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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Passatempo "A ENZIMA PRODIGIOSA" do Dr. Hiromi Shinya - ARENA


SAIBA MAIS AQUI, no Blogue da Objectiva.

O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 15/05/2014 

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos: 

ATENÇÃO - REGRAS: 
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo. 
- Podem participar todos os dias - uma vez por dia, aumentando assim as vossas possibilidades de ganharem.
- Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores - Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
- Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes. 
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, neste caso o envio é garantido pela editora. 

NOTA: - Façam partilha do passatempo - SEMPRE PÚBLICA 
- Ou copie o link e partilhe no seu mural de facebook, blogue ou outro local.

Ajude-nos a divulgar!!!

Comecei a ler...


Devorei o "Divergente", revi o filme e já estou nas primeiras dezenas de páginas de "Insurgente".
Leitura para o fim de semana grande! :)

Boas Leituras!!

Para quem ainda não viu o filme, fica o trailer
Para quem ainda não pensou em comprar a trilogia, faça um favor, COMPRE!

terça-feira, 29 de abril de 2014

"O melhor lugar do mundo é aqui mesmo", Opinião

Imagine-se triste, depressiva, pensativa e angustiada com a vida. Agora, caminhe, calcorreie a rua, sem destino, meio perdida de si e da vida... e quando dobra a esquina esbarra num letreiro de um café com o seguinte nome: "O Melhor Lugar do Mundo é Aqui", você entraria?
Se sim, pegue neste livro e leia-o, conheça a Íris e a história em que ela acreditou e que a fez mudar de vida.

Se escolheu entrar, fique desde já a saber que o café tem seis tipos de mesas, todas elas recheadas de magia! Não acredita!? Não faz mal... todos precisamos, de vez em quando, de um pouco de magia.


"As tardes de domingo são má altura para tomar decisões, sobretudo quando Janeiro cobre a cidade com um manto cinzento que abafa os sonhos." No entanto, eram vários os tons que abafavam os sonhos de Íris. A morte dos pais, a falta de um amor, a falta de uma amiga com quem partilhar coisas simples da vida, a falta de um emprego promissor...

Se existem problemas que são "nuvens que passam", o céu de Íris parecia teimar em não afastar o cinzento e a intempérie... até ao dia em que conhece Luca e o café mágico.

Posso dizer que suspeitei um pouco deste livro, com a ideia de que seria um romance banal disfarçado de mais um de desenvolvimento pessoal, no entanto, enganei-me. Agarrou-me desde o início, desde a banda sonora que se ia desenrolando, à explicação sobre os pensamentos (pág. 20) ou à metáfora "Cão pequeno procura amor grande" - afinal não é um pouco do que todos somos!?

Ao entrarmos neste pequeno e simples livro, sorrimos com as ideias meio loucas, mas curiosas que nos apresenta, como o "Psicanalista de bolso"... que bom jeito daria uma vez por dia ;)) E se eu já estava a entrar na magia daquele café, fiquei totalmente cativada quando por causa do livro voltei a Feist... uma sing song writer que bastante aprecio e da qual andava meio esquecida.


Poderia continuar a dar-vos motivos para lerem este livro, mas dou-vos BOAS NOTÍCIAS (pp.42)

“Nunca te esqueças disto: todos os sentimentos temo seu reverso. Sentir-se infeliz é a prova de que se pode estar alegre.
É uma boa notícia.
Quando te sentes só dás-te conta de como é bom estar acompanhado.
É uma boa notícia.
É preciso que algo te doa para que valorizes a felicidade de nada te doer.
É uma boa notícia.
Por isso nunca se deve recear a tristeza, nem a solidão, nem a dor. Pois são a prova de que existem alegria, o amor e a calma.
São boas notícias.”

Parece ridículo, banal e até um pouco infantil, mas são coisas tão simples e das quais tão facilmente nos esquecemos. Ou então a forma sempre negativa de olharmos para os episódios da vida quando simplesmente podem ter outra explicação, tão mais bela, tão mais esperançosa... como a do "papagaio que dizia «amo-te»" (pp.49).

Confesso que há alguma descrença da minha parte com a magia em torno da explicação para o local, mas parece-me que tem tudo a ver com a forma como interpretamos a vida. Nem tudo tem de ser racional e não precisamos de explicar tudo ou ter respostas para tudo, já que a vida por vezes faz-nos questões que não esperamos.

... por cá, o meu haiku resiste em nascer...

"O melhor lugar do mundo é aqui mesmo", é um livro sobre superação e esperança. A magia de voltar a acreditar na vida e nas coisas simples que podem acontecer quando simplesmente nos entregamos. O livro que nos revela algumas surpresas e nos mostra que a vida é bem capaz de ser mais sorridente quando nos permitimos a sorrir mais!

... experimente a banda sonora, a sugerida e a que o livro me fez achar adequada.




