tenha deixado seduzir pelo irmão do seu noivo e que esteja agora prisioneira de um arriscado jogo sexual? Acompanhe Elle na descoberta das suas fantasias pela mão de um homem misterioso e altamente sedutor.

Eu dizia que é uma leitura leve para o Verão mas são 639 páginas. É capaz de pesar no saco de praia! :P

Boas leituras!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

PASSATEMPOS A DECORRER


PASSATEMPOS A DECORRER 

4 PASSATEMPOS A DECORRER:


já só até quarta, dia 31/07/2013 - «O Peso da Fama» 



Passatempo EXTRA - «LIVRE», num hino às férias e à mudança


UM DOS MELHORES LIVROS DE NÃO-FICÇÃO DE 2012

#1 BESTSELLER DO NEW YORK TIMES

The Boston Globe, Entertainment Weekly


Para mais informações do livro, visite o site da Presença, aqui.


*

PASSATEMPO


Em parceria com a Editorial Presença temos para oferecer «LIVRE»
Um passatempo extra, mesmo antes de umas pequenas férias, celebrando assim a mudança e a atitude livre de partir à descoberta. BOAS LEITURAS.





ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
Podem participar todos os dias, aumentando assim as vossas possibilidades de ganharem.
- Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
- Ou copie o link e partilhe no seu mural, blogue ou outro.

Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, caso o vencedor queira o envio do livro em correio registado, deverá cobrir as despesas de envio. Ao fim de apurado o vencedor este tem 7 dias a contar da data de o termos anunciado para nos enviar os dados para onde remeter o livro, findo esse prazo, o vencedor perde o direito ao livro/prémio.


PASSATEMPO VÁLIDO ATÉ 15 DE AGOSTO

Participem muitas vezes, partilhem e divulguem muito!!!

OBRIGADA

«Senhor Comandante... A Carta Assassina» de Romain Slocombe - Opinião


Antes de mais uma sugestão musical:

*

Senhor comandante - Uma carta assassina é um daqueles livros que tem de ser lido pelos amantes da segunda guerra mundial e deve ser lido por vários motivos. O primeiro motivo é que se trata de um relato com base em documentos verídicos, ou seja, a carta. O segundo motivo é conseguir infiltrar-nos na mente de uma pessoa que viveu momentos, no mínimo, perturbadores.

Aqui relata-se, em forma de carta, a mente de um escritor francês da alta sociedade que durante a ocupação nazi apoiou a causa Nacional-Socialista.
Podemos ver aqui a irregularidade da mente deste escritor, vemos por um lado os seus ideais mais convictos, a ideia de França como um pais de cavalheiros, um pais de trabalhadores, de honra, de orgulho e sobretudo de família e depois o seu ódio pelos judeus,  pelo que representavam na sociedade, a ganância, a descrença na família e para finalizar esta mistura de ideais temos o amor do escritor por um judia... mulher do seu próprio filho.

Nas primeiras páginas temos uma mostra de tudo o que ocorrerá durante todo o relato, levando-nos a pensar que não pode advir daí muita coisa deste livro. No entanto, estamos bem enganados!

"(...) Xavier Valat, prestigiado inválido da Guerra de 14-18, onde deixou uma perna e um olho: um homem de sentimentos católicos e nacionais profundamente enraizados, determinado a erradicar por completo - qual cirurgião armado com o seu escalpelo atacando o tumor mortal causado pelo corpo estrangeiro - a cultura judaica de França."

Romain Slocombe faz-nos percorrer vários lados desta guerra, lados mais escondidos, lados mais cruéis, tanto pelos nazis como pelos franceses e seus apoiantes, ou até pela resistência e pelo próprio povo, depois de vitoria da resistência.

Paul-Jean, a nossa personagem, o nosso escritor, descreve-nos a vida quotidiana de uma cidade pacata em França, antes, durante e depois da guerra, descreve-nos os seus habitantes e as suas ideias, bem como as suas alterações que estes sofreram por causa da guerra.

