domingo, 30 de novembro de 2014

Um amor em Roma 40 D.C

O fascínio da Roma antiga ganha vida num romance de tons sedutores e misteriosos.


Roma 40 d. C. Gaio Júlio César Germânico, Calígula, é imperador. Marco Quinto Rufo é o segundo homem mais poderoso de Roma. Lívia Urgulanila tem um passado para esquecer. Ele é um homem endurecido pela floresta germânica, bonito e forte, que não conhece o medo ou limites. Ela é uma aristocrata refinada e arrogante cujo destino já está escrito.
Mas os deuses decidiram de outra forma e quando Rufo a toma para si, não imagina remotamente as consequências do seu gesto. Roma não é uma província onde tudo, incluindo raptar uma mulher, é permitido. E mesmo que o próprio Calígula decida dar-lha, conquistar o coração de Livia irá ser a tarefa mais difícil e temerária que Rufo já empreendeu.
Irá Lívia entregar o seu coração a um homem cruel que não hesita diante de nada?

O esplendor da Roma dos Césares, a capital que representava o coração pulsante e o emblema da grandeza do Império ganha vida neste romance que abre ao leitor uma porta para a vida social e quotidiana dos romanos durante o último ano do reinado do imperador Gaio Júlio César Germânico, conhecido como Calígula (em 40 dC) e é, ao mesmo tempo, uma intensa e apaixonada história de amor. 

«Um excelente romance, com uma textura densa de acontecimentos, em que a verdade histórica e a ficção se fundem na perfeição. A não perder.» 
http://bibliotecaromantica.blogspot 

«Um romance histórico a não perder, onde o amor e a dor, as intrigas e as conspirações, a amizade e a honra mantêm o leitor agarrado às páginas.» 
http://insaziabililetture.forumfree.it 


http://www.quintaessencia.com.pt/pt/romance/contemporaneo/roma-40-d-c/

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Comecei a ler...

Porque Nick e Kate são a dupla perfeita para me arrancar umas gargalhadas neste final de semana :)
Venham conhecer o segundo volume da série Fox & O'Hare de Janet Evanovich.

Kate O’Hare, a implacável agente especial, e Nick Fox, um dos criminosos mais procurados do mundo e agora aliado do FBI, são destacados para uma missão de alto risco. O alvo da missão é Carter Grove, ex-chefe de gabinete da Casa Branca e líder de uma agência de segurança privada. Há 10 anos, Grove roubou um raro artefacto chinês do Smithsonian, o qual foi secretamente substituído por uma peça falsa. Agora, o governo chinês exige a sua devolução. É preciso recuperar a verdadeira obra de arte sem levantar suspeitas, para evitar o corte de relações entre os EUA e a China. Em contrarrelógio, Kate, Nick e a sua peculiar equipa de vigaristas têm apenas duas semanas para pôr em prática um plano ousado e mortal. De Washington a Xangai, passando pela Escócia, Canadá, Los Angeles e Nova Iorque, esta dupla improvável embarca numa emocionante aventura repleta de suspense e reviravoltas imprevisíveis.

Relembro a opinião a "O Golpe"

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Opinião :: "Possuí-me" de J. Kenner

Pequeno mas poderoso. E não, não falo de Damien Stark! :P
Falo de "Possui-me", o mais recente livro da série criada por J. Kenner, editado pela Topseller mesmo a tempo da surpresa do Natal deste ano.
Já viram a deluxe box???

Em menos de 152 páginas, vemos onde os últimos três livros nos levaram, aos dias que antecedem o enlace de Damien e Nikki.
Determinados em fazer maravilhas no pouco tempo entre o pedido e a data da cerimónia, Nikki vê-se a braços com todo o planeamento, os contratempos habituais, uma mãe do mais ordinário que há e um estimulante, criativo e dedicado noivo.

E quando pensamos que não há volta a dar aos dramas que teimam em assombrar os dias solarengos de Malibu, Nikki e Damien voam por cima dos problemas determinados em fortalecer mais um pouco o forte laço que os une.

Que venha o 5º livro!!!

Lembrem-se que este livro é a continuação de "Liberta-me", "Deseja-me" e "Ama-me". 
Vejam as opiniões aos 3 primeiros livros e preparem-se porque há mais depois deste.

Uma novidade

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

UM, DÓ, LI, TÁ... de M. J. Arlidge

Arlidge brinda-nos com o verdadeiro page turner "recheado de farrapos humanos traumatizados e balbuciantes". A descrição não é minha, está no livro numa altura em que já não há esperança para quase nenhum dos personagens e é uma forma muito acertada de caracterizar e resumir este thriller, sem ser de modo algum redutora ou sensacionalista.
M. J. Arlidge criou um relato arrepiante!


Só pelo título fez-me lembrar mais do que um dos episódios da temporada 8 de Mentes Criminosas, mas a sua leitura ligou-me a imagens ainda mais imponentes. A escrita de Arlidge consegue transportar-nos a locais tenebrosos, negros, fétidos, marcantes... miseráveis. Sem dúvida que em "UM, DÓ, LI, TÁ" o autor e produtor de séries televisivas terá uma potencial saga de culto para os fãs do género. Por isso, venha em livro ou em episódios, serão todos bem vindos, os novos desenvolvimentos e investigações de Helen Grace, Charlie e quem sabe Jake.