Tea-Bag - O Sorriso da Esperança :: Opinião

Como tem vindo a ser hábito, gosto de romper com as minhas leituras correntes para ler algo diferente, algo
que à primeira vista me faz pensar "isto é algo para a minha irmã ler". Embora Henning Mankell seja um nome sonante no mundo dos policiais, nunca tive oportunidade de ler uma das suas obras.

Com Tea-Bag - O sorriso da esperança, a motivação para pegar no livro e passar da contra capa para uma leitura completa foi a premissa do contraste social entre um poeta intelectual da classe média/alta Sueco e as três imigrantes do sexo feminino uns bons anos mais novas, com um passado e um presente que o personagem principal não é capaz nem de conseguir fantasiar tal é irrisória a descrição da sua pessoa, vida pessoal e profissional nas 6 linhas que lhe são dedicadas na sinopse.

Fico surpresa perante o quanto estava correcta quanto ao personagem masculino e a sua incapacidade de tomar rumo da sua vida, que acaba por perder o fiozinho da normalidade (onde quer que ele estivesse ligado) quando se cruza com o sorriso de Tea Bag, uma imigrante de nenhum pais especifico e de muitos convenientes, e posteriormente com as suas duas amigas que sonham escrever a sua história e vêm em Jasper o tutor indicado para atingir esse e outros fins.
Curioso será buscarem ancora num barco que anda à toa no seu próprio mar. Jasper é uma figura patética de homem, escritor/poeta de pouco sucesso, completamente ignorado pelo editor que apenas deseja torná-lo numa máquina de fazer dinheiro ao fazê-lo enveredar pelo mundo dos romances policiais, uma namorada que tanto o repele como deseja carregar um filho seu, um corretor de bolsa que o engana em todos os cêntimos que investe e para terminar, uma mãe, que é bem capaz de ser a fundação para que todas as relações na vida do filho sejam problemáticas e que aos 80 anos ainda consegue ter energia para o tirar do sério (e a mim também) e para surpreender muito boa gente.

Embora de início estejamos um pouco perdidos entre os dramas da vida pessoal e profissional de Jasper e os momentos em que se encontra com as raparigas, começamos com o passar do tempo a assentir perante a expressão usada logo inicialmente para se referir aos refugiados num acampamento improvisado numa qualquer praia espanhola que é porta de entrada de imigrantes clandestinos vindos de África - 
Pessoas sem rosto.

As histórias que vão sendo contadas pelas raparigas são uma amálgama de detalhes que vão coincidido entre elas, tendo por vezes dificuldade em detectar se estamos realmente a conhecer a história de uma delas ou se estão apenas a dar um panorama geral do drama por que muitos emigrantes ilegais passam diariamente.
Podem ser provenientes de países africanos chegados a uma praia ladeada de arame farpado na costa espanhola, ou membros de um pais culturalmente restrito em que para respirar uma mulher precisa de pedir autorização ou até jovens que foram enganadas com falsas promessas de trabalho e se viram sujeitas à escravidão sexual num beco sem saída.
Quer seja Tea-Bag, Tania ou Leila, o desejo é comum, a Liberdade. Mas tantas foras os rumos que tomaram, tanto fugiram que agora lhes é difícil estabelecer um destino, um objectivo.

A leitura deste livro permitiu relembrar que a palete de cores com que pintamos o nosso mundo varia consoante o local onde nascemos, crescemos e de acordo com todos os elementos que nós tornam nos seres únicos que somos. Que a motivação para pintar os dias num degradé de cinzentos surge da dor do passado, dos conflitos do presente e da incerteza do futuro.
Quantas são as vezes que nós nos queixamos sem razão?
Mesmo quando reclamamos dos nossos males e imediatamente nos corrigimos, usando a expressão muito enraizada na cultura portuguesa, "podia ter sido pior". Não fazemos ideia do qual é ridículo nos comparamos com algo ou alguém num estado completamente indigno quando nós apenas não temos um pacote de lenços para assoar o nariz ranhoso de sermos uns choramingas sem motivo aparente, isto se confrontarmos os nossos problemas "de primeiro mundo" com uma fuga clandestina em condições desumanas para fugir a um passado pobre e violento não tendo sequer a segurança de que o futuro será melhor ou irá sequer existir.

A este livro tenho apenas a apontar uma coisa. A contrabalançar com a história muito real, sem dúvida criada com base em testemunhos obtidos pelo autor nos conhecimentos travados em diversos dos locais por onde já passou, merecíamos ter um personagem principal que despertasse outros sentimentos que não pena ou indignação no leitor.

Ah, sendo o Henning um autor maioritariamente de policiais, a insistência com a ideia de "qualquer cromo escreve um romance policial" presente neste livro é sua maneira de criticar a afluência de outros escritores ao género?
Eu não tenho maneira de saber, leio 2 ou 3 policiais por ano mas achei irritante e insistente a perseguição ao personagem com notícia que toda a gente à sua volta, para sua grande surpresa, acha que sabe escrever e quer publicar um romance policial.