Com os relatos descritos na carta, o tal documento que avança e nos transporta, somos capazes de, ora compreender algumas das atitudes desta personagem e até simpatizarmos com ela, para logo a seguir o odiarmos. É um misto de tentarmos perceber que ele luta pelos seus ideais, apoiando e recebendo apoio de um regime, difundindo assim o seu ódio pelos judeus. O melhor do livro é que ainda somos capazes de assistir ao esforço que faz para manter a salvo o seu amor, uma mulher que não podia ser pior - é judia e é a mulher do seu filho!?

Uma carta perigosa, um relato estratega, uma luta política na defesa pelo preconceito racial, mas igualmente uma confissão, o amor, o desvendar de segredos e humilhações de guerra... quem sabe justificações para os horrores da guerra... a ganância das pessoas que ao verem outros em debandada aproveitam para enriquecer "cobrando 3 francos por um litro de água".

A escrita veloz e ritmada do autor, faz-nos ficar presos às palavras, por vezes ásperas e ardilosamente bem escolhidas. Há também tempo para descrever as milícias francesas, criminosos e torturadores, recrutados pelos nazis e os seus métodos de interrogatório, métodos esses que o autor descreve e nos leva a ter grandes arrepios na espinha e pensar como é possível tal crueldade.

Para o fim é nos deixado a surpresa que não vou revelar.

Uma leitura com o apoio da Bertrand Editora.


domingo, 28 de julho de 2013

Angariação e recolha de livros infantis para a Fundação «O Século»

Graças ao trabalho do Pedro e da Xana, com as suas aulas de dança africana - https://www.facebook.com/PedroeXana - tivemos a oportunidade de colaborar e contribuir para a angariação de livros para a Fundação «O Século» a propósito de um workshop que os professores de dança lá foram leccionar e ocorreu-lhes, e em muito boa hora, a ideia de apetrechar a biblioteca.
Para tal, lançámos em cima da hora um pedido de ajuda para que quem pudesse contribuíssem com livros para esta causa e o resultado ainda foi bastante agradável.









Queremos deixar um enorme agradecimento à Editora Coisas de Ler, que foram contactos à última 
da hora de sexta feira e aderiram logo!
À amiga e colega Maria João que teve a paciência de esperar por nós.
E ainda à Ângela Gomes, que calhou em jeito, um breve encontro no Seixal, muito obrigada pela paciência e disponibilidade.

Ao Pedro & Xana pelo trabalho e disponibilidade de contribuírem com o vosso melhor.
Parabéns pela iniciativa!

sábado, 27 de julho de 2013

«Mil Sóis Resplandecentes» de Khaled Hosseini - Opinião

Trinca as pedras na secura da terra, bebe o sangue da tua luta.
Transpira, as tuas, as minhas, as de todos os outros, lágrimas que alimentam o teu dia.
Sonha na maternidade a esperança de um povo, o destino de uma nação.
Sofre as dores de uma jihad, que aos olhos dos outros é implacável e aos teus uma necessidade incógnita.

Sê uma harami, uma bastarda numa vida que te é madrasta.
Recolhe à kolba que te acolhe com os braços de um palácio, na inocência que Cabul te arranca
Nas entranhas corre o sangue de uma luta que não vê as diferenças ténues de um povo que não se une.

Sopra o vento, que fustiga, que traz notícias dos shahid, inscreve nas areias dos tempos, as lendas dos mártires... que as mães, os pais, os irmãos ... choram, não esquecem!

Não se podem contar as luas que brilham sobre os seus telhados, 
Nem os mil sóis resplandecentes
que se escondem por trás dos seus muros.


Inshallah 






Ter lido «Mil Sóis Resplandecentes» de Khaled Hosseine, que em 2006 foi nomeado Embaixador da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidades para os Refugiados, foi como que uma viagem a décadas de história de uma nação marcada pela guerra e pela derrota humana, pois tantas vidas são gastas em nome de uma matança e de um sofrimento extremo. Uma luta pela concordância de opiniões e de perspectivas perante a condição humana subjugada à crença, ao culto, às heranças antropológicas de facções dentro de um mesmo povo. 

