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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

«Vai e põe uma sentinela» de Harper Lee - Opinião


Uma edição Editorial Presença.


Todo o emblemático sentimento em relação à leitura do anterior, mas efectivamente posterior «Mataram a Cotovia» não me influenciou totalmente para a leitura deste «Vai e põe uma sentinela», por um lado, por ainda não o ter lido, mas por outro influenciou, devido ao quanto já li sobre o enredo, os seus personagens e a força da história. Perante a leitura deste, esperava um enredo, um mistério (devido aos segredos) muito maior e até muito mais envolvente para o leitor, deixou-me na mesma com muita curiosidade pelo primeiro, para saber essencialmente mais sobre a história e a infância e de Scout e também pelos personagens que são o pai e o tio e o lado mais forte de como a educaram.

Polémicas à parte, entre este e o livro anterior ou o quanto um influencia o outro ou até ao próprio leitor, a prosa de Harper Lee é bastante bem conseguida e flui com considerável leveza mesmo quando toca em aspectos como Política, História e Religião, aliás ganha ainda mais velocidade e impacto quando aborda tais assuntos e revela aspectos que caracterizam as personagem, a família e a cidade onde se inserem e uma contextualização da sociedade sulista da década de cinquenta. Está cá tudo. Os resquícios que ainda se sentem dos tempos de escravatura, a segregação e a discriminação, o impacto das políticas mais humanistas e a opinião e tradição vinda da igreja nas suas diversas formas... mas também estão as diferenças e as quezílias entre famílias e o peso de um sobrenome, bem como o papel que é esperado da mulher e a sua respectiva educação. Tudo ainda muito tacanho e tradicionalista, em confronto com as vivências de Jean Louise em Nova Iorque, ainda assim, sente-se o saudosismo aquando da sua volta a estas terras.

«Vai em põe uma sentinela» é um retrato da sociedade da época pelos olhos de uma menina-mulher, que tal como a imagem inicial, a de alguém que se aproxima de comboio, se vai desenvolvendo e analisando a acção, nesse analogia de chegar mais perto das coisas. Há, primeiramente, uma análise como um todo, menos detalhada e mais ao sabor da nostalgia das memórias, para depois, passo a passo, se ir aproximando e vendo com maior relevância as alterações que os anos foram trazendo, tanto a Maycomb, como à família e a si própria.

"A ilha de cada um de nós, Jean Louise, a sentinela de cada um é a sua consciência. A consciência colectiva, tal coisa não existe."

É em conversa com o tio, Dr. Finch que esta consideração surge e faz a ponte com outras "tomadas de consciência" ao longo da história. No entanto, fico na dúvida se esta ideia da consciência, bem como da própria analogia com a sentinela e o seu sentido, não irão ligar e beber na outra perspectiva da história em «Mataram a Cotovia»!? 
Para além  desta, o livro levanta outras questões, desde morais a políticas e a ideologias que pedem ligação à história da Guerra de Secessão. Já para não falar do próprio lado de tradição e educação familiar e social da época, se bem que a temática das questões raciais está, constantemente, na ordem do dia, mas não sei se este livro se torna assim tão essencial ao entendimento do nosso mundo actual.

Fiquei com curiosidade de ir perceber mais sobre Scout e a sua personalidade intempestiva, mas doce, meio revoltosa para a época, mas inocente e claro a sua adoração pelo pai, que se continua a sentir neste livro. Aliás o fim deixa isso bem claro. A idade adulta traz-nos escolhas e entendimentos que quando toldados pelas ilusões de criança não compreendemos. A ideia de podermos estar nos sítios errados, ou que parecem errados, para poder fazer escolhas mais acertadas, nem sempre é fácil de aceitar.
A impulsividade de Scout chega a ser por vezes contestada, mas isso faz com que a história ganhe algum mistério como se estivessem segredos obscuros na calha... a pedirem para serem descobertos. 
Creio que o livro tem um enredo circular e fechado nele mesmo, nele e no outro, provavelmente. Do início só não gostei tanto de um certo controlo das emoções, de um lado mais lamechas, quase como uma história banal de mais uma citadina que volta irreverente à terra natal, mas talvez até isso, seja propositado na escrita de Harper Lee e sirva também para caracterizar a maria rapaz que ainda resiste em Scout.

Durante a leitura recordei bastante dois filmes, As Serviçais e Selma. Será que podemos contar com uma adaptação cinematográfica deste livro? Ou quem sabe de ambos.


Uma leitura com o apoio:

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Novidade Jacarandá - "Segunda Vida" de S. J. Watson

O muito aguardado novo thriller psicológico do autor do bestseller Antes de Adormecer…

Ela ama o marido.
Ela está obcecada por um estranho.
Ela é uma mãe dedicada.
Ela está preparada para perder tudo.
Ela sabe o que está a fazer.
Ela está a perder o controlo.
Ela é inocente.
Ela é totalmente culpada.
Ela está a viver duas vidas. 
Ela pode perder ambas.

Nós por aqui ficamos muito curiosos com esta novidade. 
A leitura do primeiro livro foi viciante, infelizmente o filme não agradou muito. Vejam a nossa opinião ao livro e ao filme.

Uma novidade

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Novidade Topbooks - "Hora Solene" de Nuno Nepomuceno

Chegou a hora, a Hora Solene, o terceiro e último volume da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno.
Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de atingir a consagração com A Espia do Oriente, o vencedor do Prémio Literário Book.it 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno regressa para a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura portuguesa se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.


Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e deixado abandonado no meio de uma rua de Londres. A poucos quilómetros de distância, um procurado terrorista de nome O Gótico entrega-se voluntariamente aos serviços de inteligência britânicos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado sobre os céus da Irlanda, enquanto um surpreendente vídeo é entregue na redação de uma famosa cadeia de televisão.

Bem no centro destes acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, está André Marques-Smith. Importante funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português lança-se numa demanda impossível pela verdade. Mas não está sozinho. Foragidos, dois antigos colegas regressam e revelam ao mundo tudo o que está por detrás do Projeto Lebodin. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta misteriosa espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento?

Conseguirão os dois agentes alguma vez ficar juntos?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

Uma novidade
Relembro as opiniões aos outros dois livros da série

Opinião - "O Espião Português" (ElsaR)

O Espião Português - Nuno Nepomuceno (Caracol Literário)

«O Espião Português» e «A Espia do Oriente» - Opinião conjunta (Caracol e EfeitoCris)

Opinião da ElsaR ao "A Espia do Oriente"


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Opinião :: "Fala-me de um dia perfeito" de Jennifer Niven

A Nuvem de Tinta é uma nova chancela da Companhia de Letras que faz a sua entrada no mercado editoral Português com "Fala-me de um dia perfeito" de Jennifer Niven.
E que estrondosa entrada!


Há livros que nos tocam, outros que nos passam ao lado e outros que nos mandam para o chão, nos pontapeiam e nos caem em cima.
“Fala-me de um dia perfeito” é um destes, dos que magoa, dos que nos faz apaixonar por uma personagem, nos faz compreender os sentimentos dos intervenientes da história, que nos faz sorrir e chorar alternadamente, como se estivéssemos numa montanha russa hormonal. Tenho uma mão cheia de livros que me provocaram esta panóplia de sentimentos e este livro junta-se agora à lista.
Foi um privilégio conhecer Violet e Finch!

Curioso em como de todos os livros que leio, aqueles me mais me tocam, são os que tenho mais dificuldade em falar. Para todos os outros, a opinião passa do cérebro para as pontas dos dedos em meros minutos mas estes, oh estes, ando aqui a remoer a história e a ouvir a playlist que eu própria criei em loop. Acho que acima de tudo para dar sentido à história, aos meus pensamentos e ao peso que levo comigo. Acho que preciso de tempo para colocar tudo em ordem de modo a que quando chegar a escrever para vocês as coisas terem algum sentido.
Honestamente, desta vez acho que nada do que eu escrevo faz sentido, por isso, perdoem-me. confiem em mim, leiam, não se vão arrepender.

Conhecemos Violet Markey, uma miúda que vive os seus dias como uma tarefa que risca rotineiramente do calendário a marcador negro, a cor que a sua alma e o seu espírito apresentam desde a morte da irmã. Dormente, perdida e sem rumo, Violet bate fundo no momento em que sobe ao ponto mais alto da escola para terminar a vida vazia que leva mas o destino trabalha de maneiras misteriosas e nesse mesmo momento, naquele mesmo local está Theodore Finch, o outcast da escola, que se encontrava no mesmo sítio a ponderar no mesmo, a testar o limite, a ver até que ponto alguém se importa, alguém repara nos alertas sucessivos que a sua depressão profunda tem lançado.

Um pouco contra vontade de Violet, iniciam uma jornada capaz de mudar para sempre as suas vidas. Graças a Finch, Violet reaprende a ver a beleza nas coisas simples, naquelas que perderam o brilho nos meses em que deambulou por casa e pela escola, alvo de olhares de compaixão, palmadinhas nas costas e constantes desculpas pelo estado delicado em que se encontra.

"Tu precisas de ser atirada, não empurrada. Tens de recuperar as rédeas da tua vida. Se isso não acontecer, vais ficar no parapeito alto que criaste para ti mesma"

E é assim, num constante arremesso de Violet que vemos esta história ganhar corpo, tornar-se épica, virar romance e tragédia, digna de um pacote lenços, uma playlist emocional e uma mão cheia de valiosas lições.

Uma vez li que as pessoas que valem a pena ter por perto são aquelas que não só nos ajudam a sair do buraco como saltam lá para dentro para nos fazer companhia enquanto não conseguimos sair por nós próprios.
Creio que a depressão seja um pouco assim. Ninguém que está fora vê o que vai cá dentro, logo, como pode entender?
O problema no pensamento anterior é: e se buraco em que nos encontramos é pequeno comparado com a cratera negra que envolve a pessoa que se prontifica a nos ajudar, que nos quer ver sair da depressão em que nos encontramos? 
Por vezes as pessoas que parecem mais fortes, as que têm carapaça de tartaruga, que respondem a tudo com uma atitude positiva e um sorriso são as que já desmoronaram por completo no seu intimo. 
E quantas vezes paramos para olhar para as pessoas que nos rodeiam, para as que nos são queridas e nos questionamos até que ponto estão bem?
Quantas vezes paramos para ouvir resposta ao mundano "então tás boa?"? Quase nenhuma! 

Mas não divagando...
Além de gostarmos muito de Violet e da história que estes dois criam, não dá para contornar o Finch. Não dá mesmo!
Um camaleão de aspecto louco, alvo dos piores comentários proferidos na escola que frequenta mas alheio, ou assim parece, a tudo o que é suposto o afectar.
Ele é...aquela pessoa que nos faria abanar a cabeça perante as suas loucuras mas sentir redondamente especial por ser considerada sua amiga.
O resto...
o resto é magnífico! Magnificamente belo, triste, pesado, louco...magnífico!

Eu disse que o que iria escrever não faria sentido.
Olha....fiquem com a playlist que organizei e a notícias que a autora já está a preparar o guião para a adaptação do livro ao cinema.
Leiam, ok!?