De modo a perpetuar este gosto por suspender as minhas habituais leituras, tenciono retomar ao tema da imigração. Aceitam-se sugestões.

Até lá, Boas leituras!

Uma leitura com o apoio

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Livros que se tornam filmes - If I stay

Ver o trailer de um filme, gostar imenso e depois descobrir que tudo surgiu de um livro.

O que fazer? 
LER!!!
Antes de ir ver o filme, sff.
Como é que isto me passou ao lado?
Mais informações AQUI

Trailer

Resultado "A arte de dormir sozinha"


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RESULTADO DO PASSATEMPO 

Com 476 participações, a participação vencedora foi a Nº 89 Helena Isabel Guerreiro Bracieira
O vencedor irá ser contactado via email e o envio será efectuado pela editora.
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Resultado PassatempoS PRESENÇA - vários


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RESULTADO DO PASSATEMPO 

Com 1237 participações, a participação vencedora foi a Nº 853 Joana Domingues.
O vencedor irá ser contactado via email e o envio será efectuado pela editora.
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RESULTADO DO PASSATEMPO 

Com 1030 participações, a participação vencedora foi a Nº 329 - Maria Benedita da Costa Vicente Santos
O vencedor irá ser contactado via email e o envio será efectuado pela editora.
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RESULTADO DO PASSATEMPO 

Com 669 participações, a participação vencedora foi a Nº 493 Ana Cláudia Alves Oliveira.
O vencedor irá ser contactado via email e o envio será efectuado pela editora.
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Todos os passatempos tiveram o apoio da PRESENÇA, consulte o site aqui.


Comecei a ler...


Finalmente!!
Só ontem devorei 125 páginas e por este andamento não dura dois dias :)
Estou a achar curioso encontrar as diferenças entre o livro e o filme. Habitualmente acontece ao contrário mas como desta vez fui teimosa e deixei a trilogia por ler, acabei por ver o filme primeiro.
Sei que assim que terminar o livro terei de repetir a dose, com pipocas à mistura.

Boas leituras :)

"A Informacionista" :: Opinião

Conheçam Vanessa, Michael ou Munroe! Seja qual for o nome que usa ou aspecto que apresenta, é a personagem mais recente a entrar no meu top de preferências. A sua capacidade de magicar e executar planos, aliada a uma personalidade marcante e uma história que prendeu da capa à contra capa, Munroe é uma força da natureza, por vezes certeira e eficaz, outras capaz de destruir tudo à sua volta com uma brutalidade nuclear.
"A Informacionista" tem a capacidade inegável de nos prender à narrativa, de nos arrastar pelos cabelos até ao continente Africano para acompanhar Munroe na busca de Emily, a filha do magnata texano desaparecida anos antes algures entre​ a Guiné Equatorial e o Gabão​.
E que missão de salvamento! São momentos de tensão, descobertas surpreendentes, traições, dor, reviravoltas e vingança.

Dei por mim mais que uma vez a perder o norte de tão embrenhada que estava na leitura e para mim, quase falhar ou perder por completo a saída do metro é um bom indicativo para um livro de qualidade. Fazia-me falta ler um livro que me deixasse renitente de o fechar, tanto por querer saber o que se passa a seguir quer por ter aquele receio idiota de que o tempo que perco entre os períodos de leitura é bem capaz de ser o suficiente para algo se passar na narrativa que me faça perder o fio à meada, como se a história fosse mudar só porque eu não a estou a ler de seguida. Sim estúpido, eu sei mas para mim é sinal de que a história além de interessante, tem um ritmo acelerado e carregado de emoção.
 
Nota: Sei que faz menção na capa mas as referências dadas por outros sobre Lisbeth Salander ou a trilogia
Millenium de Stieg Larsson​ passam-me completamente ao lado visto que apenas conheço a versão Filme e os três livros ainda aguardam senha de leitura na estante. Já li muitos comentários que comparam as duas protagonistas, eu por ignorância ou desinteresse, não tenho qualquer ideia de fazer referências ou achar uma melhor ou pior que a outra. Se for para comprar Munroe a alguém seria à própria autora que, pelo que li, teve um passado complicado como parte de um culto religioso e embora negue que estamos perante acontecimentos autobiográficos, não me tira da cabeça que, "toda a ficção tem uma certa quantidade de factos reais." 
Será Munroe inspirada em alguém que lhe é/era próximo e que conheceu durante a sua estada na Guiné Equatorial e outros países vizinhos?
Curiosamente, depois de ler esta entrevista compreendo as semelhanças e todos os detalhes culturais que são referenciados no livros.
Seja como for, aqui vai a minha opinião sobre A informacionista