"Um vive e um morre. Não há outra sorte." funciona como um slogan sádico, uma promessa, um teaser para o fim de duas vidas, e não só! A solução de uma mente perturbada para pôr fim ao seu sofrimento, causando ainda mais sofrimento, punição, angústia e morte, nunca sem antes revelar muita miséria humana.

O enredo e o motivo são bem construídos e igualmente bem desconstruídos, integrando muito bem o leitor dentro da investigação. A vontade de ler é imparável. Os capítulos curtos e os relatos dos cativeiros são um acelerador propositado para o leitor se envolver. Dos detalhes sórdidos aos episódios mórbidos, o livro tem parágrafos estruturados para nos fazer tremer. A velocidade com que Arlidge muda de cena e de personagem mantêm a atenção no máximo, no entanto, não há aqui show forense, nem especulação desnecessária ou stress burocrático e altas patentes ... não, aqui há cenas arrebatadoras, sem medo de chocar.

"Dois reféns, uma bala. Sacrificaria a sua vida pela de outra pessoa?"

E realmente é de sacrifício que aqui se fala. Sacrifício e sobrevivência, mas tal como comecei, os farrapos humanos que restam, que sobram, chegam-nos desumanizados, brutalizados... e depois disto que vida resta? Sacrificar o outro é salvar quem sobra? Ou quem sobrevive já lhe resta pouco a que possa chamar de vida? São questões interessantes, a especular não só aplicando o caso de crimes e violência frutos do acaso, mas também fruto do abuso familiar ou em larga escala de uma guerra, por exemplo.

"UM, DÓ, LI, TÁ" foi uma leitura imparável, mas ainda assim detalhada e interligada (ao Criminal Minds!).
Em resumo, Arlidge é meticuloso, organizado, sem rodeios, promove um thriller frio e cinzento, como um dia típico londrino... mas aqui não há lugar a chá das cinco... a delicadeza e a etiqueta são coisas que já não se usam.


Uma leitura obrigatória para arrebatar as leituras de policias de 2014 e dizer: este foi o meu favorito!

Uma leitura com o apoio TOPSELLER, leia mais aqui.

"A Montanha de Hitler" de Irmgard A. Hunt

A história das figuras que estão na nossa memória. Um livro que os curiosos da 2º Guerra Mundial não vou querer perder.

Tendo crescido nas imponentes montanhas de Berchtesgaden, a poucos passos de distância do retiro alpino de Hitler, Irmgard Hunt teve uma infância aparentemente feliz e simples. Nas suas memórias poderosas, esclarecedoras e por vezes assustadoras, relata uma infância vivida sob um dirigente diabólico mas persuasivo. Este não é um livro apenas de memórias, é o retrato de uma nação que perdeu a sua bússola moral. É a história perturbadora de uma família e de uma comunidade num período histórico e numa localização que, embora se estejam a tornar rapidamente remotos para nós, assumem, mais do que nunca, uma enorme relevância para a nossa época.

Uma aposta

A Colheita de Jim Grace

A Colheita foi FINALISTA DO MAN BOOKER PRIZE e do GOLDSMITHS PRIZE 2013
O The Guardian considerou-o o «Melhor Livro de Ficção 2013».
O site amazon.com marca-o com 4 estrelas e o Goodreads também.
Fiquem a conhecer o livro de Jim Grace.


Encontramo-nos em Inglaterra, numa aldeia tranquila onde ainda se vive ao ritmo das estações e dos trabalhos agrícolas sazonais. Num final de verão, no entanto, o novo senhor das terras e os seus homens chegam e confiscam os terrenos comunitários para iniciar a criação de ovelhas e a produção de lã. A desconfiança, o medo, a revolta e a violência instalam-se e, em apenas sete dias, assistimos à dissolução de uma ordem social quase paradisíaca face ao nascimento da era industrial. Mas qualquer coisa ainda mais inquietante se insinua no coração desta história narrada pelo único homem que fica para a contar... Walter Thirks. A prosa encantatória e poética de Jim Crace serve esta belíssima narrativa na perfeição.

«Jim Crace é um dos escritores mais versáteis. Um contador de fábulas, um coração aberto, com uma imaginação em pleno voo. Há algo de uma colheita em cada livro seu: a promessa, a violência, a queda, a regeneração, e este é um dos seus melhores romances de sempre. É um dos grandes escritores do nosso tempo.» 
Colum McCann, escritor

«Excelente, inimitável, Jim Crace ocupa um espaço próprio entre os romancistas ingleses dos nossos dias.» 
The Independent 

«A prosa de Jim Crace é extraordinária: opulenta e contudo discreta, distante e familiar, ao mesmo tempo intimista e austera.» 
The Guardian 

«Crace continua a ocupar um lugar único na literatura contemporânea.» 
Kirkus Reviews, starred review


Uma aposta

O meu coração pequenino :)

«Hoje vou abrir as portas do meu coração. É um tesouro que muda de cor consoante o meu humor.»
Adoramos livros amorosos!


Sinopse: 
Um livro poético para toda a família, que expõe ao longo das páginas as emoções e os sentimentos de uma menina na qual todas as crianças se revêem de vez em quando. O cortante em todas as páginas cria um efeito mágico, tornando este livro ainda mais especial. Da alegria à tristeza, passando pela raiva e pelo ciúme, No Meu Coração Pequenino é um livro terno para ler e reler.