São lutas desumanas travadas por humanos fragilizados, são promessas esquecidas, são vidas por vingar, são heranças culturais perdidas, são filhos órfãos de uma batalha esquecida.

São vozes que a Oriente se misturam e a Ocidente emocionam, mas segue-se, seguimos... A fome, a luta, a doença, a dor, a violência, as bombas e as balas perdidas... são dores que lemos, sentimos o aperto, a lágrima que quer cair, as imagens que chocam... é numa escrita como a de Hosseini que, quase, quase se sente, se cheira, se saboreia, o travo amargo, ácido de uma violência e uma dor que a nós nos parece impossível de suportar. Homens e mulheres, crianças, cidades, vidas, cultura, língua e religião que são massacrados pela vontade de alguns, o destino nas mãos alheias, o sofrimento que mata e fere para uma vida eterna, numa precariedade extrema, numa miséria aguda.

Um livro angustiante, mas igualmente brilhante, ou não apelasse ele ao título que tem. Um livro que ultrapassa a dor, que quer mostrar o amor, a amizade, a dedicação, a vitória... as pequenas guerrilhas que se vencem e curam pequenos grandes males.

No entanto, eu arrisco a dizer que a guerra é uma cicatriz interna, que se pode esconder, mas nunca se poderá esquecer e ler relatos semelhantes a estes lembra-me que devemos abençoar a sorte que temos de viver aqui, mas que a sorte e a felicidade não nos permita esquecer quem precisa, mesmo que só sejamos capazes de dar a mão a quem de nós esteja mais perto.

Uma leitura com o apoio da Editorial Presença.
Para ler mais sobre este livro, visite o site Presença, aqui.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Passatempo Comemorativo - 1000 seguidores Blogue Efeito dos Livros




Em parceria com a Civilização Editora temos para oferecer «Os Flamingos Perdidos de Bombaim» e «O Fundamentalista Relutante» juntamente com uma capa protetora em cortiça, oferta da Ecoemotion.
Desta forma pretendemos celebrar os 1000 seguidores que atingimos, recentemente, no nosso blogue.


ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
Podem participar todos os dias, aumentando assim as vossas possibilidades de ganharem.
- Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
- Ou copie o link e partilhe no seu mural, blogue ou outro.

Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, caso o vencedor queira o envio do livro em correio registado, deverá cobrir as despesas de envio. Ao fim de apurado o vencedor este tem 7 dias a contar da data de o termos anunciado para nos enviar os dados para onde remeter o livro, findo esse prazo, o vencedor perde o direito ao livro/prémio.


PASSATEMPO VÁLIDO ATÉ 15 DE AGOSTO

Participem muitas vezes, partilhem e divulguem muito!!!

OBRIGADA

Passatempo Comemorativo 3000 Fãs Facebook - Pack Gold Dan Brown


Em parceria com a Bertrand e a sua chancela 11x17, apresentamos a colecção Gold que brinda os fãs de Dan Brown com uma edição especial dos 5 títulos já publicados e são estes mesmos 5 livros que temos para oferecer, celebrando assim os 3000 fãs na página facebook do Efeito dos Livros

*

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, aumentando assim as vossas possibilidades de ganharem.
- Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
- Ou copie o link e partilhe no seu mural, blogue ou outro.

Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, caso o vencedor queira o envio do livro em correio registado, deverá cobrir as despesas de envio. Ao fim de apurado o vencedor este tem 7 dias a contar da data de o termos anunciado para nos enviar os dados para onde remeter o livro, findo esse prazo, o vencedor perde o direito ao livro/prémio.


PASSATEMPO VÁLIDO ATÉ 15 DE AGOSTO

Participem muitas vezes, partilhem e divulguem muito!!!

OBRIGADA


terça-feira, 23 de julho de 2013

Resultado Passatempo «O Último Império»


Com um total de 302 participações a participação vencedora é a Nº 183 - Susana I. L. R. Romeiro (Susana Rodrigues - fã facebook) - agradecemos o envio dos seus dados para efeitodoslivros@gmail.com para posterior envio à Chiado Editora.