Michael ou Munroe, como prefere ser tratada (por tudo menos Vanessa) é uma Bad Ass​, é um trunfo quando está no nosso lado mas a pior pessoa para ter como inimigo​. As circunstâncias em que cresceu, enquanto filha de missionários americanos nos Camarões​ que com todos se importavam menos com a filha que amadurecia entre os locais, ​permitiram-lhe ​absorv​er​ as culturas e os dialectos dos diferentes locais por onde passou. Essa capacidade tornou-a num bem indispensável para quem a treinou​ e moldou no que hoje ficamos a conhecer como Vanessa "Michael" Munroe, a informacionista, uma perita em obter informação nos locais mais recônditos e inacessiveis do mundo em troca de avolumadas quantias de dinheiro. Munroe é igualmente uma "killing machine" eficaz, calculista e precisa que faz tudo o que é necessário para sobreviver e que por vezes tem de reprimir os instintos assassinos que surgem no seu intimo, não hesitando em dar uso às competências letais que apreendeu nos seus anos de adolescência.
O facto de ter nascido em África e ter crescido entre o mais variado tipo de gente proporcionou-lhe as características que a fazem uma lenda, quer na sua terra natal quer nas funções que exerce "legalmente".
​A profissão em que hoje é mestre deve-se à capacidade inacta de se inserir em qualquer lado e aos anos de treino em grupos de estrategas, traficantes e mercenários que viviam de e para negócios ilícitos nos mais variados países da África central e nos quais Munroe era parte integrante.​ Os anos que passou definiram-na e marcaram para sempre a sua personalidade. Os demónios que carrega tornam-na a máquina perfeita mas é ser humano complexo, com um nº mínimo de confidentes em quem deposita parte do seu passado, presente e futuro.
Quando lhe é feito um pedido completamente estranho à sua linha habitual de negócio, no qual a necessidade de voltar ao local onde deixou parte do seu passado é obrigatória, Munroe pondera os prós e contras, especialmente sobre a possibilidade de ficar uns milhões mais rica mas não voltar viva de África para aproveitar essa riqueza.
Uma família que perdeu a filha num pais distante e inatengivel faz 4 anos, tenta por uma última vez encontrar uma resposta para o misterioso desaparecimento de Emily. E se Munroe não a conseguir encontrar então ninguém irá conseguir.

Desde o momento em que começa a delinear o plano de busca, sabemos que a jornada de volta ao continente africano será uma aventura, repleta de momentos de cortar a respiração e algumas gargantas. Ao partir nesta missão tem como companhia, indesejada e autoimposta, alguém em quem não confia mas que pode ser em igual medida a sua salvação ou a razão para ter a sua vida em risco. Ao fim de pouco dias no terreno, Munroe vê os seus planos alterarem-se a cada curva, como se tudo e todos lutassem para que esta missão não tivesse sucesso.

Mais que um trabalho, a missão de encontrar Emily torna-se um assunto pessoal, uma vendetta de Munroe quando a sua segurança física fica presa por um fio. Atentar contra a sua vida é o limite e quem ultrapassou essa linha terá de pagar. Para mexer os cordelinhos certos e atingir os seus objectivos, Munroe recorre a alguém do passado, que foi deixado para trás muitos anos antes quando deixou África e que pode ser muito mais que apenas uma pessoa que pertence ao seu passado. Mas será que pode confiar nele?
Num mundo de interesses, onde o poder e dinheiro são soberanos, haverá alguém a quem possa chamar colega, amigo ou amante?
Quando o passado e presente se mistura, o resultado é explosivo ​e a única pessoa em que Munroe confia é nela mesma.

​Um livro que me surpreendeu pela personagem principal, uma heroína auto suficiente, capaz e extraordinária que é capaz de desligar tudo e entrar em modo "killing machine" como ainda ceder às emoções perante as lágrimas e a promessa feita a uma mãe chorosa ou às palavras e toque de confidente do passado.​

Gostei tanto de ler este livro que sei não ser possível resistir ao seguinte!

​No entanto, é​ óptimo terminar o livro e ser imediatamente aliciada com o 3 ou 4 páginas de fazer crescer água na boca ​ao ler a continuação da história de Vanessa em "Os Inocentes", cujo lançamento já está agendado para Setembro deste ano. (Nice move Topseller - Gosto deste pequeno doce no final do livro, deixa-nos completamente presos à continuação mas igualmente sossegados/satisfeitos por saber a data do próximo lançamento)
"A Informacionista" é ​primeiro de uma série Vanessa Michael Munroe. Em Setembro sai " Os inocentes" e depois, lá para 2015 provavelmente, será lançado "A boneca" . No entanto estive a verficar no goodreads e já lá aparece referencia a um 4º livro, "The Catch" .
Topseller, Queremos todos!!

Até lá, Boas leituras!

domingo, 27 de abril de 2014

Novidades Topseller :: O Primeiro Marido

Cativada pela frase "dividida entre o seu marido e o homem com quem ela sente que deveria ter casado" não posso deixar de falar no livro, "O Primeiro Marido" de Laura Dave. Como já vi uns quantos casos semelhantes a terem os mais variados desfechos, estou curiosa de ver qual o escolhido pela autora.