Uma aposta

Novidade Planeta : Agenda Literária "Amo-te mais do que ontem e menos do que amanhã"

O amor só é amor se tiver 365 dias. 
Nesta agenda estão os 365 dias do ano para tomar nota de compromissos, reuniões, almoços, viagens, grandes ideias.
O Efeito do Livros sugere a anotação dos livros lidos e das citações que mais vos marcaram ao longo do ano que está quase a começar.
Digam lá que não é uma óptima prenda de natal?

Agenda Literária 
AMO-TE MAIS DO QUE ONTEM E MENOS DO QUE AMANHà
Maria Inês Almeida 
(Selecção de textos)

Guarde sempre uma linha para o amor: afinal todos os dias são dias para amar. Na correria dos dias, essa linha fará toda a diferença, a si e à pessoa amada. 
Não precisa de o marcar aqui – só na agenda do coração -, mas, pelo que ler nestas páginas, perceberá como o amor é indispensável aos 365 dias de cada ano.

Uma novidade

Comecei a ler...

Depois de uma semana com Gideon Cross, uma tarde no sofá com "Para Sempre, Talvez", chegou a altura de ler de uma assentada "Possui-me", o quarto e mais recente livro da série Stark de J. Kenner.


«Sonhei durante muito tempo com o meu casamento de conto de fadas, mas só quando conheci o Damien Stark que me capturou com os seus beijos e me libertou com o seu toque é que comecei a acreditar que ele era o meu destino. Apesar dos segredos e das cicatrizes que ambos carregamos, fomos curados pela paixão que nos une. Rendemo-nos completamente um ao outro e o êxtase a que chegamos é a luz mais brilhante da minha vida.Mas ainda existem algumas sombras sobre a nossa felicidade. Fantasmas do passado reapareceram para destruir o que mais amamos.O Damien é a minha âncora neste mundo, e eu sou a dele. Mas se quisermos ficar juntos, vamos ter de combater o nosso passado e avançar sem medo em direção ao futuro.»

Lembrem-se que este livro é a continuação de "Liberta-me", "Deseja-me" e "Ama-me". 
Vejam as opiniões aos 3 primeiros livros e preparem-se porque há mais depois deste.
E a Topseller tem uma novidade bombástica para este natal!

Uma novidade

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Opinião :: "Para sempre, talvez" de Cecelia Ahern

Há livros que nos divertem, outros que nos aborrecem. Há os que nos fazem sorrir e os que nos fazem chorar. E depois, há os que nos fazem passar por essa panóplia de sentimentos para no fim nos deixarem emocionalmente devastados. 
Se numa parte da estante tenho livros que me tocaram num ponto sensível, então "Para Sempre, Talvez" tem lugar no grupo. Explicar porquê requeria mexer na minha vida pessoal, por isso, apenas desta vez, vou abster-me de comentar a história e cingir-me aos factos sobre Rosie, Alex e os anos que "Para Sempre, Talvez" aborda.

Foi interessante ler um livro unicamente composto por mensagens, chats, emails, cartas, postais e convites que acompanham estas décadas de acontecimentos marcantes na vida de duas pessoas que seguiram cada uma o seu destino sem nunca deixarem de pensar no outro. Uma amizade que veio desde criança e que ficou selada quando Alex se muda para Boston em busca de um futuro brilhante em Medicina e Rosie perde o norte na sua cidade natal de Dublin ao ficar grávida quando a sua vida estava apenas a começar.
Alex e Rosie conheceram-se durante uma vida inteira e gozaram de uma amizade pautada por grandes doses de honestidade, entendimento, carinho, apoio e distância física (visto terem o Atlântico a separá-los), no entanto, não houve um momento em que tivessem sido verdadeiramente sinceros com os sentimentos que nutriam um pelo outro, razão pela qual acompanhamos a sua história ao longo de décadas, por entre amores e desamores, casamentos, filhos, drama e humor, mas sempre separados.
É engraçado como várias histórias que conheço deste género sempre me levaram a pensar o mesmo. Bad timing! 
O sentido de oportunidade das personagens em expressar o que sentem nunca vem na altura certa, quando um está decidido em confessar o que lhe vai na alma, o outro está preparado para lutar pela estabilidade da sua vida periclitante com outra pessoa, e vice versa. E assim se passam meses, anos, uma vida. 
E levamos o livro todo a pensar...será que há um final feliz?
Será que o fim de uma coisa é realmente o princípio de outra? Ou por vezes temos de dizer chega e pensarmos na nossa felicidade em vez de colocarmos sempre os nossos pais, maridos e filhos em primeiro lugar?

Bem...
Desde que li PS Eu amo-te que tinha Cecelia debaixo de olho mas com este isto de comunicação escrita com que contou a história de Alex e Rosie arranjou uma fã.
Levou-me do riso às lágrimas com o virar de uma página e fez-me recordar que o passado é bom de ser recordado e o futuro é da nossa inteira responsabilidade e que não devemos esperar que a nossa vida se resolva por ela. 
E em honra do passado, deixo-vos música. 

Tinha uma playlist inteira para este livro mas deixo-a para quando publicar a opinião ao filme. Será que quero mesmo ver isto no cinema? :S
Só pelo trailer vejo mudanças. Quem já viu o filme?