Mais uma vez contámos com o apoio da Chiado Editora para este passatempo.
O envio do livro é efectuado pela Editora.

Obrigada a todos.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

As Recordações - David Foenkinos - Opinião


O que são as recordações? De que são feitas as recordações? Qual é a sua maior recordação? Como nos recordamos melhor do que vivemos, passamos, sentimos, demos e recebemos do mundo?
Uma frase, um cheiro, uma foto, um livro, um local, uma viagem... de que material se compõem as recordações?

"As recordações são uma espécie de ponto de chegada; e talvez sejam também a única coisa que nos pertence verdadeiramente." Marcello Mastroianni

Para além de todas as questões pessoais, familiares, sentimentais... umas mais obscuras, outras mais superficiais, umas loucas, outras banais, este relato biográfico, fotográfico, recordatório de David Foenkinos é acima de tudo um mural de vida. Um brinde à vida, no que de melhor e pior ela tem, recorrendo às recordações, as nossas, as dos outros, os dos artistas, as dos livros, as dos grandes pensadores, das cidades culturais e locais ermos que visitamos... 
«As Recordações» são um compêndio de sensações que a vida nos dá, que nós geramos. É a vida à nossa volta quando paramos para pensar nela.

"Queria dizer-lhe que o amava, mas não consegui."
E você, hoje já disse que amava alguém?

Sem ser pretensioso ou ter vaidade com os sentimentos que reconhece, Foenkinos torna-se soberbo nos sentimentos que nos arranca, sem cair em sentimentalismos (isto sem contar com o final, mas esse é brindado com mais qualquer coisa).

Se, «As Recordações» são um hino à vida, as do livro e as nossas, Foenkinos consegue também um olhar profundo e tocante, à morte. No pior e no melhor que ela tem, se assim quisermos ver. 

"Compreendi, então, que nunca conhecemos verdadeiramente a vida de um homem."

Foenkinos coloca assim inúmeras questões, disfarçadas na sua escrita jocosa, mas apelativa, negra, mas festiva, já que ninguém se lembraria de ir morrer a Roma, ou lembraria e faria-o com grande gosto. 
Recheada de episódios vividos e ritmados, o enredo em «As Recordações» é melancólico, pesaroso e introspectivo. Acredito que é um livro para se ler ao ritmo dos pensamentos e recordações a que o que é dito nos arranca do coração e das memórias.

"-Pensei que querias ir ao cabeleireiro?
- ... E fui...
- Não é lá muito óbvio.
- Não tens olho. É esse o teu problema.
- ...
Preferi abreviar. Queria evitar saber a opinião da minha avó acerca da minha tendência para passar ao lado das metamorfoses da feminilidade. Isso não me impediu de praguejar para dentro enquanto conduzia. Cansam-me as que nos perguntam se reparámos nesta ou naquela alteração física. São as tiranas da sua aparência, e nós os escravos da constatação."


«As Recordações» são ainda um excelente guia para citações, autores, livros, músicas, filmes, artistas... deixo-vos com o Prémio Nobel da Literatura de 1968, Yasunari Kawabata:

"A morte dá-nos a obrigação de amar." No entanto, eu arrisco a afirmar que tal amor rápido e possessivo talvez tenha sido demais no final, eu optaria pela melancolia e o luto, já que ambos podem ser uma forma de inconformismo, neste caso, perante a morte.

E, "(...) «Iria para um lugar onde tivesse sido feliz.» Sim, foi isso que ele disse e, depois, acrescentou: «Iria para um lugar onde tivesse sido feliz.» ... as recordações.


Recordação da Leitura de As Recordações de David Foenkinos

Ficou a faltar-me passar para a tela, a imagem da vaca odiosa, ou pincelada odiosamente por Van Koon... não encontro na web vaca nenhuma que satisfaça os detalhes recambulescos dados pelo autor.
Por isso, deixo-vos estas, que de odioso só têm o facto de não andarem lá por casa (as telas, salvo seja).




Uma leitura com o apoio da EDITORIAL PRESENÇA, mais sobre o livro aqui.

PARABÉNS À PRESENÇA  * 100.000 FÃS NO FACEBOOK! 