 » Excerto «
 Sinopse
Uma história romântica e divertida sobre uma mulher dividida entre o seu marido e o homem com quem ela julgava que se ia casar. Annie Adams está a alguns dias de celebrar o seu 32.º aniversário e pensa que encontrou, finalmente, a felicidade. Jornalista, escreve uma coluna semanal sobre viagens e passa a vida a explorar os lugares mais exóticos e interessantes do mundo. Vive em Los Angeles com Nick, o namorado com quem já pensa casar, numa relação aparentemente feliz que já conta com cinco anos. Quando Nick chega um dia a casa e a informa de que, «segundo a terapeuta», talvez precisem de «um tempo», Annie fica destroçada. Perdida num turbilhão de sentimentos, Annie acaba por conhecer Griffin, um charmoso chef, que de imediato a conquista. E em apenas três meses, Annie dá por si casada e a reconstruir a sua vida numa zona rural do Massachusetts. Mas quando Nick lhe pede uma segunda oportunidade, Annie fica dividida entre o seu marido e o homem com quem ela sente que deveria ter casado.

 Uma novidade
http://www.topseller.pt/livros/o-primeiro-marido

PS: Hoje na Bertrand fiz um double take quando olhei para o livro. Primeiro reconheci a capa como a novidade Topseller mas depois voltei atrás para ver a fitinha, que me é familiar dos romances sensuais da Quinta Essência. Pensei que me tinha confundido com a capa.
:) Afinal não...este tem fitinha!

sábado, 26 de abril de 2014

Toma lá e não te queixes!

Falava eu que a lista de livros por ler é grande mas não consigo resistir a um mergulho na MEGA estante da mana.
Da última vez que lá fui tinha vontade de trazer uns 10 livros. Como sei que muitos iam ficar muito tempo na estante até serem lidos, optei por 4 mais imediatos.


James Paterson é James Paterson, isto por si só é um motivo de escolha!


e uma sugestão da mana

Juntam-se assim à lista de livros que espero atacar nos próximos tempos.
Ok sendo realista, nos próximos meses :)

Série Merry Gentry de Laurell K. Hamilton :: Opinião

A minha entrada no mundo criado por Laurell K. Hamilton à volta de Merry Gentry, foi o equivalente a cair num buraco escuro onde andamos às apalpadelas a tentar conhecer o terreno e pelo meio da nossa demanda, começamos a desvendar pequenos brilhos que nos vão deslumbrando e conquistando, ao ponto de nos esquecermos do quão perdidos estamos.
1º Livro : Beijo das Sombras      (não li)
2º Livro : Carícias da Noite
3º Livro : Sedução do Luar

Pode parecer que não mas falta-me uma base importante ao iniciar a história de Merry e todo o seu complexo e populoso mundo.
A carga política na série da Princesa Merry é enorme e este é talvez um dos aspectos mais importes dos livros. Não há movimento ou palavra que seja proferida sem ter em consideração as tradições, os títulos ou a história das cortes Seelie e Unseelie. Saber que qualquer olhar ou passo em falso pode ter repercussões catastróficas, torna a vida da Princesa e da sua consorte num pântano cheio armadilhas, grande parte delas montadas pela Rainha Unseelie, tia de Meredith. Confesso que a informação que suporta a história principal, a ascensão de Meredith ao Trono Unseelie mediante a conceção de um herdeiro, torna a história pesada. Sinto-me quase tentada em manter apontamentos sobre os "do and dont's" em ambas as cortes, os aliados de Meredith e os amantes, que são igualmente os seus guardas. Curiosamente, por vezes dou por mim a esquecer um ou outro guarda, até que este reage a uma situação ou personagem. Na realidade, a companhia de Meredith é tanta que chego a ter pena dela. Não, espera, pena não. Ela tem a cama sempre quente, cenas de sexo estupendas e embora muitos estejam com ela por obrigação ou sede de poder, é curioso ver o quanto são diversas as personalidades dos homens que fazem parte da vida de Merry. É interessante como ao fim de 2 livros eu ainda não consigo dizer que um ou outro deva ser o escolhido, o que a vai engravidar e fazer ao seu lado o caminho até ao Trono Unseelie. Cheira-me que, com as reviravoltas mágicas que vi ao longo do segundo livro, esta escolha natural não seja simples e o resultado acabe por tornar o enredo mais complicado mas igualmente interessante.
 Claro que, com a descrição majestosa das cenas íntimas (mesmo as mais estranhas e animalescas) temos mais que motivação para ler a continuação destes três livros até agora publicados.

Sei que talvez esta seja a crítica mais curta de toda a história de opiniões que já demos aqui no blog mas ainda sou um pouco incapaz de colocar palavras a minha opinião sobre esta série sem revelar detalhes que sejam considerados spoilers para quem a segue fielmente.
Cheguei ao fim dos dois livros, sei que gostei de os ler, tenho sérias dificuldades em reter toda a informação que me foi dada, não fiquei louca com o mundo da Merry mas tenho curiosidade de saber mais, de saber quem é que vai acabar ao seu lado como rei do Trono Unseelie.