Uma novidade
Nuvem de Tinta

Novidade VOGAIS :: "Sete Mares" um livro para colorir de Johanna Basford


E é com grande expectativa que os amantes dos livros de colorir têm aguardado por Sete Mares, de Johanna Basford, a autora n.1 mundial de livros para colorir para adultos, cujo lançamento em Portugal será em simultâneo com os principais mercados editoriais fora de portas. Trata-se de um livro com ilustrações belíssimas e detalhadas que levam os leitores a uma viagem deslumbrante pelos oceanos. 

Sete Mares é uma aventura deliciosa pelos oceanos, repleta de ilustrações encantadoras às quais deve dar cor e vida. Há muito por descobrir, desde delicadas tranças de algas marinhas até jardins de coral e magníficos navios naufragados! Ao longo deste livro irá encontrar muitos seres que aguardam pela sua imaginação e criatividade: sereias encantadas, peixes exóticos, caranguejos, polvos e búzios. Não existe aventura sem tesouro, claro: por isso, se pesquisar com cuidado poderá encontrar, espalhados pelas páginas, arcas de tesouros e artefactos preciosos. Sete Mares Inclui um poster destacável.


O instagram da autora é brutal :) ter oportunidade de ver o processo de criação deste livros espantosos é qualquer coisa de extraordinário.

Recordamos que a autora tem outro livro publicado em Portugal (Jardim Secreto)

"Sete Mares" é uma novidade

Novidade Planeta "Eu fui a espia que amou o Comandante"

Em criança, foi enviada para um campo de concentração nazi e aos 7 anos foi violada. Aos 19 anos foi amante de Fidel Castro e a CIA contrata-a para o assassinar. Aos 22 teve uma filha com o ditador venezuelano Marcos Pérez Jiménez.
Foi party girl da máfia nova-iorquina, informadora da polícia e hoje, com 75 anos, sobrevive com apoios sociais, em Nova Iorque. 


Chamo-me Ilona Marita Lorenz. Nasci na Alemanha em 1939, poucos dias antes de Hitler invadir a Polónia. Durante a guerra, passei pelo hospital de Drangstedt e pelo campo de concentração de Bergen-Belsen. Sobrevivi. Pouco depois da libertação, aos sete anos, fui violada por um sargento norte-americano.

São poucas as pessoas que podem dizer que viram passar uma parte importante da história do século xx ante os seus próprios olhos. Não como meros espectadores, mas quase que a devorando. Marita Lorenz é uma delas... um grupo de barbudos, encabeçado por Fidel Castro, subiu a bordo. Foi amor à primeira vista. Uma semana depois, el Comandante mandava buscá-la a Nova Iorque e fazia dela sua amante.

Quando tinha 19 anos, conheci Fidel Castro. Tornei-me sua amante e fiquei grávida. Em Cuba, fui drogada e forçada ao que me disseram ter sido um aborto, mas, duas décadas depois, Fidel apresentou-me Andrés, o filho que me arrancaram naquela mesa de operações. Poder-se-á imaginar o que isso significou para uma mãe que saiu da ilha de ventre vazio?

Uma novidade


Opinião - "Dominadas" de Sylvia Day


 Três pequenos contos, três pequenas maravilhas pela mão de Sylvia Day. Sejam as suas histórias contemporâneas, quer as dos livros fantásticos ou os romances de época super sensuais, eu tenho de admitir que gosto de todos.
Aqui confesso que me rendi ao primeiro, ninguém resiste ao pirata ;) mas é engraçado no mesmo livro saltar de conto e começar a ler a história de alguém que conhecemos no conto anterior. Por vezes temos isso num romance único e ficamos com a ideia de querer ler mais sobre aquela personagem. Pois aqui podem!

Mas vamos começar pelo princípio.
"Prazeres Roubados" 
Sebastien Merrick fugiu da responsabilidade de ser Lorde e navega os mares da índias ocidentais como um dos piratas mais infames e resolutos que o mar tem visto mas quando a mulher que viaja a bordo do navio que a sua tripulação decide saquear se apresenta como Lady Merrick, sua esposa, Sebastian sabe que acabou de encontrar o seu maior tesouro ou a razão da sua destruição.
Um conto repleto de audácia, sensualidade e amor ao sabor das ondas, "Prazeres Roubados" faz-nos viajar pelo imaginário de um tempo em que homens viviam presos a um título e mulheres circulavam como mercadoria, soltando ambos as amarras numa intimidade escandalosa mas que nós adoramos ler em cada um deste livros.
E quem resiste ao pirata?!

"A Aposta de Lucien"
No segundo conto, somos catapultados para Londres onde Lady Julienne faz os possíveis para colmatar os erros e as dívidas do jovem irresponsável e libertino a que chama irmão. Disposta a encontra-lo num dos antros de hedonismo em que o irmão se refugia, Julienne vê-se cara a cara com Lucien Remington, o infame dono do clube de cavalheiros mais bem sucedido da capital.
Numa luta pela honra e a reputação contra o desejo e a paixão, Julienne e Lucien tentam travar o inevitável mas mesmo divididos por estratos sociais que os tornam incompatíveis aos olhos da razão, Lucien e Julienne são perfeitos um para o outro, basta que não sejam tão casmurros para o ver.