BOAS LEITURAS

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O NAVIO DO DESTINO de Rosine de Dijn - Opinião

Pelo título fiquei logo apaixonado! Um livro a falar sobre um barco Português que salvou milhares de pessoas durante a segunda guerra mundial, digamos que era prometedor.
Comecei a ler e confesso que estava a espera de outro tipo de livro. Este belo exemplar, tanto o barco como o livro, relata ao pormenor factos históricos, basicamente é um compêndio de informações históricas sobre famílias que estiveram ligadas por alguma razão ao Serpa Pinto. Este relato puramente histórico e cronológico atrasa um pouco o ritmo de leitura, mas afinal eu sou o Caracol Literário.

Ao fim de pouco tempo estamos perdidos na quantidade de nomes de pessoas, locais, movimentos que são relatados no livro, factos, datas... ou seja, o que compõe um livro de História e não de histórias, como eu, confesso, ia à espera.
No entanto, é um excelente manual, de cariz informativo, faltando assim o cariz de ficção e o tal enredo de que estamos à espera. Ainda assim, aprende-se bastante e é um leitura prazenteira, só é pena as inúmeras notas de rodapé, que rodapé só de nome, já que se encontram todas no final do livro, coisas que aqui o trio do Efeito pouco aprecia.

Volto a dizer que a leitura é valiosa e de cariz histórico, especialmente para quem gosta do tema, que é o meu caso.
Ficamos a saber a história de famílias alemãs que depois da primeira grande guerra navegaram rumo ao Brasil e ai criaram verdadeiras mini Alemanhas, onde tentavam a todo o custo manter a língua e os costumes da sua terra natal, estas mesmas famílias são influenciadas pelo movimento nazi e por outros movimentos alemães a deixarem o Brasil e a voltarem para a sua pátria para combater.

É interessante ler e tentar colocarmos-nos no lugar destas famílias, com um vida feita no Brasil a deixarem tudo e voltarem para um pais em guerra por um ideal, o ideal da raça, da supremacia.
A escritora perde (e "perder" não é pejorativo) bastante tempo com algumas destas famílias dando-nos a percepção do que elas passaram.

Por outro lado, temos a história das famílias de judeus que tentam a todo custo sair de uma Europa em guerra para irem para a terra prometida (a América, claro!), e aqui temos relatos mais complicados, mais pesados, diria eu. É aqui que entra Portugal e o Navio do Destino! Mas não só...

Dou destaque ainda à visão que a autora nos deixa sobre a nossa Lisboa durante estes anos de guerra, uma Lisboa cheia de luz onde todos eram bem vindos, onde residia a esperança de se apanhar um barco para longe do inferno que a Europa se estava a tornar. Falá-nos também da ascensão do nosso ditador e da maneira como ele jogou um estratégico xadrez para se manter fora da guerra e conseguir ajudar tanto um lado como outro. Resta saber o que nos jogou a nós, já que ninguém entra no jogo para perder, mas adiante.

Enfim, um livro que aconselho a todos os que gostam de história, principalmente o tema da Segunda Grande Guerra e a todos os que se interessem pelo passado de portugal e sobretudo a todos os que querem conhecer melhor a importância deste barco "Serpa Pinto" e dos seus valentes tripulantes que o mantiveram no activo durante toda a guerra, salvando milhares de pessoas de uma morte certa.

Sem dúvida, um livro para fugir à rotina ou não fosse um livro Saída de Emergência.


terça-feira, 16 de julho de 2013

NOVA RECOLHA

Estamos numa 2ª fase de angariação e recolha de livros para o projecto

DEZ BIBLIOTECAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O SENEGAL
Para saber mais: https://www.facebook.com/biblioteca.senegal
ou aqui em ATLAS Coop. - http://www.atlascoop.net/v2/




Podem ajudar com diversos tipos de livros de língua portuguesa, ora vejam:

BIBLIOTECA-TIPO:

- Dicionários de Língua Portuguesa (dicionários pré-acordo ortográfico e d...Ver mais
BIBLIOTECA-TIPO:

- Dicionários de Língua Portuguesa (dicionários pré-acordo ortográfico e de Português-Francês, Francês-Português)

- Gramáticas de Línguas de Portuguesa (Gramáticas usadas nos 2º/3ºciclo)

-Cadernos de Actividades – Livros de Exercícios Práticos (preferência do 1º,2º,3º ciclo)

-Manuais de Língua Portuguesa (3º e 4ºano, 5º e 6ºano)

-Livros de Literatura Lusófona (autores clássicos e contemporâneos portugueses, brasileiros, Angolanos, Moçambicanos, etc)

-Livros de Literatura Infanto-Juvenil





Em Abril, contribuímos assim:


Fotos. facebook do Efeito dos Livros


CONTRIBUAM, DIVULGUEM E PARTILHEM

e já somos 3000 NO FACEBOOK do Efeito dos Livros



3.000 FÃS FACEBOOK
OBRIGADA A TODOS
;)



Entre dias de calor, o termómetro por aqui também subiu, ultrapassámos os 1000 seguidores no blogue e atingimos mais de 100.000 visualizações. 
*
Logo de seguida foram os 3000 fãs no facebook!


Já somos 1000 a seguir o EFEITO DOS LIVROS


OBRIGADA A TODOS 
JÁ SOMOS 1000 A SEGUIR O BLOGUE*EFEITO DOS LIVROS
;)





Vamos a PASSATEMPO?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Opinião - "O Estrangulador em Cater Street"

O crime por estas bandas não é exclusivo da hora do chá, acaba por me ocupar todos os momentinhos livres que tenha, de manhã à noite. Não consigo parar até chegar ao fim. Desta vez dei por mim a ler enquanto esperava o sinal verde na passadeira.

(foto ElsaR)

Sinopse
Mais informações em Leya|Online

Momento de Glória :: Eu descobri o assassino !
Isto nunca me tinha acontecido, ando o livro todo a desconfiar da pessoa errada e quando chego ao fim é que vejo as pontas soltas que se atam e que eu por mais curvas que tenha feito, nunca prevejo aquele destino.

Anne Perry criou uma família interessante, curiosamente banal para a altura mas com personagens fortes, especialmente as femininas. Gosto sempre de ler um livro em que as mulheres, mesmo com dificuldades em se fazer notar no contexto em que estão inseridas, sobressaem dos demais, seja pelo encanto ou pela irreverência.

Mais que um policial, e um muito interessante, este livro é igualmente histórico. Conhecemos as irmãs Ellison - Charlotte, Sarah e Emily, as suas actividades mundanas de classe média (chás, visitas sociais e trabalho solidário), vislumbramos um pouco da opressão do mundo masculino e sociedade em geral sobre as mulheres na altura e assistimos aos conflitos entre classes e as suas diferenças. 
Em comparação com o primeiro livro desta colecção, este é mais brando na descrição dos crimes, acabando por se centrar mais no cenário completo, no ambiente da casa Elisson e Cater Street e no desenrolar da história entre o Inspector Pitt e Charlotte.

Tenho curiosidade de saber se nos restantes livros da autora, digo na colecção de Charlotte e Thomas, a participação da personagem feminina é muito intensa ou se é apenas ouve e opina sobre as histórias que o Inspector lhe faz chegar.

É que este livro, além de ser o 2º volume da colecção "Crime à hora do chá", é o primeiro volume da colecção Mistérios de Charlotte & Thomas Pitt que já conta com 26 livros. Em Portugal, já foram editados 15 livros desta colecção, sendo que apenas 3 se encontram disponíveis online:
Um Morto a Mais em Resurrection Row -  Gótica - Wook
O Cadáver de Bluegate Fields - Gótica - Wook
O rosto de um Estranho - Gótica - Wook


E quanto a novidades para a nossa hora do chá!?

Crime de Luxo, de Ngaio Marsh - outra grande dama do policial – será o próximo título da colecção, com lançamento previsto para Novembro.