Até lá, vamos continuar a ler.
Boas leituras
:)
PS: aceito resumo detalhe por email, acho que ainda me falta entrar a série a valer.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O que me reservas, querida Sylvia?!

Depois do grande sucesso da Trilogia Crossfire (que ainda não terminei de ler), chegamos um livro único da mesma autora.
O que será que Sylvia Day preparou para nós neste "Feitiço"?

Feitiço é uma obra em tudo próxima e cheia de momentos de enorme sedução.
Hmm...
Curiosos?

Sinopse
»Excerto«

Uma novidade

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Abby Glines - Uma novidade Saída de Emergência

Uma novidade Saída de Emergência que tem na capa uma cara portuguesa.
Lembram-se do casting que falámos aqui?
Este é o resultado final.

Com a Maria João Correia na capa, anunciamos o lançamento do primeiro volume da serie Sem Limites de Abbi Glines.
"Paixão sem Limites" fica à venda a 16 de Maio
SINOPSE
Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Passou os últimos três anos a cuidar da mãe doente. Após a sua morte, Blaire é obrigada a vender a casa da família no Alabama para pagar as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem ter onde ficar. A única solução que encontra é pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Florida, Blaire depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Como se não bastasse, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada daquela nova irmã. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com uma famosa estrela do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias mulheres para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente o mesmo. Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam por se entregar a uma paixão proibida, sobre a qual não têm qualquer controlo. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.

Para mais informações, sigam a página Sem Limites, no Facebook
 ou consultem o site da editora
http://www.saidadeemergencia.com/produto/frutos-proibidos/

"A Vingança veste Prada" - Opinião


Arranco para a "Vingança veste Prada" com o filme na cabeça e com o seu final bem fresco na memória. Ainda outro dia estive a rever o filme que já não via desde 2006 e continuei a adorar a dinâmica da história por isso não podia deixar passar a oportunidade de ler a continuação e as possíveis complicações que Andrea sofre como consequência de ter ignorado e "deixado" Miranda na mão. Ninguém deixa Miranda Prestley, ela é que os descarta.
Por isso, quando em "O Diabo Veste Prada" deixamos Miranda, o Diabo em pessoa, sozinha em Paris depois de Andrea, a nossa heroína, a ter mandado passear, a ela, às suas regras, aos telefonemas incessantes e à sua atitude desprezível, sabemos que a vida de Andrea até pode  ter um período calmo mas se deseja trabalhar na área editorial e em Nova Iorque irá sem duvida voltar a cruzar caminhos com
Miranda (nem que seja nos seus pesadelos).
É exactamente ai que estamos com o início de "A Vingança Veste Prada"

Passaram-se 10 anos desde esse momento e a Andrea, que ganhou calo no doloroso ano em que trabalhou sob o escrutínio de Miranda, tornou-se uma mulher bem sucedida no mercado editorial, onde a sua "The Plunge" ganha terreno de dia para dia, ao aliar os elementos de sucesso da Runway com a temática dos Casamentos. A revista é o seu sonho, o projecto de desenvolve de raiz e abrir mão desse projecto é a última coisa que deseja, logo agora que as fundações da sua vida adulta estão sólidas.

Gostei de reencontrar Andrea mais crescida, nem sempre confiante, especialmente no momento em que está iminente o dia do seu casamento com o que parece ser o homem da sua vida (e de sonho de muita mulher). Ficamos a conhecer Max, aparentemente perfeito, bonito, de boas famílias, responsável e que está perdido de amores por Andrea, independente do que ela possa achar escassos minutos antes do enlace.
É neste momento inicial, onde começamos a conhecer o presente da Andrea, que temos oportunidade de viajar ao passado para saber o que se passou e como é que ela chegou até ali, quer pessoal ou profissionalmente.
É interessante saber que a seu lado está Emily que NUNCA pensámos ver como aliada de Andrea e que juntas, conseguiram criar um negócio de sucesso, tão valioso que acaba por chamar atenção do grupo editorial da Runaway, agora chefiado pela malfadada Miranda.
Este é toque final na salada russa que é a sua vida.
Sob os ombros de Andrea pesam as dúvidas sobre o seu recente casamento, as responsabilidades da vida adulta, o fantasma do ex namorado e a decisão complicada de vender a revista à mulher que mais despreza no mundo é exactamente a última coisa em que quer pensar. Colocar nas mãos de Miranda o seu "bebé editorial" é tema permanente ao longo do livro mas nem de todo o mais desenvolvido, sendo a vida de Andrea e os seus drama o ponto fulcral deste segundo volume.
Embora tenha gostado de ler esta continuação, sinto que se perdeu a oportunidade de ver mais momentos de tensão com Miranda em cena, focando a trama uma pouco mais na venda do projecto de Andrea e Emily e menos em certos aspectos pessoais da personagem principal. Acho que é a sempre a malvada expectativa que me estraga certas continuações.