"Para sempre, talvez" é um livro Editorial Presença.
Como o meu livro tem 10 anos, ainda tem a primeira capa mas com o lançamento do filme já se encontra disponível a edição com a capa actualizada. Qual a vossa preferida?
:)
Boas leituras

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Em breve...


Veja mais sobre a ESTANTE, nos vários links abaixo disponibilizados:
Público - notícia de lançamento.
Fnac no Youtube - making off
ou visite:

Uma parceria Adagietto/Fnac

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

E a wishlist cresce...

Depois de "Dominada" ter entrado na wishlist no início do verão, temos agora a sua continuação a fazer-lhe companhia.


A paixão de Rylee e Colton prevaleceu, contra todas as hipóteses. O amor entre ambos foi demasiado forte, ainda que não o consigam admitir. Mas será que o muro negro que se vai erguer entre ambos os poderá destruir?

«O Colton roubou o meu coração. Caí um dia nos seus braços por força do destino, e tem-me, desde então, cativa na sua paixão. Ele acendeu sentimentos dentro de mim que julguei terem morrido para sempre.»

«A Rylee caiu daquela maldita despensa um dia direitinha para a minha vida, e nunca mais voltei a ser o mesmo. Ela vislumbrou fragmentos da escuridão que habita dentro de mim e, no entanto, ainda cá está, a lutar por nós.»

«Ele corta-me a respiração, arrebata o meu coração e traz-me de volta à vida, tudo com um único toque. Mas como poderei amar um homem que não me deixa entrar na sua alma? Que insistentemente me afasta, para que não conheça o seu passado desfeito? O meu coração é dele, mas sinto os limites da paciência e do perdão a acercar-se de mim.»

«Como posso eu desejar uma mulher que me exaspera, me desafia e me força a ver que, no profundo abismo que é a minha alma, há uma pessoa digna de amor? Um lugar e uma pessoa que jurei nunca voltar a visitar e a ser? Eu sei que não sou quem ela precisa. Então, porque não consigo deixá-la partir?»   

Uma novidade

Cinema - Hunger Games : A Revolta - Parte 1

Não deixes para amanhã o que queres ver hoje!
E na realidade, eu já queria ver este filme desde que terminei a leitura do livro em Março de 2012. Por mim eu sentava-me no cinema e via tudo seguido, do princípio ao fim, só com pequenas pausas para comer e ir ao WC.
Honestamente, no natal de 2015 acho que vou fazer exactamente isso. Hunger Games Marathon em DVD, com pipocas, pijama e manta no sofá lá de casa.
Mas até lá, vamos falar de A Revolta - Parte 1 que estreou esta semana nas salas de cinema.

Quando li o livro achei que a história abranda imenso neste momento. Katniss está devastada, o 12 já
não existe, perdemos personagens de adorávamos e somos remetidos para um buraco para dar inicio à revolução MAS temos novos personagens para adorar e odiar, momentos marcantes e o reacender da chama de Katniss pela vontade de fazer justiça e se reencontrar com Peeta, de quem eu senti uma saudade imensa durante esta metade do livro/filme.

Dizer que o filme está perfeito era cair em repetição visto que foi exactamente o que disse no ano passado após ter visto "Em Chamas" mas está, na realidade não houve nada que me desiludi-se no filme. As personagens estão cada vez melhores, as novas encaixam na perfeição naquilo que imaginámos e talvez, porque não me lembro exactamente de tudo o que li, o filme me parece muito bem adaptado. 

Pontos altos:
Peeta :)
Gostei especialmente do uso da "Hanging tree" que ando a cantarolar desde ontem.
Especial destaque para Effie, simplesmente brutal! :) 
Natalie Dorner ficou uma Cressida bem bad-ass e os vídeos de promo brutais
a voz do Boggs é tão smooth, ficava a ouvi-lo falar o tempo todo :)
e gostei de ouvir umas das frases que guardo deste livro, pela voz do Finnick, que infelizmente foi acompanhada na minha sala de cinema por dois caramelos que foram a correr aos saltinhos para o wc neste preciso momento.
e
Aquela cena que todos sabemos qual é :)
Para mim, leitora e fã da série, dava um certo gostinho que o filme terminasse ali mas tal não era justo para os não-leitores, havia que dar sentido e continuação à história e são esses momentos finais que me fazem gostar ainda mais do filme e do Peeta. Está brilhante! Demente...mas brilhante.

Agora é esperar.
Esperar pela parte 2, pela dor, pela lágrima no canto do olho, pela esperança, pela revolução...

E embora não seja uma música do filme, nem de longe, foi isto que me ocorreu enquanto me preparo para vos dizer que agora temos de esperar pacientemente mais um ano para ver a segunda parte de A Revolta. 
Baby it ain't over till it's over :) Saudades do Cinna !
E agora é mesmo saudades do Peeta e do Real or not real...aii falta muito eu sei, eu vou-me calar!

Até Novembro de 2015
May the odds be forever in your favour!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"dizem que sebastião" de João Rebocho Pais - Opinião

Nada zarolho este romance peculiar de João Rebocho Pais!