Até lá....boas leituras!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

«Alex Cross, Perigo Duplo» de James Patterson - Opinião




Sente-se, aproveite a falta de sol e sinta o ritmo enérgico da escrita de Patterson, quase até ter calor.
Perigo Duplo é o novo livro da série Alex Cross, editado em Portugal pela Topseller.

A primeira dificuldade com que me debati foi estar agarrada à ideia do último filme que vi sobre o detective Alex Cross, por isso é difícil dissociar a imagem dos personagens. No entanto, este policial foca muito mais «O Crãnio», mas digamos que pela inimizade entre os protagonista se percebe muitos mais detalhes sobre cada um deles.

As sagas de Patterson são assim como os episódios do CSI que a gente entra, sente a adrenalina, tenta inventar motivos para os actos e tenta desvendar os casos. No entanto, há sempre um episódio que nos escapa e o enredo enreda-se mais ainda porque nos faltam certos elementos.

Detalhe aqui é a dedicação de Cross à psicologia, por muito que ele queira, não consegue. Lidar com criminosos e desvendar investigações é mesmo aquilo que ele sabe fazer melhor.
Digamos que Cross é o pior inimigo do inimigo público!

Seja com for, Cross é atraído pela teatralidade das mortes, ajudando assim a alimentar o ego a algumas "hienas mediáticas", eu arriscaria a dizer como ele mesmo é.
A saga de Alex Cross, a meu ver, é superior à Private, exactamente pelos resquícios de malvadez dos crimes.

Patterson é igualmente mediático e os seus livros encaminham os seus enredos, invariavelmente a um desfile hollywoodesco.
Fica-me a faltar uma actriz para Bree, já que estou presa à imagem de Cross como Tyler Perry e isto de fazer "pares" tem muito que se lhe diga.


Mais uma leitura com o apoio TOPSELLER



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Comecei a ler....

Na realidade li o primeiro capítulo logo no dia da sessão de lançamento mas o tamanho da obra assustou-me e tinha outras leituras a meio.
Confesso que fiquei curiosa, especialmente para conhecer uma ou duas personagens que nos foram apresentadas pelo autor.
Agora agarrei-me ao livro, só o largo no fim!

 (foto ElsaR)

Sinopse
Um trolha homossexual. Um jogador de futebol filósofo. Um humorista deprimido. Uma prostituta de alma. Um assassino refinado. Uma prostituta de corpo. Um homem que consegue pensar e sentir o que os outros pensam e sentem. Numa obra que é um gigantesco monumento, mistura frenética de poema e de thriller, Pedro Chagas Freitas visita os mais profundos calabouços da humanidade: o amor, a morte, a inveja, a paixão, a raiva, a mentira, o medo, o ciúme. E o sexo. Sempre o sexo. Porque é nele, sempre nele, que se encontra a verdade.

Vamos lá levantar o alter literário que é "In Sexus Veritas" de Pedro Chagas Freitas!!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Evento/Passatempo - Efeito dos Livros


************* NOVO PASSATEMPO **************

A valer até 31/07/2013

Um passatempo DIFERENTE para festejar 1000 seguidores e chegar/ultrapassar os 3000 likes ;)

Para se habilitarem ao livro «O PESO DA FAMA»

Façam LIKE na nossa página https://www.facebook.com/efeitodoslivros

E sejam seguidores do blogue - http://efeitodoslivros.blogspot.pt/

Como se tornar seguidor - veja aqui É RÁPIDO
http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2013/07/como-se-tornar-seguidor-do-blog.html

Façam VOU aqui no evento - https://www.facebook.com/events/109449922582844/

 e ficam habilitados a ganhar. E está tudo!

Cada vez que partilharem o evento/passatempo ficam habilitados a mais uma participação.

***************** ATENÇÃO *********************

Só é apurado vencedor quem for fã + seguidor e claro tenha feito VOU (é daí que a listagem sai para o Random)

**************** BOA SORTE ********************
                                 

Resultado passatempo «Mil sóis resplandecentes»


Com um total de 315 participações o vencedor é Hélder Marinho (Coquinhas Colaci),
participação vencedora nº 53. 
Por favor, aguardamos os seus dados para o endereço: efeitodoslivros@gmail.com

Mais uma vez contámos com o apoio da Editorial Presença para este passatempo.
O envio do livro é efectuado pela Editora.