Infelizmente, e embora não tenha lido o primeiro livro (só li opiniões e vi o filme - que adorei), esta sequela não faz juz ao nome do livro, à qualidade maquiavélica e brilhante da primeira parte e o enredo não me arrebatou, salvam-se apenas algumas excepções, especialmente um ou outro detalhe nas cenas finais. Parece-me uma vã tentativa de prolongar o sucesso que foi o primeiro livro e consequente filme.

Um pouco mais Miranda, mais vingança a sério e menos drama pós casamento de Andrea e teria sido a receita para o sucesso, pelo menos aos meus olhos. Em filme, será sem dúvida um show!
Quando sair o filme, estou lá para confirmar a minha opinião.


Uma leitura com o apoio
http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-contemporaneo/a-vinganca-veste-prada/

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A lista de espera da ElsaR

Toda a gente tem uma lista de livros à espera de serem lidos.
Não interessa se são novos, velhos, esquecidos na estante, emprestados, requisitados na biblioteca...por vezes são só 1 ou 2, mas noutros casos são dezenas (vá centenas era puxar muito......era, não era?)
 Eu não sei quantos tenho mas a lista tem crescido nos últimos meses.


Lembro-me perfeitamente de sempre ter tido alguns livros nesta prateleira, livros que comprava e acaba por não ler. Isto era a Elsa numa época de leitora pouco dedicada, que achava ter coisas mais interessantes para fazer que perder o tempo a ler. Hoje a prateleira atingiu o limite, além destes que aparecem aqui à frente, há ainda a fila que está atrás, repleta de livros mais antigos, não tão imediatos. 

E a questão agora é....o que vou ler a seguir???

Livros que se tornam filmes (ou séries, também gostamos de séries!)

Adoro pensar "este livro dava uma série brutal" e depois verificar que alguém pensou no mesmo. Acabei de verificar que já há planos para a adaptação ao grande ecrã do livro que estou a adorar ler, "A Informacionista" de Taylor Stevens.


Parece que a história de Vanessa "Michael" Munroe captou a atenção de James Cameron. Infelizmente, ainda não se falam em datas visto que o realizador tem a braços a continuação de Avatar. 

Acho que ainda vai demorar algum tempo a ver a Munroe em acção num ecrã bem perto de nós.
Mas garantidamente não vou perder a oportunidade de ver este filme, nem se ler o resto da série....sim, A Informacionista é apenas o primeiro volume da série Vanessa Michael Munroe.
:)
Óptima notícias!!

Psiu....Pede-me o que quiseres!!

Já não falta tudo para ter o terceiro volume na estante, ao lado destes dois. 
É já no mês de Maio que vamos ter a oportunidade de ler o terceiro e último volume da história criada por Megan Maxwell, que tivemos tanto gosto em conhecer e entrevistar.


Quem é que não quer ficar a saber o fim da história de Eric e Judith?
Algo me diz que isto ainda vai pegar FOGO!

Vê a nossa opinião sobre os dois primeiros livros da série
(aqui)

Uma novidade


Dia Mundial do Livro - Passatempos Editoras/Facebook

São tantas as iniciativas boas neste dia que não podemos deixar de as partilhar.
No Facebook estão a decorrer os seguintes passatempos



(se tiverem conhecimento de mais algum, deixem nos comentários)

Culto à Guerra dos Tronos - Uma novidade Planeta

Sou uma fã confessa de Game of Thrones. O culto semanal regressou faz menos de um mês com a 4ª temporada e como ainda não tive oportunidade de ler A Feast of Crows (eu li os livros na versão original), estou pela primeira vez COMPLETAMENTE a zeros. Tenho por companhia o conhecimento adquirido e algumas suposições para o futuro das crónicas.
Mesmo concordando com a frase "The internet is dark and full of spoilers", tenho a oportunidade de, semana a semana, ver um novo episódio desta série espectacular mesmo não tendo tempo para ler.

Mas agora deixando a série e concentrando-me nos livros.
Hoje tive a oportunidade de juntar à estante um exemplar muito interessante relacionado com As Crónicas de Gelo e Fogo.
Sabiam que existe uma versão BD?
E acabou de ser lançada um terceiro volume!!

Fugi sempre de comprar o primeiro da colecção por saber que livros com desenhos atraem as mãos mais pequenas cá de casa e todos sabemos que Game of Thrones é dedicado a pessoas com mais de dois dígitos de idade.

Uma colecção 
Como podem ver pela capa, este terceiro volume centra-se no momento em que Ned é Hand....ohh qual é a expressão em Português? Hand of King ou Mão do Rei :P
Reconhecem as três personagens que seleccionei na montagem anterior?