E por fim...
"A Duquesa Louca"
Neste último conto reencontramos Hugh La Coeur, irmão de Jullienne e cunhado de Lucien.
Vítima de um imprevisto em viagem, vê-se obrigado a pedir refúgio e ajuda numa mansão decrépita, lar da famosa mas desconhecida Duquesa Louca que faz anos que ninguém vê e que vive rodeada do grupo mais bizarro de criados, à excepção de Charlotte, a dama de companhia e um encanto aos olhos de Hugh desde o primeiro segundo.
Uma mini história sobre liberdade, confiança e saltos de fé, algo que o amor e o estrondoso desejo carnal que os une necessita para sobreviver fora das paredes da mansão da velha duquesa.

E rever as personagens das três histórias nas últimas páginas torna este livro a união perfeita de 3 casais e das suas histórias.
Sylvia Day
Nunca me desilude!

Que continuem a chegar até nós os romances históricos desta autora. Eu já ando de olho nestes.

Sylvia Day é uma estupenda aposta

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Opinião "Beautiful Oblivion" de Jamie McGuire


Nota : favor ler as coisas por ordem. Não se aventurem na leitura desta série sobre os irmãos Maddox sem terem lido o ponto de ignição desta trama toda, os dois primeiros livros com a história de Travis e Abby. Acreditem, por mais que as história estejam sobrepostas em termos cronológicos, será sempre indicado começar por aí. Se já leram há muito tempo, como eu, releiam ou relembrem a história, especialmente os irmãos Maddox e Trent, o pedaço de mau caminho nesta estrada. Ah e a sinopse.....muito importante!!
Caso contrário chegam ao fim e pensam "SACANAGEM Jamie Mcguire SACANAGEM, este fim é sacanagem!!!" e dão com vocês a detestar tudo aquilo que tinham adorado até à última página.
Mas vá, não querendo desanimar ninguém porque eu gostei, mesmo com a sacanagem final.

Conhecemos Trent como um dos braços direitos de Travis. Uma junção de bom humor, dedicação, fidelidade e uma carrada de tatuagens, não fosse ele tatuador de profissão.
Fiel à má fama Maddox, também Trent é um mulherengo e está sempre de radar ligado para a confusão. Podia dizer que tudo isso para no momento em que conhece Cami mas é mentira. A viverem na mesma cidade desde miúdos, o conhecimento de Cami sobre os irmãos Maddox é mais que profundo. Ela própria  irmã mais velha de 3 rapazes igualmente desordeiros e empregada de bar do local de paragem de todos eles, Cami conhece tão bem como qualquer mulher da zona os boatos e a veracidade da má fama dos irmãos Maddox mas isso não a impediu de ceder à marcação cerrada de Trent, que no verdadeiro jeito Maddox não desiste de algo que quer, NUNCA.
Mas Cami tem namorado.
Hmm...um namorado que vive noutro estado, com quem raramente consegue estar mas ainda assim um namorado.
Mas quem é o seu namorado?

"Não estou contigo porque não consegui a minha primeira opção. Se achas que amas duas pessoas, tu escolhes a segunda, certo? Porque, se eu amasse mesmo o T. J, nunca me teria apaixonado por ti"

Responder a isto, comentar sequer seria dar spoilers, coisa que eu detesto POR ISSO encomendem o livro online ou comprem o e-book e leiam. E quando lerem tudo, espero que fiquem de boca aberta como eu, que num misto de revolta e traição tive de ir fazer uma segunda leitura na diagonal deste livro e da história de Travis e Abby.
Curiosas?? 
Se gostam dos irmãos Maddox vão adorar conhecer Trent. Raios, nem vai dar para escolher qual dos dois que até agora conhecem é que gostam mais.
Mas lembrem-se que depois da química, da boa disposição e da história que se criou ali há o momento SACANAGEM e depois, depois não digam que eu não avisei.

Proximo irmão Maddie Sff !!!
Até lá fico a pensar que o meu próximo tatuador podia ser o Trent Maddox, nunca mais ninguém me via :) haha

Isto dava uma série brutal!!! Mas se na minha mente o Travis é o Colton Haynes, não consigo criar uma ideia para o Trent. Que tal um Channing Tatum? hmmm....tatuado, ainda por cima.
:) 
ok, eu calo-me!

Relembro a opinião aos outros livros
Recordo a opinião aos primeiros dois livros

Opinião :: "Um Desastre Maravilhoso"

Opinião "A Caminhar para o Desastre"


:) 

Vem ai um novo livro de Nicholas Sparks...

Uma novidade Nicholas Sparks faz sempre virar cabeças. 
Lá em casa sempre captou a atenção da nossa mãe, agora capta igualmente a atenção da metade mais nova (a colorida).
Não dá para fugir aos romances deste Senhor!
Relembro que também está para breve a adaptação de um dos seus primeiros romances, "Uma Escolha por Amor". Chega às salas de cinema no início de 2016

Data de lançamento: 10 de novembro


Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.

Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.

Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.

Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?

Uma novidade

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Novidade Topseller : Tessa Dare

Estava a actualizar a wishlist e dei comigo a perguntar...como é que vocês me escaparam??
Relembramos o anterior...


Uma donzela perdida, um castelo misterioso, um duque com um temperamento e um passado um pouco… Complicados. O cenário perfeito para um amor improvável. Como filha de um afamado escritor, Isolde Ophelia Goodnight, também conhecida por Izzy, cresceu em redor de românticos contos de cavaleiros corajosos e belas donzelas. As histórias daqueles livros prometiam inúmeras possibilidades. E por isso mesmo nunca duvidou de que o romance teria lugar também na sua vida.À medida que foi crescendo, porém, foi riscando essas possibilidades da lista. Uma a uma:O patinho feio que se tornou cisne. Ser raptada por um atraente salteador de estrada. Ser salva da miséria por um príncipe encantado. Alto lá… Agora que os seus desejos de amor romântico se haviam gorado, Izzy já estava resignada a uma vida de mera subsistência. Mas havia um conto de fadas predestinado a esta mulher de vinte e seis anos, não tão atraente quanto isso, pobre e que nunca fora beijada. Esse conto de fadas era... Este.