Homem que, tudo tendo, nada tem, 
Que vida e gentes suas quase ignora, 
Perde-se do caminho a quem quer bem,
Cavalgando num galope que o devora;
E quando vê o passado que lá vem
Morto descobre o sentir de tanta hora
E, olhando incréu o vazio assim nascido
Chora triste o seu mundo desaparecido. 

É talvez a passagem deste livro que mais sentido faz na história de vida de Sebastião.
"dizem que sebastião" é um enredo em formato de remédio. É um livro terapêutico por assim dizer.
Se o enredo funcionar bem, tornar-se-á naqueles comprimidos de pequenas doses, mas aos quais se fica agarrado a vida toda. Talvez seja essa a cura de Sebastião, ficar agarrado à Literatura e aos autores portugueses o resto dos seus dias. E quem sabe a Margarida...

Largado num jantar sem sobremesa, é Margarida que dispara, sem saber, o golpe mais forte e inesperado no coração deste homem de negócios que, após um susto, parte em descoberta dos grandes clássicos da Literatura Portuguesa. Fora de portas, entre livros e bancos de jardim, tendo por companhia frias pedras com marcas intemporais, Sebastião descobre toda uma outra forma de organizar o teu tempo. De uma forma mais boémia e descontraída, sente a mensagem metafórica que a vida lhe está a transmitir. Aceita até uma certa nudez para encarar o dia a dia e conquistar (de vez!) a vida!!!

"(...)
De tudo o que foi, que é,
E na erma vida só vê
O raio da vaga esp'rança"

Para além de um guia para uma visita a estátuas célebres em Lisboa, este livro de Rebocho Pais é também um hino à Literatura Portuguesa. Apesar de uma história de amor, julgo que o amor maior é mesmo à palavra, à língua, ao testemunho escrito que fica e passa pelo tempo.
Há também neste livro uma curiosa forma de jogar com os nomes dos personagens, como se o surgimento dessas pessoas, com determinados nomes, fosse só por si um contributo para a sua cura, como o Dr. Boavida ou o livreiro Simplício...

É hilariante a forma como começa esta aventura literária. É francamente de gargalhar nas primeiras páginas e sempre que Sebastião analisa e critica a sociedade que o envolve. Que nos envolve, já que Sebastião é uma excelente metáfora para muitos.
O desaire amoroso e até de carácter pessoal resolvido através das letras é genuíno, mas parece-me um pouco ingénua a forma como o personagem segue com a sua história de vida. Parece simples demais.

De salientar a forma intrincada, cuidada e quase camaleónica com que o autor escreve, o que dá outro brilho ao livro, é como se o texto fosse acompanhando toda a mudança do personagem.

João Rebocho Pais - Feira do Livro de Lisboa 2014
João Rebocho Pais é um dos autores do Colectivo Nau, que já referi e destaquei no Efeito dos Livros. Vejam mais do grupo aqui: http://colectivonau.blogspot.pt/

Uma leitura com o apoio:

Novidades Topseller :: A Todos os Rapazes que Amei

Uma história que me cativou por duas breves frases da sinopse
Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.

Conheçam a história dos amores de Lara Jean. Porque, quem nunca escreveu uma carta a um amor perdido?


«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.

Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.

Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»


Jenny Han é  autora da trilogia The Summer I Turned Pretty, bestseller do New York Times. O seu mais recente êxito, este A Todos os Rapazes que Amei, encontra-se em vias de ser adaptado ao cinema. A sua continuação, P. S. Ainda Te Amo, que está prevista para novembro de 2015, será publicada também pela Topseller.

Uhhh novidades para 2015
mais informações sobre o livro aqui

Passo as noites com o Gideon Cross :)

Foi o meu pensamento ontem, quando fechei o livro e reparei que tinha estado a ler até às 2h da manhã. Queria ver o fim de Refletida :) ohhhh e que fim!! Sylvia Day continua a surpreender-me mesmo quando eu já descubro o enredo na primeira curva.
Este segundo livro da trilogia Crossfire foi muito bom. 
Esta manhã comecei o terceiro....eu sei, não tenho remédio.

Obrigada à amiga que foi uma querida por me emprestar o 2º e 3º volume da série...estou a consumi-la de rajada. 


Opinião a "Rendida" (que mudou um pouco quando o reli agora)
Opinião a Refletida a ser publicada brevemente.

E o quarto livro saiu esta semana. As nossas amigas no Brasil já têm a sua cópia de Captivated by you, ou como foi traduzido, Somente Sua.
E o nosso?
Parece que só lá para Março de 2015.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Opinião :: "O Pior Dia da Minha Vida" de Alice Kuipers

"A dor exige ser sentida"
Desde que li um outro livro que figura na minha estante com elevada estima que recordo esta frase muitas vezes. A dor é real e exige ser sentida. 