Vejam mais informações sobre o 1º e 2º volumes
http://www.planeta.pt/livro/a-guerra-dos-tronos-vol-1http://www.planeta.pt/livro/a-guerra-dos-tronos-vol-2

Eu cá devia tirar férias e ler de rajada o 4º livro. 
E por ai, temos fãs dos livros? 
Da série? 
Claro que temos!!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Comecei a ler...

Começar a semana com uma nova leitura.

A Informacionista - Sinopse
Vanessa «Michael» Munroe trabalha com informação. Depois de escapar a uma infância traumática numa África Central sem lei, a sua formação e o seu treino permitem-lhe obter todo o tipo de informações, independentemente do cenário de operações onde se encontre. Por isso, é agora requisitada por empresas, instituições, chefes de estado e clientes privados que podem pagar os seus serviços únicos no mundo. 

Quando um bilionário texano do mundo do petróleo a contrata para encontrar a sua filha desaparecida em África, Munroe regressa a um mundo selvagem e profundo que tão bem conhece, enfrentando forças misteriosas que estão determinadas em manter em segredo o destino da rapariga desaparecida. Para ter alguma esperança de sair da selva com vida, Munroe vai ter de enfrentar, finalmente, os fantasmas do passado que durante tanto tempo fez por esquecer. 

Uma leitura com o apoio 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"A Fenda", Doris Lessing - Opinião


Chego a Doris Lessing, através da apresentação de "Amar de novo", referido e comentado na Roda dos Livros, na qual participo e aprendo bastante, ficando igualmente atenta para novos autores, como foi o caso.
Doris Lessing é galardoada em 2007 com o Prémio Nobel da Literatura vindo assim firmar o valor das suas obras controversas e que fogem ao seu tempo, pondo em causa ideologias e religião. "A Fenda" segue esse percurso e dá um olhar feminista e de ruptura perante o papel atribuído à mulher. A critica em geral atribui-lhe enorme significado e tem uma vasta obra publicada, com mais de 70 livros. Começou a escrever a partir dos 25 e faleceu recentemente, em 2013, com 94 anos.

Sob o seu olhar feminista, "A Fenda" parte do princípio: «Foi apontada a possibilidade de a estirpe humana básica e primordial ser feminina e de o aparecimento dos homens ser mais tardio, à semelhança duma reflexão cósmica posterior.»
O livro abre também com a premissa: "O homem faz, a mulher é." de Robert Graves, deixando adivinhar a declaração de poder e primazia das mulheres.

As mulheres deste (quase) romance efabulatório, são as Fendas, fêmeas que apenas dão à luz outras fêmeas por partenogénese (gestação/reprodução sem fecundação) e que, acidentalmente, sem se saber como, uma delas dá à luz um bebé diferente, um exemplar do sexo masculino, portanto, um Monstro, ou um Esguicho (por oposição a fenda)... termo que posteriormente os passa a caracterizar visto serem portadores de uma fisionomia diferente e quase que preocupante face à das fêmeas.

Numa luta entre o Bem e o Mal, coloca-se a possibilidade de eliminar tais Esguichos, revelando assim um lado mais violento e por tal, contestado. Lessing demonstra a urgência e quase o prazer daquelas mulheres em massacrarem e exporem ao abandono os bebés masculinos.

: «Quando expúnhamos os nossos bebés deformados, as águias vinham buscá-los. Nós não matávamos os bebés, as águias é que os matavam.»

A repugnância, o medo, o desconhecido e o "ser diferente", mas tão próximo e semelhante abalou e pôs em causa a inquestionável descendência das Fendas pela Fenda e o papel das mesmas na comunidade já ancestral. A separação por sexos, em lados opostos da montanha e a quase protecção por elementos diferentes da Natureza talvez queria desenhar e organizar as diferenças que separam e rivalizam homens e mulheres, no entanto, a meu ver, a acção, o enredo e até a própria linguagem deixa muito a desejar.

A sobrevivência associada ao Rochedo da Morte e à Mãe águia, salvadora dos Esguichos e a Fenda protectora e que abriga as Fendas, a divisão entre as anciãs, Velhas Elas e outras personagens como Astre, Maire ou o primeiro Ele, são personagens e cenários com os quais tive imensa dificuldade de me ligar. A própria narração da história, sempre na suposição, no carácter experimental... retira o impacto e a litologia que a autora pudesse querer dar com a obra. Vejo essas partes da narrativa como cortes, que quebra e chegam a permitir ridicularizar toda aquela nomenclatura, que a certa parte me parece forçada e descontextualizada.

Sendo assim, a minha estreia com esta autora, cuja biografia (que tenho vindo a ler aqui e ali) me parece melhor que esta obra, se bem que os entendidos, afirmem que obra e biografia se fundem e daí a fama de grande parte das obras de Doris Lessing.

Quem sabe, se me cruzar com Os Diários de Jane Somers e com O Verão Antes das Trevas, os adquira e me perca pelas personagens que se misturam na biografia da autora.

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Banda sonora (enquanto escrevi o artigo), clique na cassete ;)