Ela tinha tudo o que uma donzela da sua posição podia querer: era linda e estava noiva do solteiro mais cobiçado da cidade. Um longo e desesperante noivado, porém, levou-a a querer romper o compromisso e a tomar as rédeas da sua vida.Clio Whitmore está noiva do Marquês de Granville há oito anos, mas ele está sempre ausente no estrangeiro, levando-a ao desespero por não se sentir desejada. Quando Clio herda um castelo que lhe proporciona independência financeira, decide romper o noivado e iniciar uma nova vida.Para tal, ela terá de convencer Rafe, irmão e procurador do Marquês, a aceitar o fim do noivado. Mas Rafe tem planos para a fazer mudar de ideias, organizando-lhe um casamento de sonho...Ele começa com flores. Um casamento nunca tem flores suficientes... Ele diz-lhe que ela dará uma belíssima noiva? e tenta não imaginá-la como sua.Como conseguirá Rafe convencer Clio a casar-se sem se deixar vencer pelos sentimentos que crescem dentro dele, e que são a cada dia mais fortes?Ele não irá apaixonar-se pela única mulher que nunca poderá beijar nem dizer ser sua. Ou irá?

Aqui a metade colorida não resiste a este tipo de livros :)
não vale a pena fingir.

Uma aposta

«ACASALAMENTO» de Norman Rush :: Opinião


Leia aqui as primeiras páginas.


Acasalei literalmente com este livro durante um breve período de cinco, sim só cinco, dias de férias. Bastaram esses dias para me perder no acasalamento proporcionado por Norman Rush e andar à solta pelas páginas onde a antropóloga americana se solta num Botsuana personalizado pelo intelectual e idealista Nelson Denoon. O carisma masculino e a persistência feminina povoam de forma marcante o lugarejo perdido e utópico no remoto deserto de Kalahari. 

Julgo ser difícil definir este livro ou até escrever sobre ele. Lê-se na biografia do autor a sua experiência no Corpo de Paz no Botsuana na década de 80 e a questão de quanto do que aqui está escrito ser ou não ficção paira logo no ar. Não lhe retira qualquer valor, antes pelo contrário, dá todo um revestimento muito mais surreal e impactante.

"A África é acima de tudo baça e isso devolve-nos a nós próprios, inesperadamente."

Inesperadamente as próprias palavras que lemos também nos devolvem à nossa realidade, numa leitura existencialista e perguntadora. Cada vez mais gosto de livros que me deixam a pensar nas perguntas que levantam ao invés de "chegarem" e se afirmarem com respostas. Não sei se me faço entender, mas há toda uma introspecção ao longo destas quase 600 páginas, uma constante análise à condição feminina e às decisões que nos levam a tomar outros decisões. A essência de todo o livro está no título e com todas as consequências que o amor, seja ele físico, intelectual ou ideológico... têm ao longo da vida. 

"Não sei se arrancar amor a um homem requer mais força hoje do que antes, mas por acaso até sei: requer. É horrível. É uma provação inenarrável."
A condição feminina e o papel da mulher está também bastante em relevo com a premissa e a utopia da comunidade em Tsau, uma comunidade essencialmente de mulheres e para mulheres, auto-suficiente e gerida por elas. Toda a ideologia que sustenta Tsau é uma «lanterna mental», um amor intelectual que guia a antropóloga até à comunidade e a faz ficar com Denoon. 

Há também um acasalamento de índole política, facilmente inviabilizada quando as ideologias se apartam e as discussões passam a barreira do aceitável. A eterna questão política, capitalismo e socialismo, povoam inúmeras páginas, aliás eu diria até, que é uma folie à deux que o autor deseja que se espalhe a um maior número. A discussão intelectual é toda ela um bálsamo só equiparável ao bálsamo da solidão atingido no isolamento da comunidade. 

Tsau é um hino à simplicidade e eles completam-se, discutindo e acasalando. Se uns relatos assumem um tom mais sardónico, outros serão mais herméticos. Kant, Engels, Marx ou até Thoreaux, ora nos puxam ora nos afastam da conversa em que desejamos participar. A religião e a sociedade, "sociedade, esse inferno de salvadores", são também temas a que acidentalmente o casal vai parar e nunca ficam por ali... já que ela nunca se entedia:
"Uma coisa atraente em mim é que nunca me sinto entediada, porque, em qualquer pausa, disponho do meu passatempo pessoal e automático para me entreter, que é questionar os meus próprios motivos." 

Todo o livro é maravilhoso, complexo, intenso, brilhante e divertido. Os amantes têm inclusive um dicionário quase que para uma linguagem própria, especialmente ela que vai registando formas de o compreender, até mesmo naquilo que Denoon não diz!! É impressionante o detalhe com que Norman Rush se coloca na mente feminina e escreve magistralmente. 

Do deserto de Kalahari chegam-nos sonoridades desde os Platters ao reggae de Jimmy Cliff ou à intemporal Joan Baez, que gostei de recordar com «La Llorona» ou « 500 milles». 
De lá ficam-nos também cenários como este:
"(...) o Denoon engendrava vinganças engenhosas contra os miúdos fariseus do bairro, que pareciam adorar atormentá-lo e impedi-lo de ler sem interrupção nas casas que ele construía nas árvores como salas de leitura (...) ler era uma das religiões dele."