Para Sophie a dor destruiu a sua família e está a atormentar todos os minutos do seu dia. Por isso, o seu único objectivo é esquecer, essa é a única coisa que importa, o único modo que tem de fugir do passado recente que a atormenta, que a sufoca. Segundo a sua perspectiva, se evitar falar, pensar ou referir-se aos acontecimentos que marcaram para sempre a sua vida e a de muitas outras pessoas, tudo se vai embora, tudo será esquecido.
Conhecemos Sophie no gabinete da psicóloga com quem teima em não falar. Seguimo-la enquanto leva a sua vida como um autómato entre casa e escola, ao longo de 6 duros meses de dor.
O que não sabemos ao iniciar o diário de Sophie, uma peça importante da sua recuperação sugerida pela sua psicóloga, é o motivo que a faz desejar tão arduamente esquecer.
Enquanto isso, vemo-la voltar à possível normalidade do dia a dia para perceber o quanto se sente alienada da melhor amiga, das pessoas que julgava conhecer melhor que ninguém e até da própria mãe, que como ela, se fechou no seu próprio casulo de dor.
Já na escola, a crueldade e indiferença de certos colegas é algo comum na adolescência mas para Sophie há sempre momentos que lhe salvam o dia, pessoas que lhe salvam as semanas e outras que lhe salvam a vida.
Acima de tudo, Sophie precisa de se salvar a si própria antes que a culpa e o ódio consumam a sua sanidade e a periclitante relação que ainda tem com o mundo.
Decidida em olhar para a frente, sem analisar o passado, Sophie concentra-se nas pequenas coisas como a poesia, o desejo de namorar um rapaz que se lhe escapa entre os dedos e os amigos, os antigos que já não reconhece e os novos, que nunca julgou conhecer.
Mas além dos dramas comuns da adolescência (visto que este é um livro para faixa young-adult) Sophie é ainda assaltada por imagens da sua irmã, pensamentos sobre o que diria ou faria, assaltam Sophie a toda a hora e são esses momentos que levam a dor ao expoente da loucura.

Ao ler este livro dei comigo a pensar...e se fosse comigo? E se fosse eu no lugar de Sophie? Não quero nem pensar!
A capacidade de demonstrar emoções, de analisar os acontecimentos que nos trouxeram até ao dia de  hoje ou ser capaz de seguir em frente é algo difícil de fazer em adulto, quanto mais numa fase tão complicada como a adolescência.
Mas o tempo, o único remédio que não se vende na farmácia, é talvez o mais eficaz em muitos dos casos.
E não podemos deixar que um dia, por mais traumático e doloroso que seja, nos molde para sempre. Devemos chorar, sofrer, aprender e seguir em frente com uma magoa no coração que nos lembre do quanto é bom estar vivo e se que se não fizermos certas coisas por nós, então que as façamos porque quem já não está cá para as viver.

"O Pior Dia da Minha Vida" é uma aposta da

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A pensar em ler, a divulgar e a ler sobre O BANQUETE, de Patrícia Portela


Apelida por uma forte imaginação, ou antes ainda, por uma imaginação invulgar, Patrícia Portela é assim apresentada no Livro do Dia TSF.
O Banquete, foi uma das últimas leituras do Caracol Literário e em breve uma das minhas.

Por isso, não podia deixar passar a oportunidade para divulgar.

Fonte: TSF

O que é que poderá juntar numa mesma narrativa notícias científicas absurdas, a história de uma investigadora em Biologia Molecular condenada à reclusão na sua própria casa e uma assembleia de pássaros, abelhas, aranhas e ventos reunida para discutir o desvario humano? A unir tudo isto está a imaginação inclassificável de Patrícia Portela. Inclassificável porque há nos livros que tem vindo a publicar uma originalidade difícil de catalogar.
Como acontece em textos anteriores, também este nasceu para uma performance da autora, já há alguns anos. Antes de ser uma escritora, Patrícia Portela é uma mulher do palco e essa marca está em praticamente tudo aquilo que escreve. Embora «O Banquete» esteja longe de ser um texto dramatúrgico em sentido linear.

Aquilo a que Patrícia Portela se dedica é a um exercício de reflexão ficcional em torno de algumas ideias filosóficas antigas e sempre atuais, como por exemplo o mito de Fausto, aquele que se troca a alma por uma coisa qualquer. E a pergunta é: o que é que nos leva hoje a vender a alma?

Uma das histórias que se conta em «O Banquete» é a de um casal que cumpre escrupulosamente a obrigação de alimentar uma criança virtual que tem a seu cargo mas que acaba por deixar morrer à fome, por desleixo, o seu próprio bebé de carne e osso.

A ficção tomou conta da realidade.

*
«O Banquete», de Patrícia Portela, edição Caminho.

Uma leitura com o apoio:

Opinião :: "Orgulho e Prazer" de Sylvia Day

O que faz duas pessoas adversas a relações duradoiras mudarem de opinião e juntarem-se? 
Orgulho e Prazer.
E perigo!

Enquanto a trilogia Crossfire aquece o lugar na estante, deleito-me com os livros históricos de Sylvia Day. O anterior, “Pecado” ocupa a estante dos preferidos e este não lhe fica muito atrás.
A autora consegue captar a nossa atenção em meia dúzia de linhas e pela primeira dezena de páginas já estamos completamente apanhadas pelo enredo.