Obrigada a todos.



Chamar-lhe-ia a casa estante




Um site repleto de imagens de bibliotecas, estantes e LIVROS... um mimo do meu amigo Ricardo Osório, eu escolhi esta e lembrei-me do título «Chamar-lhe-ia a casa estante», puxaria para lá a loucura e a dedicação da Boneca de Kokoschka, recontaria a angustia de Merricat, Jonas e Constance e ficaríamos, mesmo, para Sempre Num Castelo, rodeado de livros e não haveria mais Nada a Dizer.

Podia ser assim o início de um novo conto ou apenas o mote para falar de mais 3 livros que li.




«O Conto da Ilha Desconhecida» de José Saramago - Opinião

                                 "Dá-me um barco."

Era este o requerimento de um sujeito, incógnito, que de pedra e qual se prostrou à porta das Petições, fazendo o obséquio (envenenado) de por ali se quedar até El Rei  se designar a atendê-lo e ouvi-lo, revoltando-se contra a indiferença e espera prolongada causada pela porta favorita do Rei.
Indignada estava também a mulher da limpeza que assistia, extasiada, pela coragem e determinação do revoltoso.

El Rei, dono e senhor era tendencioso e tinha uma preferência pela porta dos obséquios, apreciando todos os favores que a ele lhe prestavam. Incomodado com a indignação do pedinte e com o potencial aflorar de desencantamento social, o Rei ponderou os futuros benefícios e, com maus modos, atendeu o homem que queria um barco.

Impulsionado pela apreensão e pelo tumulto social, o Rei concedeu o desejo do pedinte.
Agora restava saber como iria ele, já de barco e punho, atingir e descobrir uma ilha desconhecida. Ora tal preciosidade, sendo desconhecida, é como se não existisse, não figurava no mapa, nem nas ideias dos homens que opinavam e aconselhavam o pedinte com o desejo de chegar à ilha desconhecida.
Impulsionada, estava também a criada, que arrebatada, saiu pela porta das decisões.

A decisão estava tomada. As portas abertas. O barco escolhido.
Homem e mulher tinham tarefa árdua pela frente, mas...

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."

E aqui, a indecisão, a contrariedade e insegurança assombram o projecto e a aventura.

...

«O Conto da Ilha Desconhecida» é um conto recheado de metáforas, eu diria até que é uma escrita icónica, mas alegórica que se refugia num tom quase infantil, levando-nos a descurar o quão intensa e mordaz é a crítica social neste conto, e o quanto nos pede para olharmos para dentro, já que o social somos todos.

"Tenho, tive, terei se for preciso, mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou quando nela estiver, Não sabes, Se não sais de ti, não chegas a saber quem és, O filósofo do rei, quando não tinha nada para fazer, ia sentar-se ao pé de mim (...) dizia que todo o homem é uma ilha, eu, como aquilo não era comigo, visto que sou mulher, não lhe dava importância. tu que achas, Que é necessário sair da ilha para ver a ilha."

Apesar de ser um conto, eu vejo um livro, vejo algo para além das frases enérgicas, labirínticas e por vezes até confusas. É época é confusa, o ser humano é complexo, indestrinçável, enigmático, duvidoso e cheio de dúvidas.
Se vivemos na senda do conhecimento, da evolução, da inovação, vivemos inextricavelmente na senda da busca interior e do conhecimento de nós mesmos, como solução para decifrar os sonhos, os que temos para nós e para o mundo.

"o sonho é um prestidigitador hábil, muda as proporções das coisas e as suas distâncias, separa as pessoas, e elas estão juntas, reúne-as, e quase não se vêem uma à outra (...) tinha-lhe desejado felizes sonhos, mas foi ele quem levou toda a noite a sonhar."


Uma excelente leitura proporcionada pela minha grande amiga Philipa a quem agradeço a recomendação!
Uma edição da Editorial Caminho, saiba mais aqui e do livro, aqui.