*
Uma leitura com o apoio QUETZAL.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Opinião "A Escolha" - 3º Livro da Série Seleção

Está dito, os livros de Keira Cass têm um problema, são lidos todos num ápice. Começo o livro de manhã e só o fecho já a noite vai bem avançada. Isto assim não rende. Não, mentira, fico tão enredada na história que confesso que isto não podia ser lido de outra maneira.
Raios que este terceiro livro foi brutal! É sofrer até à última folha.


Com a seleção inicial reduzida à Elite e posteriormente a apenas 4 candidatas, America com a sua genuinidade e pavio curtinho, vê-se nesta fase final, onde a escolha de Maxon está eminente, entre a espada e a parede uma vez mais.

Longe ficou a entrada pela oportunidade de melhorar a vida da sua vida família e cada vez é mais forte o sentimento que a liga a Maxon, por mais apavorada que esteja de o confessar em voz alta.
A presença das outras candidatas, igualmente fortes escolhas para o lugar de princesa de Iléa e dona do coração de Maxon, criam ainda mais inseguranças na cabeça de America que chega a ir ao ridículo para confirmar a posição que tem junto do Príncipe.

Será decisão de Maxon um capricho do coração ou uma decisão estratégica para Iléa? Poderá escolher o amor quando o futuro do seu país depende dele e da escolha que fizer?
Das quatro candidatas restantes, será America, com os seus modos desafiantes perante o rei, a princesa perfeita para este país estado de guerra?


Sim, porque a seleção decorre em simultâneo com um crescendo de ataques à monarquia que rapidamente se estende às famílias das restantes candidatas da Seleção. E no meio de confrontos, ameaças, descobertas, novos aliados e perdas marcantes, Maxon e America precisam de encontrar o ponto sem retorno, o momento em que seguem juntos ou se separam para sempre.

É quando tudo se encaminha para um desfecho com final feliz, o que pode arruinar para sempre a felicidade de America?
Isto é, além da morte ou a verdade há muito escondida.

E o fim.....oh meu deus, andamos a sofrer até ao fim e por diversas razões.
Sabem que quase me arrisco a dizer que seria perfeito acabar aqui. Tinha lógica, fazia sentido, deixava-nas a imaginar o depois.
Mas talvez por isso haja mais...
Vá não dando spoilers mas basta olhar para o título do próximo livro para saber o que vem ai.
LEIAM isto!
Pensar que li o primeiro livro de nariz torcido perante versão de tiara e salto alto de Hunger Games. Ai...estou mega fã :)

Entretanto, relembro a opinião aos outros dois livros.

Opinião :: A Seleção de Kiera Cass

Opinião "A Elite" de Kiera Cass


A Série de Kiera Cass é uma aposta 

Novidades Jacarandá :: Musicoterapia de A a Z

Ora aqui está uma novidade que agrada muito, mesmo muito à nossa metade colorida :)
Se para cada livro lido criamos uma playlist, é interesse ler um livro que é por si só uma lista de músicas...daquelas que nos cura a alma.


Cada um de nós, em certos momentos, precisou de música. Quando o fluir das notas atinge a nossa atenção damo-nos conta de que a música, como uma banda sonora que acompanha cada gesto quotidiano, é necessária.
Protagonistas das páginas deste volume são, pois, os sons mais adequados para emoldurar os acontecimentos da vida, eventos e sensações, a beleza e o sofrimento, o desejo e a sua ausência. O leitor poderá reencontrar as melodias que o acompanharam em ocasiões memoráveis ou para esquecer, deparar-se com histórias bizarras, divertidas e autênticas. Ou ir ainda, mais simplesmente, à procura do tema certo para a ocasião certa.
Quer se trate do pavor de voar, de dependência do trabalho ou da agorafobia, de uma dieta ou de um ataque de tosse, de vontade de desaparecer ou sentir-se «um pouco assim-assim», as receitas de Musicoterapia oferecem remédios e conselhos através de sugestões musicais ou graças à experiência de um músico, indo do rock à experimentação contemporânea, da Viena de Mozart à ilha de Tonga, de Schubert a Bob Dylan, da Bossa Nova de Jobim aos Beatles, de Bach a Coltrane.
É uma pequena enciclopédia, um repertório, um manual para ficar melhor. Ao som da música.


Uma novidade

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Novidade Topseller "Seduzo-te"

A Topseller ouviu os meus pedidos!!
Aí vem o segundo capítulo da série "Os mais procurados"


Vai beijar-me, pensei. A minha mente estava num turbilhão, dividida entre a excitação e a surpresa. Ele era uma ferramenta, um suspeito, um criminoso. Ainda assim, eu desejava aquilo. Desejava muito aquele homem. Raios, desejava-o com todas as minhas forças.
Sloane Watson é uma brilhante agente policial e está decidida a encontrar a sua amiga Amy, misteriosamente desaparecida. Para chegar à verdade, Sloane tem um plano aparentemente inabalável: seduzir o poderoso Tyler Sharp, dono do Destiny, o requintado e exótico clube onde Amy trabalhava como bailarina, e onde foi vista pela última vez.
No entanto, no momento em que Sloane e Tyler cruzam os olhares, a atração entre ambos torna-se inebriante. Aquilo que deveria ser uma investigação policial dá lugar a um escaldante e perigoso jogo de sedução, no qual nenhum dos dois alguma vez pensou entrar. Mas será que ainda é possível voltar atrás e mudar as regras?