Lady Eliza Martin é o apogeu da independência feminina numa era onde o controlo masculino domina. Oriunda de uma família excêntrica repleta de mentes brilhantes e pensadores, Lady Eliza é senhora de si mesma, uma mulher culta, inteligente e dona de uma beleza que teima em esconder pela sétima temporada seguida. Eliza faz os possíveis para ser racional e não cometer os mesmos erros que a sua mãe libertina. No entanto, não é só a sua beleza que atrai pretendentes já que a sua vasta fortuna é atractivo suficiente para levar alguém a fazer de Eliza alvo de diversos acidentes proporcionados de modo a provar que uma mulher como ela precisa um homem ao seu lado, ideia que abomina por completo e que pretende a levar a cabo no final desta temporada.
Determinada em descobrir o culpado por detrás dos ataques, Eliza decide contratar um misto de detective/guarda costas e é ai que Jasper Bond, caçador de ladrões, entra em cena. Jasper Bond é filho de uma mulher que lutou da pior maneira para que ele tivesse uma vida melhor, tudo graças ao facto do seu pai nunca o ter reconhecido. Por esse motivo, embora seja um profissional de sucesso, faz da sua missão  vingar-se do homem que marcou para sempre a sua mãe, nem que para isso quem tenha que pagar a conta sejam os seus descendentes.
No entanto, quando conhece Lady Eliza essa missão sofre o primeiro golpe. Logo nesse primeiro momento há faíscas no ar e a sua atenção é desvia para o desejo de a querer proteger acima de tudo. O que o seduz não é só a beleza de Lady Eliza mas o seu carácter desafiador
Lady Eliza, é tão lógica e directa que se torna inconveniente. Mas aos olhos de Jasper é inocentemente sedutora e capaz de o levar a avaliar se na sua vida de aventura não será uma mulher o elemento do perigo. Já na palavras de Lady Eliza, Jasper é letal e demasiado bonito (palavras dela) mas rapidamente se torna no melhor homem para o trabalho. 
Mas quanto tempo vão demorar para se entregarem um ao outro?
O que será preciso para manter em segurança a vida de Eliza e o coração de Jasper?

Enquanto buscam pela verdade, entre bailes e passeios, sucedem-se encontros inconvenientes que aproximam os dois amantes um do outro e da verdade, do verdadeiro culpado pelos momentos em que a vida de Lady Eliza esteve em perigo.
E como seria de esperar, quando o prazer e os negócios se misturam é que descobrimos os verdadeiros motivos e o valor de cada pessoa. Lady Eliza é uma mulher que sabe o que quer e Jasper um homem que não perde um desafio, nem quando este lhe é imposto pelo seu coração.

Um livro que nos confirma uma vez mais o quanto deliciosa é a escrita de Sylvia Day e no quanto é brilhante a criar personagens interessantes, quer em livros históricos, quer contemporâneos. 


Um livro 

Novidade Porto Editora :: "Uma ideia de felicidade" de Luis Sepúlveda e Carlo Petrini


No dia 7 de novembro, a Porto Editora publicou um livro que nos propõe desacelerar o ritmo do quotidiano e tentar aproveitar as pequenas coisas que nos levam à felicidade. 


Em Uma ideia de felicidade, o escritor chileno Luis Sepúlveda e o fundador do movimento Slow Food, Carlo Petrini, abordam temas pertinentes numa conversa que alterna entre a política, a literatura e a gastronomia, sempre no pressuposto de que o prazer se alcança com a mesma lentidão e sabedoria dos caracóis. 
Os autores defendem que «a vida é breve, boa, e há um direito fundamental que é o direito à felicidade, que não se manifesta e não se deve confundir com uma espécie de direito natural a ficar rico, ou suplantar os outros. Falamos de uma outra felicidade. Satisfações pequenas, que valem muito».

Carlo Petrini, o fundador do movimento Slow Food (facebook), partiu dessa mesma ideia para propor a Luis Sepúlveda, autor do livro História de um Caracol que Descobriu a Importância da Lentidão (lido e comentado aqui no Efeito dos Livros), uma conversa tranquila onde se interligam memórias, experiências e reflexões sobre o que é a felicidade e como conquistá-la.
De um extremo ao outro da Terra, por entre histórias de grandes líderes e de heróis do quotidiano – e, posteriormente, como guias das suas próprias ideias-base para uma vida feliz – Petrini e Sepúlveda orientam-nos numa busca pelo direito ao prazer que é hoje o mais revolucionário, democrático e necessário dos oobjectivos do Homem.


SINOPSE
Mais ou menos meio segundo. É o tempo que um motor de busca demora a devolver-nos uma resposta – cerca de cento e trinta mil ocorrências (em português) ao pesquisarmos «uma ideia de felicidade». E, no entanto, a busca da felicidade não é, de todo, imediata. Alcançá-la é uma tarefa morosa, pausada, lenta. Quase tão lenta como a marcha de um caracol…

IMPRENSA
Um hino à vida, para conquistar o direto de desfrutar de sua própria existência, saboreando cada momento com prazer, lentamente.
www.recensionelibro.it


De salientar que a capa tem novamente a assinatura de Paulo Galindro.
Excelente!!!
Veja mais do ilustrador, aqui.

Novidades Gonçalo M. Tavares : Um mês, dois livros


A Porto Editora orgulha-se de publicar, no dia 10 de novembro, o mais recente e aguardado romance de Gonçalo M. Tavares.

Sinopse
Uma menina está perdida no seu século à procura do pai. Nesta história de busca, viagem e reflexão sobre o século XX, Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos, fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a. A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século. 