J Kenner é uma estrondosa aposta

Relembro a opinião ao primeiro livro

"Desejo-te"


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

«Arranha-céus» de J. G. Ballard :: Opinião


Assim que terminei esta leitura, escrevi:

Já o terminei. É estranho, meio alucinado ou até alucinógeno (ou alucinogénico!?), passamos o tempo a perguntar ou a pedir, a justificação, a fonte do problema... drogas, álcool, sonho (pesadelo?) ou simplesmente as pessoas? Creio que é um enredo recheado de pessoas perturbadas, alteradas, danificadas, será? Cheguei ao fim com muitas questões, mas uma maior que todas, que não revelarei para não quebrar qualquer surpresa para com a leitura deste «Arranha-Céus». Espero que ao ser passado para o cinema seja bem conseguido e com o elenco certo.

*

Cheguei a Ballard através de Crash, ou melhor, através do filme que julgava ter sido a adaptação de um dos seus livros, mas já enquanto lia este «Arranha-céus» apercebi-me que o Crash que tinha visto não era o Crash de Ballard adaptado por Cronenberg. Confusões à parte, ganhei mais um filme para a lista dos a "ver futuramente", bem como será a adaptação cinematográfica deste «Arranha-céus».

O enredo distópico, típico do universo ballardiano (dizem os entendidos!), coloca o leitor num ambiente claustrofóbico de um condomínio fechado. Fechado, segmentado e eu diria espartilhado entre a divisão de classes e os hábitos das mesmas. Nos mil apartamentos vivem cerca de duas mil pessoas, dividas entre pisos, hábitos, festas e crises típicas de bestas pouco humanizadas. A colisão entre pisos faz-se à margem das regras mais básicas de convivência ou do bom senso geral e, é claro, os eventos perdem o equilíbrio, já frágil, e desviam-se dos padrões aceitáveis e rapidamente entram no patamar da selvajaria. 

Os predadores andam à solta, mas ninguém sabe ao certo qual será a próxima vítima e a própria caçada em si é pouco lógica e ninguém se sente a salvo. No entanto, há sempre uma pergunta que coloquei ao longo da leitura: apesar de auto suficiente, as pessoas saiam para trabalhar, porque não aproveitam para fugir? Porque não denunciar a situação? Claro que não, perder-se-ia a demência que funcionava como elo.
Estranha forma de vida a destes espécimes abastados que preferem correr o risco constante, ao ponto de se barricarem dentro das suas próprias casas, do que denunciar e expor os podres desta vida a bordo do último grito arquitectónico e tecnológico.

São inúmeras as questões que a trama de Ballard levanta, desde o conflito entre a massa influente ou "heavy breathers" e as camadas mais familiares dos pisos iniciais... como se os outros aos estarem mais perto do céu se sentissem endeusados e na posse das decisões. O sossego e o anonimato fictício constantemente bombardeado pelas festas e pelas orgias que faziam da insónia a doença mais comum. Todo o glamour da sociedade moderna a perder-se nos problemas banais e transversais do quotidiano da população em geral, como o barulho dos vizinhos, o dejectos dos cães ou a sujidade à porta do outro...

Dr. Robert Laing, Antony Royal e o produtor televisivo Wilder unem-se, num roteiro improvável, à viúva Charlotte Melville, a Eleanor Powell ou o casal Steel naquela que será uma autêntica rota de colisão, demonstrando as atitudes frias e calculistas que fazem da cidade vertical uma verdadeira cidade aberta, digna de um cenário apocalíptico, isolado e demente.

Fico com vontade de ver a adaptação e aguardo pela publicação de «Crash» para então ler o "verdadeiro" ;)

Uma leitura com o selo 20|20, na chancela Elsinore.

Peregrino de Terry Hayes -- Opinião

É a primeira vez que tenho o prazer de ler um livro em primeira mão, senti-me um privilegiado. Obrigado Topseller pela oportunidade.

Posso começar já por dizer: que livro!
Quando o agarrei não sabia o que me esperava, não sabia que Tery Hayes tinha sido argumentista de cinema, e só descobri poucos minutos antes de começar a escrever esta opinião. Isto acontece visto que não gosto de ir ler opiniões ou de ir à procura de informação sobre o escritor, pois qualquer umas dessas coisas pode influenciar a minha opinião sobre o que vou ler. Mas por hábito faço-o depois, para confirmar ou confrontar a minha opinião sobre o que acabei de ler.

Assim sendo agarrei neste livro completamente às escuras. E surpreendeu-me desde as primeiras impressões. Estavam à minha frente mais de 600 páginas sobre um crime, a primeira reacção foi pensar que o livro teria muitas descrições, para dar corpo, contexto ou só detalhes que não contribuíssem para a acção, mas logo nas primeiras páginas perdemos essa sensação, somos completamente bombardeados com imagens que nos puxam para dentro do livro e Terry Hayes começa logo a construir personagens e cenas de crimes violentos de modo a fazer deste livro um autêntico page turner.

É indiscutível a velocidade de leitura que o livro imprime no leitor, refiro sempre isto, mas mais uma vez vou repetir, com a criação de capítulos curtos, com duas ou três paginas cada, faz com que fiquemos completamente agarrados ao livro. E acabamos por levá-lo (apesar do tamanho) para todo o lado, pois quaisquer 5 minutos permite a leitura de mais um capitulo... parei no trânsito: mais dois capítulos... fila nos correios: mais três capítulos... a mulher está demorada no dentista: mais dez capítulos...

Quanto à historia não vou, nem posso, contar muito, qualquer breve resumo pode dar spoillers e tirará muito do interesse. Vou antes aproveitar algumas frases que aparecem na sinopse e contracapa e acrescentar a minha opinião:

Bem ao estilo de James bond temos sempre a sensação mal entramos neste livro que estamos nUMA CORRIDA VERTIGINOSA CONTRA O TEMPO E UM INIMIGO IMPLACÁVEL.

Começamos com Uma jovem mulher brutalmente assassinada num hotel barato de Manhattan com pormenores muito bem conseguidos, que poderia ser o guião para qualquer umas das séries televisivas mais badaladas, um CSI ou um Mentes Criminosas, até mesmo um Dexter ou um Hannibal, contando com o peso das imagens para aumentar o sórdido dos crimes.

Um pai decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita, conseguimos mergulhar em factos de culturas diferentes das nossas, perceber como funciona a lei, como o povo vê essa lei a ser aplicada e conseguimos constatar as grandes diferenças culturais.

Os olhos de um homem roubados do seu corpo ainda vivo, são acontecimentos como estes que nos agarram no livro, fazem a nossa mente disparar para vários cenários, imaginamos o «porquê» e questionar «para quê» tal brutalidade!?

Até onde pode ir a capacidade de um ser humano para fazer mal ao próximo? Em função de que crenças? Restos humanos ardendo em fogo lento na montanha de uma cordilheira no Afeganistão.

Estes são alguns dos muitos motivos que viciam o leitor neste livro, juntamente com a promessa de uma acção à escala global. Uma conspiração para levar a cabo um crime terrível contra a Humanidade, uma trama que encaixa que nem uma luva nos tempos actuais, onde se começa a ver uma luta como nunca antes vista na nossa era, entre muçulmanos e ocidente. No entanto, não pensem que o autor nos coloca só de um dos lados, são várias as perspectivas, desafiando o leitor a tomar parte... e nem sempre do mesmo lado.

Já estão convencidos?
Preparem-se para conhecer o único homem capaz de descobrir o ponto preciso onde estas histórias se cruzam: Peregrino e Sarraceno, um representado a parte "boa" do livro e o outro, o único homem capaz de matutar um crime hediondo para a humanidade, respectivamente é claro!

Uma excelente aposta da TOPSELLER. Um excelente início de uma nova saga. Será?


Uma leitura (em avanço) com o apoio:



Novidade Planeta :: "Saudade" de Linda Holeman

Uma fascinante história de perda, romance e traição no Portugal do século XVIII.

Arrebatador, cativante e com personagens que fazem deste livro, uma leitura maravilhosa. 
Intriga, romance, história, com uma pesquisa rigorosa narrada de forma soberba.


Sinopse:
Diamantina tem apenas treze anos quando o pai, um marinheiro holandês que deu à costa na ilha de Porto Santo, a abandona para ir em busca de diamantes no Novo Mundo. 
Pouco depois, a mãe, uma feiticeira e curandeira africana, adoece e morre, deixando a filha a lutar sozinha pela sobrevivência no pequeno casebre da praia onde viviam. 

Por baptizar, marcada pela feitiçaria da mãe e pelo sangue estrangeiro que lhe corre nas veias, essa luta parece condenada ao fracasso. Durante algum tempo, a segurança de Diamantina parece encontrar-se em Abílio, que partilha o sonho de partir daquela ilha. 

Contudo, Abílio é um homem sem escrúpulos, que a usa a seu bel-prazer. Se Diamantina fosse uma jovem respeitável, ele tê-la-ia desonrado. Mas ela não é respeitável e não consentirá que a desonrem. 

Orquestra a fuga da ilha mediante um casamento de conveniência com um ex-padre, Bonifácio, que se encontra mergulhado num terrível ciclo de culpa, tentação e redenção, e que aceita esta marginal como esposa e penitência, levando-a para casa do pai, num vinhedo rodeado por montanhas, na ilha da Madeira, onde ela se sente ainda mais enclausurada. 

Embora seja ambientado no século XVIII, este livro é muito mais do que um romance histórico típico. É um romance que abarca os sentimentos mais profundos de personagens muito bem construídas. Poderia passar-se no século XVIII ou no século XXI. 

Neste romance há feitiços e curas, muitas garrafas de vinho provadas e bebidas, diamantes extraídos e depredações coloniais no Brasil, padres venais, maridos traidores e filhos ilegítimos, o horrendo terramoto que quase destruiu Lisboa e, uma história de amor. 

Com o talento de Linda Holeman, a odisseia da personagem principal, Diamantina, encontra-se no cerne da história de uma mulher que tem de aprender a viver com as escolhas que tomou, quer lhe tragam alegria, quer a atirem para a tragédia.

Uma novidade

Novidade Topseller :: "Vidas Roubadas"

Mary Kubica é um nome que nos desperta interesse.
Depois de "Não digas nada" chega este "Vidas Roubadas" que nos deixa curiosos só pela leitura da sinopse.


Numa manhã fustigada pelo mau tempo, Heidi Wood vê numa estação de comboios uma adolescente com um bebé ao colo. A partir desse momento, essa imagem não lhe sai da cabeça.
Quando, dias mais tarde, volta a encontrar a rapariga com a bebé, Heidi decide ajudá-las e leva-as para sua casa. Chris, o marido de Heidi, assim como a filha, Zoe, opõem-se em absoluto à ideia de esta jovem, que diz chamar-se Willow, ficar em sua casa, temendo que ela possa ser uma criminosa. No entanto, Heidi não lhes dá ouvidos e, à medida que o tempo passa, sente que não pode abandonar a rapariga, e acima de tudo a sua bebé, por quem nutre um sentimento maternal fora do comum.
Entretanto, começam a aparecer pistas sobre o passado de Willow que farão com que a história ganhe contornos perturbadores. Que segredos guardará esta rapariga cujo passado esconde a todo o custo?

Uma novidade

Relembro a opinião ao primeiro livro da autora lançado em Portugal
http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2014/09/opiniao-nao-digas-nada.html