EXCERTO

– E vocês? De onde vêm? Tentei explicar-lhe que não era um homem falador. Gosto de ouvir, disse-lhe, não tenho muito para dizer. Ele perguntou, virado para Hanna:
– Como te chamas?
Hanna respondeu. Ele não percebeu. Hanna repetiu, ele continuou sem perceber. Eu repeti:
– Chama-se Hanna.
– Hanna – disse Fried. – Bom.
– Que idade tens?
– Catorze – respondeu, e agora percebeu-se.
Fried sorriu para ela, simpaticamente. Ela disse:
– Olhos: pretos. Cabelo: castanho.
Eu disse: – Ela aprendeu assim.
Depois ela disse:
– Estou à procura do meu pai.



Neste mês, a Caminho, apresenta também mais um livro do autor. 

"Os Velhos Também Querem Viver" tem um pé na tragédia Alceste, de Eurípedes, de onde parte, e outro no cerco de Sarajevo nos anos de 1992-1996. 
Deste cruzamento de duas realidades separadas por cerca de 2.500 anos Gonçalo M. Tavares extrai uma obra literária que nos prende da primeira à última linha porque não perdemos nunca a sensação de estarmos a tocar um dos grandes dramas da Humanidade, que no livro se pode exprimir assim:

"Em Sarajevo e em redor de Sarajevo, no século XX, a regra particular é igual à regra geral: os mortos estão mortos, os vivos é que ainda não".


Sinopse

De 5 de Abril de 1992 a 29 de Fevereiro de 1996 Sarajevo esteve cercada pelo exército sérvio muitos fugiram; 12.ooo mortos, 50.ooo feridos; a população da cidade desceu para metade. E metade é muito; é muitíssimo. Um sniper atingiu Admeto; Admeto está a morrer. Sabe que poderá ser salvo apenas se alguém morrer em sua vez; todos recusam excepto a mulher, Alceste. Alceste morrerá para que Admeto possa ficar vivo. É esta a história. A partir da peça Alceste de Eurípedes.

Prólogo

"De 5 de Abril de 1992 a 29 de Fevereiro de 1996
Sarajevo esteve cercada pelo exército sérvio
muitos fugiram; 12.ooo mortos, 50.ooo feridos;  
a população da cidade desceu para metade.
E metade é muito; é muitíssimo.

Um sniper atingiu Admeto; Admeto está a morrer.
Sabe que poderá ser salvo apenas
se alguém morrer em sua vez; todos recusam
excepto a mulher, Alceste. 
Alceste morrerá para que Admeto possa ficar vivo.
É esta a história."

A partir da peça Alceste de Eurípedes


Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários. Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Com Aprender a rezar na Era da Técnica recebeu o Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França). Alguns outros prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil) Premio Internazionale Trieste Poesia 2008 (Itália) com 1. Prémio Belgrado 2009 (Sérvia). Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França) com Aprender a rezar na Era da Técnica. O Senhor Kraus recebeu o Prix Littéraire Européen 2011 (França). O seu recente livro Uma Viagem à Índia recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. Em 2013 Atlas do Corpo e da Imaginação integrou a seleção de melhores livros do ano do jornal Público e da revista Visão. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a diversos trabalhos artísticos e académicos. Está a ser traduzido em cerca de 45 países.

IMPRENSA 


Um Kafka português. Irá Gonçalo M. Tavares tornar-se tão exportado como o vinho do Porto ou a saudade?
Le Figaro Magazine

Tavares criou algo atraente, sombriamente belo e inspirado, e totalmente original.
The Independent

Gonçalo M. Tavares vale por uma literatura inteira.
António Guerreiro, Expresso

Hoje, Gonçalo M. Tavares tem uma projeção e um impacto internacionais só comparáveis, entre os autores portugueses, aos do Nobel José Saramago e, postumamente, de Fernando Pessoa.
Filipa Melo, SOL

Novidades Presença : O Brilho das Estrelas

Data de lançamento : 18 de Novembro

Depois "A Estalagem de Rose Habor" e "O Abrigo da Esperança", chega a Portugal um novo título daquela que já é considerada por muitos como a nova rainha da ficção romântica. 

O Brilho das Estrelas é uma história sobre o encontro entre uma jornalista ambiciosa e um escritor demasiado solitário, ambientada no extremo Norte dos Estados Unidos e iluminada pelo esplendor dos céus do Ártico. Duas personagens implausíveis envolvidas em sentimentos demasiado intensos para se adequarem ao quadro de vida de cada um, narrada com frescura e leveza e que arrebata o leitor num mar de emoções até ao final do livro.

Uma novidade

Comecei a ler...

Sra. Expectativa, não dês cabo de mim, ok?
Comecei a ler Nós de David Nicholls
Finalmente!


«- Alegrava-me a expectativa de envelhecermos juntos. Tu e eu, a envelhecermos e a morremos juntos. - Douglas, porque havia alguém no seu juízo perfeito de se alegrar com tal coisa?» 

Douglas Petersen compreende a necessidade da sua mulher de se «redescobrir a si própria» agora que o filho vai sair de casa. Estava apenas convencido era de que se iriam redescobrir juntos. Por isso, quando Connie anuncia que também se vai embora, ele resolve transformar as últimas férias em família na viagem das suas vidas: uma viagem que irá reaproximar os três e conquistar o respeito do filho. Uma viagem que irá fazer com que Connie volte a apaixonar-se por ele. As reservas estão feitas, os bilhetes comprados e o itinerário planeado com uma precisão cirúrgica. O que poderá correr mal?

Uma novidade